Finalmente saímos do Paraguai. Já estávamos com a idéia de que pessoas de bom coração e que amam os animais só existiam por lá. Puro engano, e quem nos prova o contrário é uma  jovem russa; Mitch Wilhelm. De início foi difícil nosso contato não pelo idioma pois idiomas é o que não lhe faltam; fala russo, português, espanhol, inglês, francês, ucraniano, alemão e holandês. O difícil foi porque Mitch é modelo fotográfica e estilista e assim não podíamos usar fotos na entrevista. Mesmo assim, mostrou-se muito cordial e amistosa. É claro que não podia ser de outra maneira, pois quem ama os animais é sempre especial. Mitch  tem coração ainda maior, assim demonstram suas amizades e suas palavras que não consegue disfarçar a bela pessoa que é. Todos os leitores dessa vez ficarão muito tristes, inclusive nós aqui do Jornal. O motivo é um só não podemos ver as fotos de Mitch por motivos profissionais. Só nos cabe prestar atenção a cada palavra dessa jovem, que nesse caso é pura música para aqueles que amam os animais. Com vocês, Mitch Wilhelm, direto de Moscou.

Onde você nasceu?

Nasci em Moscou, Rússia.

Onde mora, o que faz atualmente, trabalho, estudo, (fale o que você desejar)?

Moro em Moscou, porém já morei em cinco países diferentes, incluindo o Brasil (em Porto Alegre). Terminei a faculdade de design de moda na Alemanha no começo do ano e no momento trabalho por conta própria como estilista para alguns clientes pequenos e também trabalho como modelo fotográfica para clientes de pequeno e médio e, de vez em quando, grande porte.

Pretendo estudar Física Biomolecular, com ênfase em nanotecnologia, na MIT, EUA, começando em janeiro de 2009 e deixar a moda como um hobby.

Você tem animais de estimação? Quais?

Sim. Eu tenho uma gatinha de quatro anos de idade chamada Smyetána (creme de leite em russo) e um aquário enorme cheio de peixinhos coloridos.

Em sua cidade há animais de rua? O que é feito com eles?

Não há muitos porque é uma cidade extremamente turística, tudo lá é regulamentado, tem que estar tudo perfeito, porém de vez em quando se vê cachorros e gatos. Normalmente a carrocinha passa e os recolhe, levando-os para um abrigo e lá as pessoas os adotam se quiserem, mas se eles ficarem muito tempo lá e não forem adotados, aí eles são sacrificados.

Você sabe como é a política de sua cidade sobre os animais?

Não.

O que você acha da situação dos animais diante do aquecimento global?

Eles vão sofrer por nossa culpa e isso é horrível.

O que você acha que se deveria fazer sobre a situação de animais em países que os maltratam como a China?

Esses países deveriam pagar por isso, talvez algum tipo de multa. Protestos não adiantam muito.

Os jovens na Rússia são apegados aos animais ou só os mais velhos?

Os russos de todas as idades gostam de animais, mas não são muitas as pessoas que os possuem.

O que pensa de atividades que exploram os animais, como circos, etc.?

Deveriam pagar multas, não deveriam existir. Não gosto da idéia de animais sofrendo e sendo expostos em exposições e circos, circo legal é o Cirque du Soleil, é o melhor do mundo e não usa dos animais.

Qual é seu recado para pessoas que compram casacos de pele?

Vocês gostariam que alguém arrancasse suas peles para fazerem casacos?

Sua mensagem especial para nossos leitores do Brasil e de outros países?

Imaginem como o mundo seria sem graça sem os animais. Não teríamos o som dos pássaros, a risada dos golfinhos, o colorido dos peixes dos corais, a alegria dos cachorrinhos...

Postado por Leonardo Bezerra on quinta-feira, 17 de abril de 2008
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No zoológico de Vitória, Austrália, o pobre do leão não pode mais comer em paz. É colocado um vidro com a frente de um veículo para dentro do recinto dos leões e o alimento é jogado encima do capô do carro. Os turistas, do outro lado do vidro e a poucos centímetros da boca do leão podem vê-lo comer sem nenhum perigo. O leão é que não gosta muito dessa conversa de ser observado de perto ao comer. (Daily Mail)

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