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ATIVISTA FALA DAS DIFICULDADES DE MANTER UM MOVIMENTO EM DEFESA DOS ANIMAIS NO BRASIL

17/12/2012


Em entrevista concedida ao Centro Vegetariano de Portugal Leonardo Bezerra, do Jornal Defesa dos Animais e da Rádio Defesa dos Animais fala das dificuldades de se manter um trabalho em defesa dos animais no meio escrito e de rádio no Brasil.

Por Cristina - Centro Vegetariano de Portugal

Leonardo Bezerra, de São Paulo, Brasil, é um ativista pelos direitos dos animais de longa data. Atualmente mantém o Jornal Defesa dos Animais (JDA) e a Rádio Defesa dos Animais (RDA), ambos online. O Centro Vegetariano e a EVANA foram ao seu encontro para saber mais sobre ambos os projetos.

Leonardo Bezerra
CR: O Leonardo começou o Jornal de Defesa dos Animais e a Rádio Defesa dos Animais há quanto tempo, e porquê?

LB: Iniciei o Jornal Defesa dos animais em fevereiro de 2008 e a Rádio Defesa dos Animais em 6 de março de 2011. O motivo foi um só, divulgar temas em defesa dos animais para incentivar as pessoas a um maior entendimento sobre os direitos dos animais e a importância de defendê-los, amá-los, prestar-lhes atenção e cuidados como vida que são, e não como objetos ou produtos.

CR: Quais são os principais objetivos do Jornal? 

LB:Os principais objetivos são no sentido de promover os direitos e a defesa dos animais em todos os âmbitos, sejam éticos e filosóficos ou de ordem prática, como os cuidados, resgate, doações, alimentação e saúde e tudo o mais que possa contribuir para despertar nas pessoas o amor aos animais. Assim, através de artigos, depoimentos, entrevistas, fotos e vídeos fazemos um trabalho nesse sentido.

CR: ... e da rádio?

LB: Os objetivos da rádio são os mesmos que os do jornal. Entretanto, há uma pequena diferença que é no sentido de trazer aos ouvintes, além dos temas em defesa dos animais, também as músicas mais lindas do mundo, no sentido de presentear os defensores com um brinde diário de informações e músicas belas, um pequeno refrigério, para quem vê diariamente tanta crueldade e indiferença. Assim, as músicas são no sentido de amenizar os temas que tratamos nos programas, que nem sempre são bons para os animais.

CR: Como é que tem sido a resposta do público? Tem alguma ideia do perfil dos seus leitores e ouvintes?

LB: O perfil dos leitores do jornal é o tradicional, pessoas que têm animais, protetores, defensores, ONGs, organizações, etc. Os da rádio segue no mesmo estilo, entretanto comporta também um outro tipo de público, que são as pessoas que gostam de rádio on-line, o pessoal ligado ao Spreaker, que gostam de tudo sobre rádio, independente dos temas que tratam. A Rádio Defesa dos Animais, de repente foi uma surpresa, pois é a primeira e única do mundo exclusiva para a divulgação dos temas da defesa e direitos dos animais. Entretanto, não tem recebido o reconhecimento que merece por parte dos brasileiros, o que nos deixa muito tristes. Quanto aos ouvintes ligados direto no Spreaker, a posição da rádio é sensacional, sempre entre as mais ouvidas em língua portuguesa. Se o idioma usado fosse o inglês, acredito que já estaria entre as primeiras do mundo. 
Estúdio da Rádio Defesa dos Animais em São Paulo
CR: E ao nível dos seus colaboradores e parceiros, tem sido fácil motivar voluntários para colaborar?

LB: Tem sido dificílimo, ninguém quer nada com nada. Na hora de ajudar, ou participar de alguma maneira, até mesmo dando uma entrevista, não querem saber. Na verdade, contamos nos dedos os colaboradores. Tem a Brenda, que sempre se prontificou para participar na locução e recentemente surgiu o apoio da Dalva, que prontificou-se para responder nossa correspondência. No âmbito das reportagens temos os jornalistas Juliana Castro e Lucas Leite, da Agência Notícia Animal, que através de nosso intercâmbio, nos brindam com excelentes informações para os programas diários. Há também o apoio da Dra. Raquel Redaelli do Blog Felino. Conhecemos muitas pessoas que dizem amar os animais, mas ajudar a Rádio de alguma forma, nenhuma. A situação é tão triste, que nem para deixar um recadinho lá no livro de visitas, uma palavra de apoio, ou mesmo um olá, elas fazem. Ninguém imagina o trabalho que dá a produção e apresentação dos programas diários feitos tudo por uma única pessoa. Enquanto muitos estão vendo as novelas da Globo ou o Jornal Nacional, eu estou trabalhando na produção dos programas ou gravando e isto diariamente depois de um dia cansativo de trabalho que é na área do ensino.

CR: Sabemos que a RDA tem diversas parcerias, nacionais e internacionais.  Quais são os perfis dos parceiros, e o que é que os motiva?

LB: Os perfis são variados, ONGs, blogs, sites, até partidos políticos. Os motivos, muitos no sentido de apoio ao meu trabalho, divulgação de suas organizações, participação conjunta, etc. sendo que os primeiros foram o Centro Vegetariano de Portugal e a EVANA ORG. Há também algumas parcerias no âmbito exclusivo de rádio, como a nossa parceria com a seção de língua portuguesa da Rádio Voz da Rússia e também com a Rádio França Internacional, das quais usamos algumas matérias referentes aos animais e reproduzimos alguns de seus programas relativos ao meio ambiente e temas que tenham a ver com os animais.

Dalva - Relações Públicas da RDA
CR: E ao nível de campanhas nacionais e internacionais, como a Semana Vegetariana Internacional ou o dia do Vegetarianismo, a RDA costuma aderir?

LB: Sim, participamos sempre dessas campanhas sendo que damos muito enfoque ao Dia Mundial dos Animais em 04 de outubro.

CR: Sobre o Brasil em geral, pode-se dizer que é um país amigo dos vegetarianos e dos animais? Sabe qual o número de vegetarianos no Brasil?

LB: Amigos dos animais sim, até certo ponto. As pessoas adoram os animais, mas desconhecem seus direitos e os cuidados necessários que deveriam ter com eles. Sobre vegetarianismo não tenho no momento os números atualizados, mas é um meio que cresce muito no Brasil pelo que observamos principalmente nas grandes cidades. Por outro lado, ainda existe bastante discriminação aos vegetarianos, o que é lamentável. Assim como também se gasta uma fortuna com a saúde pública com as doenças diretamente ligadas ao consumo da carne.

CR: Para os turistas estrangeiros que visitam o Brasil, é fácil comer refeições vegetarianas nos principais destinos turísticos? E no interior do Brasil?

LB: Não estou bem informado, mas acredito que nos pontos turísticos é fácil encontrar refeições neste sentido, mas no interior, acredito, que ainda prevalece de uma maneira bem forte a cultura da carne.

CR: Em termos de planos para o futuro - como é que o Leonardo vê o futuro do JDA e da RDA no curto e no longo prazo?

LB: Vai depender de dois fatores, dinheiro e tempo. Dinheiro para conseguir uma divulgação mais ampla, anunciando em meios pagos e de grande abrangência ou mesmo conseguindo um local para montar a sede da rádio. E tempo para fazer tudo isso. Acredito que tempo, em breve vou ter, agora quanto ao dinheiro ainda não estou muito certo.

CR: Para terminar, gostava de deixar alguma mensagem aos leitores?

LB: A mensagem para os brasileiros é um pouco triste. Desde que eu era ainda muito jovem, sempre fui um precursor, sempre fiz coisas que ninguém tinha feito antes, isto no âmbito do rádio. Mas desde aquele tempo percebi uma coisa, brasileiro não dá valor a brasileiro. Isto significa que qualquer coisa que vem de fora é sempre extremamente valorizada e apoiada, enquanto que as coisas que nascem aqui caem na indiferença ou são desprezadas. (É claro que há exceções, por exemplo, o Rio Grande do Sul é o estado que mais apoia a RDA.) Este é o caso do meu trabalho na RDA que é muito valorizada e apoiada por pessoas de vários países, inclusive muitos que não são de língua portuguesa enquanto que dos daqui não recebo nenhum apoio, o que é lamentável. Quanto aos ouvintes de Portugal há muito apoio. A cultura dos portugueses que entendem a causa animal é bastante forte, o problema é que o número dessas pessoas em Portugal parece ser ainda pequeno.

Uma outra mensagem é que apoiem e usem esse meio para divulgar seus próprios trabalhos. Todos estão convidados a mandar informações sobre suas ONGs, sites, blogs e tudo mais que trate da defesa dos animais. Teremos todo gosto em divulgar. Quem quiser dar entrevistas, é só entrar em contado. 

1 comentários:

cryslayne crys disse...

Eu gostaria da ajuda de vocês para espalhar esta notícia.

Então. Cães e gatos, vivos ou mortos, estão sendo
usados como isca para tubarões por pescadores amadores da ilha da
Reunião, que fica sob administração francesa. Organizações de proteção
aos animais e autoridades locais revelaram a informação. A Pequena ilha
vulcânica localizada ao largo da costa oriental da África está repleta
de cães vadios. Para ter uma ideia do tamanho do problema, são mais de
150,000 animais.

Equipes de filmagem foram enviadas por Reha
Hutin para filmar as barbaridades cometidas para depois serem expostas
na televisão, e, se possível, na internet. A notícia não foi muito
divulgada e até hoje o problema continua.

REPASSEM GENTE, PELO AMOR DE DEUS.

30 de dezembro de 2012 20:24

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Resumo da Declaração Universal dos Direitos dos Animais

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais da ONU

01 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

02 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.

03 - Nenhum animal deve ser maltratado.

04 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

05 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.

06 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

07 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

08 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra o animais.

09 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender