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VOCÊ SABIA QUE HÁ UMA QUANTIDADE MUITO GRANDE DE ARTISTAS VEGETARIANOS E VEGANOS?

05/04/2018

Cada vez mais os artistas que por sinal precisam estar em forma e ter um corpo bonito para enfrentar a grande quantidade de shows que fazem a cada ano, estão aderindo ao vegetarianismo. Há alguns que o fazem por pura necessidade de uma vida saudável, mas a maioria é mesmo pela causa animal, ou seja, querem contribuir para a defesa dos animais. Veja a lista dos mais conhecidos.
 VEGETARIANOS:
Adalita Srsen (vocalista dos Magic Dirt)
Amy Ray (música)
Annie Lennox (cantora)
Anthony Kiedis (vocalista dos Red Hot Chili Peppers)
Arkangel (banda de hardcore)
B52?s (banda musical)
Belinda Carlisle (cantora)
Benji (guitarrista dos Good Charlotte)
Billy (guitarrista dos Good Charlotte)
Billy Idol (músico)
Bob Dylan (cantor)
Boy George (músico)
Brandii
McCoy (cantora dos The Honeybees)
Bree Sharp (cantor)
Captain & Tennille (dueto musical)
Casey Kasem (DJ)
Cathy Dennis (cantora)
Charlie Watts (baterista dos Rolling Stones)
Chris Novoselic (baixista dos Nirvana)
Chrissie Hynde (cantora dos The Pretenders)
Cindy Jackson (cantora)
Common (cantor/rapper)
Damon Alburn (vocalista dos Blur)
Daren Hayes (Savage Garden)
Des?ree (cantora)
Dre Rapper (dos Outkast)
Dwight Yokam (cantor de música country)
Eddie Jackson (baixista dos Queensryche)
Eddie Vadder (vocalista dos Pearl Jam)
Elvis Costello (músico)
Erykah Badu (cantor)
Farin Urlaub (da banda Die Ärtze)
Frenzal Rhomb (banda musical)
Gary Barlow (ex Take That)
Gavin Rossdale (vocalista dos Bush)
George Harrison (músico dos Beatles)
Gladys Knight (cantora)
Good Riddance (banda musical)
Howard Jones (cantor)
India Arie (cantora)
Jane Weidlin (da Girl`s Band Go-Go)
Janet Jackson (cantora)
Jason Orange (ex Take That)
Jeff Ament (baixista dos Pearl Jam)
Joan Baez (cantora de música folk)
Joe Jackson (músico)
Joel (vocalista dos Good Charlotte)
John Lennon (cantor/compositor e ex Beatlle )
Johnny Marr (ex guitarrista dos The Smiths)
Julianna Hatfield (música)
Justine Frischman (cantora dos Elastica)
Kate Bush (cantora)
Kirk Hammett (guitarrista dos Metallica)
Lenny Kravitz (músico)
Lilli Lehmann (cantora alemã de ópera)
Lisa Loeb (cantora)
Mark Owen (ex Take That)
Michael Bolton (cantor)
Michael Diamond (Beastie Boys)
Mike Joyse (baterista)
Montserrat Caballe (cantor de ópera)
Morrissey (cantor)
Mya (cantora)
Mylène Farmer (cantora)
Natalie Merchant (cantora)
Paul MacCartney (cantor)
Paula Cole (cantora)
Peter Gabriel (músico)
Polly
Jean Harvey (cantora)
Richard Thompson (cantor)
Rick Allen (Def Leppard)
Rick Sringfield (cantor)
Ringo Starr (músico)
Robert Smith (músico The Cure)
Robyn Hitchcock (cantor)
Seal (músico)
Serj Tankian (vocalista dos System of a Down)
Steve Morse (músico)
Steve Vai (guitarrista)
Susannah Hoffs (vocalista/guitarrista das Bangles)
Terry "Geezer"
Butler (músico)
Tina Turner (cantora)
Travis Barker (baterista dos Blink-182)
Vanessa Amorosi (cantora)
Vanessa Paradis (cantora)
Vanessa Williams (cantora)
Wendy O. Williams (música/cantora)
Yehudi Menhuin (violinista)
Yoko Ono (música, viúva de John Lennon)
Ziggy Marley (músico)


VEGANOS:
Absence (banda de hardcore)
Brandy (cantora)
Bryan Adams (cantor)
Crystal Ballroom (banda musical)
Daniel Johns (vocalista/guitarrista dos Silverchair)
Darren Edwards (dos Brilliant sins)
Dave Davies (cantor)
Earth Crisis (banda musical)
Fiona Apple (cantora)
Fugazi (banda musical)
Geoff
Tate (vocalista dos Quennsryche)
Grace Slick (cantora)
Heather Small (música)
Jack Dangers (músico dos Meat Beat Manifesto)
John Feldmann (vocalista dos Goldfinger)
John Power (cantor)
K.D. Lang (músico)
Kim Andrew (vocalista dos Brilliant sins)
Maron (banda de harcore)
Michelle Malone (cantora)
Moby (cantor)
Mushroom (dos Massive Attack)
New winds (banda portuguesa de hardcore)
Ocean Robbins (cantor)
Phil Collen (cantor)
Point Of No Return (banda de hardcore)
Purification (banda de hardcore)
Rikki Rockett (dos Poison)
Shania Twain (cantora)
Sinead O`Connor (cantora)
Tom Scholz (guitarrista da banda Boston)
Weird Al Yankovic (cantor)

Fonte: 
Centro Vegetariano de Portugal - www.centrovegetariano.org

COMO AJUDAR ANIMAIS DE RUA E O QUE FAZER EM CASO DE MAUS TRATOS - PRIMEIRA PARTE

20/10/2015



Foto: Reprodução
Sabemos que no Brasil em geral existem muitos animais soltos pelas ruas, que são abandonados pelos seus donos, e animais que têm dono e são maltratados por eles, ficando muitas vezes acorrentados sob sol e chuva, sem água e comida, ou são largados doentes sem os cuidados necessários.

A ativista defensora dos animais Luciana Ronconi, responde questões sobre defesa dos animais: (de uma série de entrevistas dadas à Rádio Defesa dos Animais)

Gostaríamos de saber o que pode ser considerado maus tratos?

Podem ser considerados maus tratos:
Abandonar, espancar, golpear, mutilar,e envenenar animais
- Manter animais presos permanentemente em correntes ou em locais pequenos e sujos, não abriga-los de sol, chuva e frio, mante-los sem ventilação ou luz solar, não alimentá-los diariamente, negar assistência veterinária a animal doente ou ferido, submeter animais a trabalho excessivo, capturar animais silvestres, utilizar animais em shows que possam lhe causar estresse, promover rinhas e eventos violentos envolvendo animais.

E como devemos proceder ao presenciar um caso de maus tratos?

Em qualquer situação de maus tratos, a pessoa que presenciou o fato deve dirigir-se pessoalmente a uma delegacia do meio ambiente da sua cidade e registrar a ocorrência, além de escrever um requerimento de próprio punho solicitando a instauração de inquérito policial para investigar o caso.

Caso na sua cidade não exista uma delegacia do meio ambiente, faça a denuncia em uma delegacia comum, apenas leve uma copia da lei de maus tratos, que é a lei de número  9605/98, que é a lei de Crimes Ambientais, que pode ser encontrada fazendo uma pesquisa na internet.

Se possível, registre o fato através de fotos, e peça a um veterinário que vá até o local e faça um laudo de maus tratos. Em muitos casos, os maus tratos são visíveis, como por exemplo, em caso de desnutrição, onde o animal está muito magro, ou quando o animal apresenta sinais visíveis de doença e maus tratos. Nesses casos, levar fotos e um laudo veterinário reforça a denuncia.

Muitas vezes, vale a pena tentar contatar a pessoa, tocar a campainha e tentar conversar com a pessoa, saber o porque do animal estar naquelas condições. Muitas vezes, é falta de informação, ou falta de condição financeira para cuidar dele.

Nesses casos, pode-se pedir para fotografar o animal e tentar obter ajuda entre os parentes e amigos, nas redes sociais, pedindo doação de ração, medicamentos, ou até mesmo fazer uma vaquinha para tratamento veterinário.

Pode-se perguntar também se a pessoa tem interesse em doar o animal, e nesses casos, fazer uma publicação nos sites de adoção, nas redes sociais, e divulgar fotos com telefone de contato, em pet shops e locais onde exista circulação de pessoas que gostem de animais.

Caso o dono do animal se mostre inacessível, não queira conversar e nem aceite ajuda, deve-se partir imediatamente para a denuncia formal em uma delegacia do meio ambiente.

Não tenha medo de denunciar. Na verdade, quem denuncia figura como testemunha, pois quem denuncia na verdade é o Estado.

Essa denuncia pode ser feita de forma anônima, basta informar na hora de fazer o termo circunstanciado que não gostaria de ser identificado. Dessa forma, o dono do animal não saberá quem fez a denuncia, pois o denunciante ficará anônimo.

O importante é não se omitir, não deixar de denunciar.
Quem deve fazer a denuncia é quem presencia os maus tratos. Não adianta pedir para outra pessoa.

Na delegacia, você terá de passar as informações que sabe sobre o fato, e então não adianta delegar essa tarefa a terceiros.  A denuncia deve ser feita imediatamente á ocorrência do fato, porque muitas vezes a situação é grave e não se pode esperar, e deve ser feita pela  pessoa que o presenciou.

Se a Polícia não atender ao chamado, ligue para a Corregedoria da Polícia Civil da sua cidade, e informe o que os policiais  disseram quando se negaram a  atender.

Luciana, e quando o animal está trancado em um local fechado, onde não existem pessoas, e esse animal está sozinho, sem água nem comida, o que fazer?

Há 3 anos atrás um gato ficou preso entre a janela e a rede de proteção de um apartamento no 15º andar de um Edifício em um bairro nobre aqui de SP, sem água e nem comida.

Esse caso chamou a atenção dos vizinhos, que fizeram vários pedidos de socorro ao corpo de bombeiros e a policia militar, mas não receberam ajuda.

Esses moradores vizinhos recorreram então ao síndico do prédio. O sindico,  sabendo que os responsáveis pelo animal tinham viajado pro Rio de Janeiro, sentiu-se na obrigação de invadir o apartamento para prestar socorro ao animal.

A Constituição Brasileira declara que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, e que ninguém nela pode entrar sem o consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”.

Nada existe no nosso ordenamento jurídico que nos leve a entender que esta norma tenha por destino a prestação de socorro, exclusivamente, ao animal humano, além do que a lei veda qualquer pratica que submeta os animais a atos de crueldade.

Então, deixar um animal sem água e sem comida, preso entre a janela e a rede de proteção de um apartamento, durante vários dias, é submetê-lo à crueldade, é condená-lo à morte, é crime.

De que maneira poderia o Poder Público, obedecendo à Constituição, proteger este animal ou evitar que ele fosse submetido a crueldade e até mesmo a morte, sem socorrê-lo?

Então, é dever do Poder Público fazer uso de uma das exceções constitucionais ao princípio da inviolabilidade do domicílio, prestando socorro imediato ao animal.

Além disso, é importante lembrar que o Código Penal, em seu artigo 150, §3º, inciso II, afirma “não constituir crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências, a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser”.

Então, para que não seja configurada violação de domicilio, basta ir acompanhado de duas testemunhas, abrir a porta da casa com um chaveiro, e fecha-la após prestar socorro ao animal. Em seguida, basta escrever um termo descrevendo as condições em que se encontrava o animal, assiná-lo e colher as assinaturas das testemunhas, levando ao conhecimento da policia.

Feito isso, pode-se levar o animal para ser atendido em uma clinica veterinária, para que seu sofrimento seja aliviado.

Em caso de maus tratos, peça um laudo veterinário que ateste o fato, e formalize a denuncia numa delegacia do meio ambiente, conforme falei anteriormente.

“Manter-se inerte diante de um ato de maus-tratos é conduta moralmente censurável, que só faz crescer a audácia do malfeitor”, conforme nos faz lembrar o Promotor de Justiça de São José dos Campos, Laerte Fernando Levai, em seu livro Direito dos Animais.

Existem inúmeros casos de pessoas que tomaram essas providencias e conseguiram salvar os animais que estavam submetidos a maus tratos, presos em locais fechados e sem acesso a água nem comida.

Basta não se acovardar e não se omitir diante do fato, pois quando a pessoa se omite, o animal morre sem socorro.


CLEO PIRES FAZ APELO CONTRA O USO DE GAIOLAS NA AVICULTURA NO DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

16/10/2015


Foto divulgação

Hoje, 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação, a atriz Cleo Pires se uniu à Humane Society International (HSI), uma das maiores organizações globais de proteção animal, para convidar os consumidores a fazer escolhas mais compassivas e rejeitar os ovos produzidos por galinhas confinadas em gaiolas em bateria. No Brasil, cerca de 95% das galinhas usadas na produção de ovos em escala comercial passam suas vidas inteiras confinadas em gaiolas de metal tão pequenas que elas não podem sequer andar ou esticar suas asas.

 “Eu fiquei chocada quando a HSI me mostrou como os animais são tratados na produção de ovos no Brasil. Estou feliz por ter narrado o filme da organização ‘Ovos: Gaiolas versus Livres-de-Gaiolas’ e espero que ele informe muitas pessoas sobre a origem dos nossos alimentos. Tenho certeza de que muitos brasileiros também serão contra o tratamento extremamente desumano ao qual as galinhas são submetidas depois de assistir ao vídeo e farão escolhas mais éticas na hora de comprar alimentos”, disse Cleo.

Carolina Galvani, gerente sênior de campanhas de animais de produção da HSI no Brasil, disse: “É realmente muito gratificante trabalhar com a Cleo Pires na conscientização sobre a realidade da produção de ovos no Brasil. O confinamento por toda a vida de galinhas poedeiras em gaiolas em bateria é uma das práticas mais cruéis da pecuária. Por isso, nós convidamos os consumidores a fazerem a diferença ao deixar os ovos produzidos por galinhas engaioladas fora de seus pratos”.
Cleo Pires

O filme da HSI “Ovos: Gaiolas versus Livres-de-Gaiolas” contém imagens de granjas de ovos da cidade de Bastos, maior polo da produção nacional, e também mostra imagens de granjas brasileiras que não usam gaiolas e vendem seus ovos com certificação de bem-estar animal ou com os rótulos “caipira” ou “orgânico”. Ele apresenta fatos e argumentos sobre o bem-estar dos animais e problemas de saúde pública, como o maior nível de contaminação por salmonela em sistemas de confinamento intensivo em gaiolas.

A HSI promove princípios de uma alimentação mais compassiva por meio da redução do consumo de produtos de origem animal (como carnes, ovos e laticínios), substituição por mais produtos de origem vegetal e a exclusão de produtos oriundos de sistemas de confinamento intensivo – ou seja: opção por produtos de sistemas alternativos, como os ovos produzidos sem gaiolas vendidos com certificação de bem-estar animal ou rotulados como “caipira” ou “orgânico”.

Junte-se à HSI e declare seu apoio à campanha da organização contra as gaiolas em bateria: www.hsi.org/ovos.

Informações adicionais:

         O uso de gaiolas em bateria convencionais já foi proibido em toda a União Europeia, na Nova Zelândia e no Butão. Na Índia, terceiro maior produtor mundial, a maioria dos estados já declarou que o confinamento em gaiolas em bateria viola a legislação federal contra a crueldade animal e uma proibição nacional está sendo considerada.

       
Galinhas confinadas na produção de ovos
 
Galinhas confinadas em gaiolas em bateria têm um espaço menor do que uma folha de papel A4 para passar toda a vida. A ciência já provou que animais confinados de forma tão extrema são submetidos a sofrimento constante.

         Um relatório da HSI demonstra que uma grande quantidade de estudos científicos concluiu que granjas que confinam galinhas em gaiolas têm maiores índices de contaminação por salmonela do que granjas que não usam gaiolas. De acordo com informações do Ministério da Saúde do Brasil, a salmonela é a principal causa de intoxicações alimentares no país e também a que mais mata. (HSI – Carolina Galvani)

CONHEÇA HERMA CAELEN; UMA GRANDE ATIVISTA EM DEFESA DOS ANIMAIS

30/03/2013

Herma Caelen (Foto: EVANA ORG)
Herma Caelen é ativista há mais de uma década. Entre muitas outras funções foi Secretária Geral Honorária da União Vegetariana Europeia (EVU), foi precursora da lista de discussão eletrónica animal-net e, mais tarde, da European Vegetarian Animal and News Alliance (EVANA). Organizou várias campanhas internacionais e tem sido uma grande apoiante da Semana Vegetariana Internacional desde a sua implementação.

Por Mateus Mendes

O Centro Vegetariano (CV) e a Rádio Defesa dos Animais (RDA) quiseram saber um pouco mais sobre o trabalho de Herma.

CV/RDA: Herma, obrigado por aceitares esta entrevista, apesar de habitualmente preferires ficar nos bastidores. Em primeiro lugar, gostaríamos de saber o que te motiva a ser vegetariana e ativista.

Resposta: Penso que tudo começou na minha tenra infância, quando assisti à matança de um porco. Aquela cena horrível tem-me perseguido desde então e, eventualmente, conduziu-me ao estilo de vida vegetariano e a debruçar-me sobre o trabalho pelos animais.

CV/RDA: Por que decidiste dedicar tanto do teu precioso tempo aos animais e ao estilo de vida vegetariano?

Resposta: Os animais precisam imenso de amigos humanos e apenas quero fazer a minha pequena parte. Com este objetivo em mente, experimentei vários caminhos, tanto com resultados animadores como desanimadores. Todavia, qualquer que tenha sido o resultado, tenho sempre aprendido muito!

CV/RDA: Viveste em vários países e estiveste direta ou indiretamente envolvida em várias campanhas. Na tua opinião, quais são os benefícios da cooperação internacional e de que forma se pode tornar mais eficaz?



Resposta: Embora nalguns países o sofrimento dos animais seja mais horrível do que noutros, a crueldade para com seres inocentes e indefesos é um problema internacional que exige atenção global. Infelizmente, por várias razões, raramente é possível construir alianças internacionais abrangentes. Um dos mais inultrapassáveis problemas é a barreira linguística, ou seja, frequentemente os ativistas não sabem o que se passa no resto do mundo e, consequentemente, não podem dar o seu contributo em campanhas promissoras nem utilizar inteligentemente projetos alheios como exemplos para o seu próprio trabalho.

Penso que  promover o uso de uma Língua comum, por exemplo, o Inglês, em combinação com uma sólida rede de comunicações além-fronteiras poderia evitar estas comuns e contraproducentes situações de isolamento nacional. Quando colegas meus de várias partes do mundo têm a oportunidade de coordenar, aconselhar, apoiar e passar a palavra, a comunidade inteira tem a possibilidade de ter impacto acrescido nos esforços individuais. A cooperação internacional bem preparada pode trazer grandes benefícios e chamar a atenção de políticos nacionais e regionais.

CV/RDA: Tens sido uma acérrima defensora de chamar aos primeiros dias de Outubro (geralmente de 1 a 7), a “Semana Vegetariana Internacional” (IVW). Estás satisfeita com o resultado, até agora?

Resposta: Estou, de facto, impressionada com a rapidez com a qual a IVW se tornou um acontecimento anual atrativo. A campanha efetivamente enraizou-se e floresceu em muitos países, incluindo a Albânia, Argentina, Brasil, Camboja, Canadá, Croácia, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Líbano, Holanda, Nova Zelândia, Portugal, República Checa, Rússia, Singapura, Espanha, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos da América.

CV/RDA: O que pensas acerca do potencial da IVW?

Resposta: É enorme e está a crescer! A adoção global do sistema acrescenta constantemente novas ideias e facetas ao projeto, tornando-o assim mais interessante para vegetarianos, mas também para quem come carne e procura alternativas e informação. Um outro aspeto atrativo da IVW é a possibilidade de partilhar recursos através do uso e adaptação dos mesmos textos, imagens, folhetos e até comunicados de imprensa, etc. relativos à campanha.

CV/RDA: Sabemos que és também escritora. Qual costuma ser o papel dos animais nos teus livros? As tuas personagens fictícias são vegetarianas ou não?

Resposta: Os animais estão sempre “presentes”, quer como co-protagonistas importantes ou até como heróis das minhas histórias. Bem, gosto de pensar que as personagens que invento são vegetarianas, mas nalgumas histórias esta caraterística específica fica omissa.

CV/RDA: Nos teus livros, quem é a tua personagem predileta?

Resposta: Sinceramente, não sei dizer. Tal como na vida real, são todos diferentes e importantes, sendo que alguns são, decididamente, mais simpáticos do que outros, mas se insistes numa resposta, diria que me sinto particularmente ligada ao golfinho Star, um sensato e expedito intermediário entre pessoas e animais.

CV/RDA: Após anos a trabalhar para a causa dos direitos dos animais e vegetarianismo, qual é a tua opinião em relação à situação atual? Está a melhorar ou a piorar?

Resposta: Estou convencida que a situação para os animais está em vias de melhorar embora ainda não sejam visíveis mudanças palpáveis. Por isso, mesmo que às vezes nos tornemos impacientes, precisamos de continuar calmamente nos nossos respetivos caminhos sem deixarmos que o desânimo belisque a nossa motivação.

Contudo, o que deve parar são as frequentes e coléricas quezílias entre quem defende os animais. Lamentavelmente, por vezes temos a impressão que atacarmo-nos mutuamente se tornou mais importante do que alertar o público acerca das terríveis consequências da produção e consumo de carne, assim como abordarmos o patronato industrial, políticos nacionais e internacionais, bem como outros decisores e especialistas.

CV/RDA: Para terminar, gostarias de deixar uma mensagem para os nossos ouvintes e leitores?

Resposta: Bem, penso mesmo que o poder das pessoas é uma potente arma e que cada indivíduo pode contribuir de forma muito valiosa para um bom futuro vegetariano.

CV/RDA: Mais uma vez obrigado, Herma, pelo tempo e por aceitares esta entrevista.

Os livros de Herma estão publicados em Alemão, exceto um que foi traduzido para Inglês: “Paving the Way for Peace: The Living Philosophies of Bishnois and Jains“. Este livro descreve o estilo de vida de duas das mais pacíficas comunidades na Terra em textos elegantes com belas imagens. Está disponível aqui: http://www.lppindia.com/servlet/lppgetbiblio?bno=000407


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Resumo da Declaração Universal dos Direitos dos Animais

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais da ONU

01 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

02 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.

03 - Nenhum animal deve ser maltratado.

04 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

05 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.

06 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

07 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

08 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra o animais.

09 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender

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Os animais tem sentimentos...