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AS BALEIAS ESTÃO LIVRES; SEA SHEPHERD EXPULSA BALEEIROS JAPONESES

19/02/2011

Finalmente uma vitória a favor dos animais. É momento de alegria em todo o mundo. Depois de algumas décadas de luta contra os baleeiros japoneses, o mais radical dos grupos em defesa dos animais, o Sea Shepherd, finalmente vê seu inimigo bater em retirada diante da forte pressão nos mares e em terra promovida pela organização. Pelo menos até a próxima temporada as baleias dos mares da Antártida estarão livres dos arpões japoneses.

A frota japonesa foi chamada de volta depois de ser chamada pelo governo japonês. O fato se deveu a intensa perseguição promovida pelo navio Bob Barker do Sea Shepherd, que não dava descanso ao Nisshin Marudesde, o navio fábrica japonês desde 09 de fevereiro.

“Tenho uma equipe de 88 pessoas muito felizes, de 23 nações diferentes, incluindo o Japão, e eles estão absolutamente encantados que os baleeiros estão indo para casa, e o Santuário de Baleias do Oceano Austral é agora, de fato, um santuário real”, disse o Capitão Paul Watson.

Apesar da vitória o Sea Shepherd não descuidará do Santuário. Seus navios, Steve Irwin, Bob Barker e Gojira permanecerão no Oceano Antártico para escoltar os navios japoneses. O Capitão Paul Watson frisou ainda que esta vitória não se deve só aos navios e suas corajosas tripulações, mas também ao povo da Austrália e da Nova Zelândia que apoiaram por todos os meios essas viagens por sete temporadas, toda implicando em grandes riscos e grandes despesas.

Segundo informações do Sea Shepherd, a caça promovida pelo Japão nesta temporada não atingiu nem 10%, estimando-se assim que mais de 900 baleias foram salvas desta vez. Mesmo que só uma baleia tivesse sido salva, já seria uma vitória, pois trata-se da vida de uma criatura bela e inocente. Mas, quando se tratam de tamanha quantidade é mesmo uma vitória estrondosa. Para se ter uma idéia, no ano passado os japoneses conseguiram assassinar 506 baleias e para esta temporada estava previsto no mínimo 850 baleias.

A frota japonesa é composta por 180 empregados distribuídos em quatro navios e suas atividades se desenvolvem a cada ano entre novembro e março. Entretanto, dessa vez estão voltando para casa mais cedo devido à pressão total dos navios do Sea Shephard que não ficam só de longe, mas partem para sua tática preferida, a colisão com os navios japoneses. É uma ação de grande risco, tensão e mesmo contra a Lei, mas única forma de parar os caçadores.

O governo japonês usa de um ardil pouco honesto para explicar a caça às baleias. Afirma que são caçadas para fins científicos. Uma história velha que nem uma criança de cinco anos poderia acreditar. Mesmo porque os fatos comprovam o grande comercio de carne de derivados de baleia no Japão.


HISTÓRIA DO SEA SHEPHERD

Quem vê um navio baleeiro japonês perseguir uma baleia durante horas até cansá-la e finalmente atirar-lhe um arpão com explosivos na ponta, sente-se impotente diante de tremenda crueldade e ao mesmo tempo com uma vontade enorme de nesse momento transformar-se num super herói e atacar sem medo o navio japonês. Para as pessoas de bom coração e os defensores dos animais isso é apenas um sonho. Mas o mesmo não acontece para o pessoal do Sea Shepherd, o mais radical e audacioso dos defensores dos animais. Eles realmente realizam o sonho de milhares de defensores dos animais de todo o mundo. Partem para cima dos navios japoneses com seus próprios navios, mesmo que isto lhes custe processos na justiça e a perda de milhares de dólares. São uma espécie de piratas do bem, vistos pela indústria baleeira como o terror dos mares. São admirados em todo o mundo e certamente odiados pela indústria. Mas enfim, são destemidos e audaciosos. São os heróis de um tempo que ainda não chegou; o tempo em que toda a humanidade estará a favor dos animais.



A história desse movimento sem paralelo em nenhum outro tempo tem início quase que por acaso em 1970 quando os então jovens Paul Watson e Robert Hunter embarcam para o Alasca com o objetivo de parar com os testes nucleares que estavam afetando aquele ecossistema. Naquele mesmo ano é criado pelos dois a ONG Greenpeace.

Apesar de ser agressiva e fazer muito sucesso, com o tempo o Greenpeace torna-se um tanto burocrática para o pensamento de Paul e Robert. Assim em 1977 ambos saem do Greenpeace para fundar uma nova ONG com uma proposta mais ativista e mais ágil com menos burocracia. Essa nova ONG, fundada pelo Capitão Paul Watson recebe o nome de Sea Shepherd Conservation Society, que em poucos anos tornaria seus voluntários conhecidos como Piratas dos Mares e passaria a ser o terror das baleeiras japonesas e de muitos outros navios da pesca ilegal.

O que não falta em seus mais de 30 anos de atuação é aventura. 11 baleeiros ilegais afundados e dezenas de barcos pesqueiros ilegais predatórios abalroados. Com esse histórico fica claro que o Capitão Paul Watson é o inimigo número um da indústria de caça à baleia. Por outro lado, é o grande herói dos ambientalistas e defensores dos animais. Não é por acaso que inúmeras vezes foi eleito como o maior ambientalista de todos os tempos por vários meios de comunicação entre os mais conceituados do mundo, chegando ao seu auge em 2000, quando entrou para a lista dos 100 maiores heróis da história.

Realizações do Sea Shepherd

Década de 70: Luta contra a matança de baleias por baleeiros piratas japoneses no Pacífico e dá início à sua campanha contra a matança das focas do Canadá.

Década de 80: Luta em defesa das baleias-piloto que estavam sendo sacrificadas nas Ilhas Faroes, e contra a captura de golfinhos em redes de pesca de atum na América Central.

Década de 90: Promove campanha de proteção as baleias cinza nos EUA. Em 1991 atual como Guarda Costeira das Ilhas Galápagos e Trinidad e Tobago. De 1999 a 2000 participa da recuperação de animais marinhos afetados pelo derramamento de óleo no litoral da França e da Turquia. Ainda na mesma época, promove na Alemanha, um boicote aos produtos provenientes das Ilhas Faroe, que continuavam matando milhares de baleias por ano.

Atualmente: Com escritórios nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Inglaterra, Holanda, França, África do Sul e Brasil o Sea Shepherd conquistou não só adeptos entre os amigos e defensores dos animais, mas também empresas, ONGs, órgãos governamentais promovendo com sucesso inúmeras atividades como arrastões de limpeza de praia, implantação de lixeiras, atividades de educação ambiental, monitoramento e fiscalização do litoral e várias outras atividades sem esquecer sua principal tarefa, impedir a caça à baleia mesmo que para isto sejam necessários meios drásticos e perigosos como o abalroamento dos navios japoneses. Mas são justamente estas atividades perigosas que mais chamam a atenção mundial para a defesa das baleias e consegue atrair a atenção de milhares de defensores já cansados de verem as conferências e outros meios pacíficos fracassarem diante do poderio japonês.(Fonte: Site do Sea Shepherd)  Leonardo Bezerra




O MÚSICO QUE TOCA COM AS BALEIAS

04/01/2011


São muitos os fascínios despertados pelas baleias. Seu tamanho, sua força, sua paz, seu sentido de orientação e mesmo uma áurea de mistério que as envolve. Entretanto, algo que sempre chamou a atenção de todos os admiradores de baleias é seu som. Uma comunicação em forma de canto que se prolonga por muito tempo e que pode chegar a grandes distâncias.

Há muitos estudos sobre o tema. Mas aqui apresentamos algo fascinante e inovador. Alguém que se propôs a tocar com as baleias, formando uma espécie de orquestra. Os resultados foram surpreendentes. O tema é tão fascinante que virou CD e livro e seu autor, David Rothenberg, celebridade entre os pesquisadores e todas as pessoas que de uma forma ou de outra amam a natureza e às baleias em especial. Em contato com Rothenberg, ele nos permitiu a divulgação de seu relato sobre o tema que saiu originalmente no Animal Planet com o título de Playing music with whales. Assim eis aqui como ele descreve a maravilhosa sensação de tocar com as baleias:
"Qual é a sensação de tocar música com uma baleia? Eu tenho feito essa pergunta várias vezes em entrevistas em todo o mundo, e eu não sei como responder, Escondo-me numa defesa cautelosa. "Claro que eu não sei o que a baleia está sentindo, assim como eu posso saber o que sinto..." Eu suspeito de pessoas que alegam ter uma ligação profunda com as baleias no momento em que olham para os olhos do animal gigante, sente-se seu canto profundo ecoar as ondas sonoras no fundo do mar. "Eu sabia", dizem eles, "o animal tinha algo profundamente importante para me dizer", e suspiro com reverência.
Quando eu estou tocando com baleias eu nunca tenho certeza de nada, sendo tão envolvido na música e tentando tocar em um meio caminho original entre humanos e cetáceos. Primeiro de tudo é um processo estranho e tecnológico. Eu estou tocando o meu clarinete a bordo de um barco em um microfone que é ligado a um alto-falante subaquático. Assim as notas que eu toco estão sendo transmitidas para o mundo do som das baleias. Então eu estou usando fones de ouvido que acompanham a um microfone debaixo d'água, chamado de hidrofones, que está ouvindo ao vivo para o som ambiente subaquático, que inclui a baleia cantando e meu clarinete no borbulhante fundo do mar.
É como uma espécie de estúdio de gravação, onde cada músico isolado em uma cabine individual, com exceção de um estande é todo o oceano com uma baleia de quarenta pés lá, cantando a música que ele precisa saber. (Ou seja, supondo que as jubartes macho está cantando para atrair as fêmeas, que é o que os cientistas tendem a acreditar. No entanto, nenhum ser humano jamais viu uma baleia fêmea mostrar nenhum interesse nessa música! Mas isso é outra história, você pode conferir no meu livro. Saiba mais sobre isso...).

Por que tentar tal parceria? Para fazer música que pode ser feito de outra forma. Como um músico de jazz Eu sei como é bom tocar com um músico que não pode falar a minha língua, mas pode perceber o sentido das minhas músicas quando eu toco junto com a elas. É espantoso perceber que isso também pode ser trabalhado com outras espécies, desde pássaros, insetos. Mesmo com as baleias jubarte, o animal com a mais longa música, mais comovente do mundo natural, um som que pode ser ouvido a partir de submarinos a dez milhas de distância, uma música com melodias claras, frases, ritmos e as peças que leva a baleia 20 minutos para cantar antes de começar o ciclo novamente, em performances que podem durar até 23 horas.
Tocando junto com uma baleia, usando fones de ouvido e ouvir as reverberações estranhas do som subaquático e ser incapaz de dizer de onde todo o som está vindo - porque não há nenhuma sensação de espaço estéreo - é um tipo de experiência fora-do-corpo, empurrando o som de um clarinete humano em um mundo onde ele realmente não pertence, porque não há como um clarinete ser fundido debaixo d'água. O uso é uma canção de baleias no nosso mundo humano? Ela nos lembra que não somos os únicos músicos na Terra, e que se quisermos entender o mundo natural, além da nossa estreita percepção humana, temos que ouvir e apreciar toda a gama de músicas que foram dos animais neste planeta há milhões de anos antes dos seres humanos chegarem aqui. É uma sensação muito humilhante.

Então eu não toco com as baleias para me fazer sentir especial, mas fazer a música que é especial. Metade homem e metade baleia? Talvez ninguém vá gostar!
Talvez não no início. Na maioria das vezes as baleias não estão interessadas. Mas de vez em quando, quando o mar está calmo e uma grande baleia está sob o barco, tão perto que seus gemidos podem ser sentidos a direita através do casco, às vezes ela muda de música quando ela ouve o que eu toco. Nesses momentos eu sinto um verdadeiro sentimento de temor, que a música é algo realmente grande, maior que a nossa espécie inteira, algo escrito à direita para o sentido da vida, cuja beleza está muito além de nossa capacidade de explicar, ou mesmo sentir o seu efeito. Tocando um pedaço da melodia do universo, ela não é mais só minha, mas algo que me faz sentir privilegiado por ser uma pequena parte".

Sobre o Autor: David Rothenberg

O filósofo e músico David Rothenberg é o autor de Why Birds Sing (Basic Books, 2005), publicado também na Itália, Espanha, Taiwan, China, Coréia e Alemanha. Seu extenso documentário recurso porque os pássaros cantam foi exibido na BBC4 em junho de 2007. Rothenberg é também o autor de Sudden Música: improvisação, arte, natureza (Geórgia, 2002), Cliff Blue Record: Echoes Zen (Codhill Press, 2001), Hand’s End: Tecnologia e os limites da natureza (Califórnia, 1993), e sempre Montanhas (Geórgia, 2003).

Ele era o editor da revista MIT Press Terra Nova: Natureza e Cultura, e editado vários livros baseados em Terra Nova do jornal, inclusive o livro de Música e Natureza (Wesleyan, 2001) e de escrita do mundo: sobre a globalização (MIT, , 2005). Seus artigos têm aparecido em Parábola, Orion, The Nation, a revista Wired, habitação, Kyoto Journal, The Globe and Mail, Serra e do New York Times.

Rothenberg é também um clarinetista e compositor de jazz, e tem seis CDs sob seu próprio nome. Seu segundo disco, On the Cliffs of the Heart, com o percussionista Glen Velez e banjo player Graeme Boone, que foi nomeado um dos dez melhores lançamentos de 1995 pela revista Jazziz. Em 2000, antes de liberado da guerra, teve uma colaboração com o som natural do artista Douglas Quin. O Guardian, na Inglaterra elogiou-o como "uma verdadeira música do século 21". Rothenberg é professor de filosofia e música no New Jersey Institute of Technology. Leonardo Bezerra
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EARTHRACE , BARCO MAIS RÁPIDO DO MUNDO É ABALROADO POR BALEEIRO JAPONÊS

07/01/2010

O mais rápido e também o mais caro barco do mundo acaba de ser abalroado propositadamente por um navio japonês nas águas geladas da Antártida. Faz parte da guerra entre os baleeiros japoneses e o maior e mais radical defensor das baleias, o Sea Shepherd, uma organização milionária que usa a ação como protesto contra a caça das baleias.

Claro que dessa vez os japoneses, caçadores implacáveis das baleias, que não ligam um mínimo para os acordos internacionais, passaram dos limites. A guerra que antes vinha sendo com jatos de água e outros meios como abalroamento com navios grandes, dessa vez um grande navio japonês partiu para cima do pequeno barco Earthrace do Sea Shepherd quando este estava parado arrancando-lhe mais de 2,5m e pondo em risco a pequena tripulação. Segundo informações, não será possível salvar o pequeno barco milionário.

O Earthrace


É o barco mais moderno e rápido do mundo. Construído em 2004 na Nova Zelândia com o objetivo de bater o Recorde de circum-navegação, é um barco completamente diferente do usual. Possui um design completamente inovador e consome somente bio-diesel. Feito para superar as condições do mar de maneira completamente diferente; submergindo nas ondas maiores, evitando que a estrutura seja danificada e também perder velocidade.

Com 24 metros de comprimento e pesando 23 toneladas quando cheio de combustível, o Earthrace pode navegar com uma tripulação de apenas quatro pessoas. Já foi testado em ondas de mais de 12 metros com ventos de 40 nós e bateu o Recorde de circum-navegação em 60 dias, 23 horas e 49 minutos. Com essas qualidades e sua grande velocidade, torna-se num instrumento perfeito para interpor-se entre as baleias e os arpões dos navios japoneses.

Uso do Earthrace pelo Sea Shepherd


Para quem não sabe, o Sea Shepherd, comandado pelo capitão Paul Watson, é a organização em defesa dos animais mais radical do mundo. Enquanto organizações conhecidas como radicais como o Greenpeace colam cartazes em lugares inusitados ou navegam com pequenos barcos em frente às baleeiras japonesas, o pessoal do Sea Shepherd simplesmente parte com seus navios para o abalroamento dos navios japoneses, com grande risco e causando milhões em prejuízos aos japoneses, isto sem contar a parte legal, quando as empresas de pesca japonesas tentam processar os ativistas radicais.

Eis como tudo aconteceu segundo informações do Sea Shepherd recebidas por E-Mail
Em um ataque sem precedentes e sem provocação capturado em filme, a embarcação de segurança japonesa, Shonan Maru No.2 deliberadamente abalroou causando danos catastróficos ao catamarã da Sea Shepherd, o Ady Gil.

Seis tripulantes, quatro neozelandezes, uma australiano e um holandês foram prontamente resgatados pela tripulação do Bob Barker. Nenhum dos tripulantes do Ady Gil se feriram.

Acreditamos que o Ady Gil irá afundar pois as chances de salválo são muito pequenas.
De acordo com o testemundo do Capitão Chuck Swift do Bob Barker, o ataque ocorreu enquanto as duas embarcações da Sea Shepherd estavam paradas. O Shonan Maru No.2 repentinamente acelerou e deliberadamente abalroou o Ady Gil cortando cerca de 2,5 metros de sua proa fora. De acordo com o Capitão Swift, a embarcação (Ady Gil) não aparenta que possa ser salva.
Os baleeiros japoneses em uma escalada de violência aumentaram as proporções do conflito” é o que afirmou o Capitão Paul Watson. “Se eles pensam que nossas outras duas embarcações vão se retirar do Santuário das Baleias da Antártida em face deste extremismo, estão totalmente enganados. Agora temos uma Guerra das Baleias Real em nossas mãos e não temos a intenção de retroceder.”

A bordo do Steve Irwin o Capitão Paul Watson está correndo para a área em 16 nós mas ainda restam cerca de 500 milhas a serem percorridas. O Bob Barker temporariamente parou sua perseguição ao Nisshin Maru para resgatar a tripulação do Ady Gil. Os navios japoneses inicialmente recusaram-se a reconhecer a chamada de socorro (MAY DAY) do Ady Gil, reconhecendo-a posteriormente. Apesar de terem reconhecido à chamada, não ofereceram assistência ao Ady Gil ou ao Bob Barker de qualquer modo.

O incidente ocorreu na localização 64 graus e 3 minutos sul e 143 graus e 9 minutos leste.

Até esta manhã os japoneses estavam em completodesconhecimento da existência do Bob Barker. Esta nova aquisição à frota da Sea Shepherd partiu de Mauritius na costa Africana em 18 de dezembro e pode avançar ao longo da borda de gelo oeste enquanto os japoneses estavam ocupados preocupando-se com o avanço do Steve Irwin ao Norte.

“Esta é uma perda substancial de nossa organização”, afirmou o Capitão Paul Watson. “O Ady Gil, ex Earthrace, representa uma perda de quase dois milhões de dólares. Entretanto a perda de uma única baleia é mais importante para nós, e a perda do Ady Gil não será em vão. Este golpe simplesmente reforça nossas resoluções, não enfraquece nosso espírito.”

A Sea Shepherd está requisitando ao governo australiano que envie uma embarcação militar para que a paz seja restaurada nas águas do Território Australiano Antártico. Temos 77 tripulantes de 16 nações em 3 embarcações, seis deles a bordo do Ady Gil. Destes, 21 cidadãos australianos: 16 a bordo do Steve Irwin e 5 no Bob Barker. A Sea Shepherd crê que o governo australiano tem a responsabilidade em proteger as vidas de cidadãos australianos que trabalham para defender as baleias das atividades ilegais dos baleeiros japoneses.

“A Austrália precisa enviar uma embarcação militar para cá assim que possível para proteger tanto as baleias quanto os cidadãos australianos que trabalham em defesa dos cetáceos”, afirmou Laura Dakin a cozinheira chefe do Steve Irwin de Camberra, Austrália. “Estas são águas Territoriais Antárticas Australianas e vejo os baleeiros japoneses fazendo o que querem impunemente aqui sem que uma embarcação do governo australiano possa ser encontrada. Peter Garret (ministro do meio ambiente australiano e ex vocalista da banda de rock Midnight Oil), tenho uma pergunta a você: ONDE DIABOS VOCÊ ESTÁ?” (Fonte: Sea Shepherd) Leonardo Bezerra

Vídeo mostra o momento do ataque japonês ao Ady Gil




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HISTÓRIA INCRÍVEL, BALEIA SALVA MEGULHADORA

31/07/2009

Uma das histórias mais incriveis que se possa imaginar aconteceu nesta semana na China. Uma baleia Beluga de nome Mila salva a vida de uma mergulhadora que teve as pernas congeladas. O fato, além de sensacional, mostra uma vez mais para aquelas pessoas incrédulas que não acreditam na capacidade de percepção e inteligência dos animais, que estes são muito mais do que imaginamos ou do que lhes atribuimos.

Como aconteceu

O fato aconteceu num aquário em Pequim, com água gelada e habitado por pequenas baleias Belugas. Era um concurso de mergulho livre, ou seja, sem nenhum aparelho em águas geladas. O concurso consistia em verificar quem aguentava mais tempo na água.

Uma das participantes, a jovem Yang Yun, de 26 anos participava do concurso. Quando resolveu subir à superfície percebeu que suas pernas tinham congelado, impedindo-lhe os movimentos, assim começou a afundar sem nenhuma esperança de salvação.

Foi nesse momento que sentiu que algo a empurrava para cima. Uma baleia Beluga de nome Mila, moradora do aquario foi quem a levou a superfície segurando sua perna na boca. “Comecei a afundar cada vez mais e pensei que já era o fim para mim – eu estava morta. Até que senti essa incrível força me levando para a superfícei”. disse Yang depois. O organizador do evento diz que Mila percebeu o que acontecia antes que todos e por isso tomou a iniciativa: “De repente só vimos a Mila com as pernas de Yang na boca empurrando-a para cima. Mila está habituada a trabalhar com humanos e é muito sinsível. Não tenho dúvidas de que lhe salvou a vida”.

Não é novidade animais salvarem seres humanos. No mar, os golfinhos são os que mais tem se destacado nesse sentido, pois são muito inteligentes e amigos dos humanos. Agora com mais essa história, mais um motivo para as pessoas acreditarem mais na proximidade que há entre humanos e animais. Que no fundo compartilhamos o mesmo planeta e a mesma vida.(fontes: Telegraph - foto: Europics) Leonardo Bezerra



Vídeo com baleia beluga igual a que salvou Yang
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BARCO FUTURISTA EARTHRACE VAI DEFENDER BALEIAS CONTRA CAÇA

27/06/2009

Independente dos resultados alcançados pela CBI, Comissão Baleeira Internacional, reunida em Funchal, Ilha da Madeira, (22 a 26 de junho) uma coisa é certa, os ativistas em defesa dos animais saem da reunião mais que satisfeitos. O que os levou a essa alegria toda talvez não fossem os resultados burocráticos e cheios de interesses, mas sim o anúncio pelo Sea Shepherd, o mais radical defensor das baleias, de que o barco futurista e recordista de circum-navegação Earthrace irá combater os baleeiros japoneses na próxima temporada.

O Earthrace

É o barco mais moderno e rápido do mundo. Construído em 2004 na Nova Zelândia com o objetivo de bater o Recorde de circum-navegação, é um barco completamente diferente do usual. Possui um design completamente inovador e consome somente bio-diesel. Feito para superar as condições do mar de maneira completamente diferente; submergindo nas ondas maiores, evitando que a estrutura seja danificada e também perder velocidade.Com 24 metros de comprimento e pesando 23 toneladas quando cheio de combustível, o Earthrace pode navegar com uma tripulação de apenas quatro pessoas. Já foi testado em ondas de mais de 12 metros com ventos de 40 nós e bateu o Recorde de circum-navegação em 60 dias, 23 horas e 49 minutos. Com essas qualidades e sua grande velocidade, torna-se num instrumento perfeito para interpor-se entre as baleias e os arpões dos navios japoneses.

Uso do Earthrace pelo Sea Shepherd

Para quem não sabe, o Sea Shepherd, comandado pelo capitão Paul Watson, é a organização em defesa dos animais mais radical do mundo. Enquanto organizações conhecidas como radicais como o Greenpeace colam cartazes em lugares inusitados ou navegam com pequenos barcos em frente às baleeiras japonesas, o pessoal do Sea Shepherd simplesmente parte com seus navios para o abalroamento dos navios japoneses, com grande risco e causando milhões em prejuízos aos japoneses, isto sem contar a parte legal, quando as empresas de pesca japonesas tentam processar os ativistas radicais.Assim, quando foi anunciado pela referida entidade que para a próxima temporada de caça será usado o Earthrace foi mesmo uma grande surpresa e motivo de alegria para os defensores das baleias, pois pelo visto os acordos nunca são respeitados só restando aos defensores o uso da força.

Quando Paul Watson deu a notícia de que pode adquirir e juntar o Earthrace ao SS Steve Irwin, navio atual, para combater as baleeiras na próxima temporada, foi mesmo uma surpresa. Claro que a notícia foi dada do lado de fora da conferência, pois Watson não pode entrar na mesma. “Nós estaremos usando-o para interceptar e obstruir arpões” disse o capitão Paul Watson.

O Earthrace perderá sua cor alumínio e será pintado de preto, a cor do Sea Shepherd e será a mais poderosa arma já vista num movimento de defesa dos animais. Mas segundo o capitão, o barco em si não será a arma principal, mas sim as câmeras de vídeo usadas para mostrar o pouco caso que os japoneses fazem dos tratados e do mundo. O navio Steve Irwin também estará recebendo tratamento especial para reparos na forma de $500.000, pois saiu danificado em conflitos com os japoneses no inicio do ano.

Dentro da conferência

Os japoneses que vem descumprindo a moratória de 1986, caçando todos os anos mais de 800 baleias, alegando sempre a mesma desculpa de “fins científicos”, pediram a Austrália para impedir que o navio Steve Irwin deixe o porto no próximo verão antártico, mas claro que seus argumentos não serão levados em consideração. Japoneses reclamaram ainda da Nova Zelândia com referência ao Earthrace o de nada vai adiantar.

Assim, além da já acirrada opinião mundial em defesa das baleias, das inúmeras organizações defensoras se junta contra essa caça sem sentido e ilegal uma arma poderosa no sentido de cativar ainda mais a opinião mundial, a vontade férrea e a coragem do capitão Paul Watson e o futurístico Earthrace, algo que jamais se esperava que viesse a contribuir para a causa da natureza e da defesa dos animais.
(Fontes: EVANA e Brisbane Times) Leonardo Bezerra


Conheça o Earthrace

BALEIAS VOLTAM A DESPERTAR A ATENÇÃO MUNDIAL

25/06/2009


Reunidos em Funchal, capital madeirense, Portugal, de 22 a 26 de junho os representantes dos 85 países participantes da Comissão Baleeira Internacional com a finalidade de discutir a moratória de 1986 que proibia a caça à baleia com fins comerciais. Claro que apesar da assinatura do acordo de proibição na época, países como o Japão vinham burlando o acordo de maneira irresponsável alegando que sua caça era para fins científicos e não comerciais. Sendo assim, pelo visto toda a população japonesa é composta por cientistas e todos querem estudar as baleias, pois a média anual de animais caçados por aquele país era de 800 animais.

Por incrível que pareça, o Japão vem contando essa história que não convence nem a crianças há anos. Mas, pelo visto o Japão está com seus dias contados no que se refere a caça às baleias. Já na última temporada o resultado foi um fracasso para alegria dos defensores e de seus dois grandes inimigos, a Austrália e o pessoal do Sea Shepherd que não lhes deu trégua durante as atividades.

Entre os outros temas serão discutidos a distribuição das quotas de caça às populações aborígenes, conservação da espécie, métodos de caça, e claro, a torcida do Japão no sentido de que a reunião fracasse sem nenhum acordo concreto. Na verdade nesse sentido a CBI está diante de uma situação difícil, pois há muita discordância entre os participantes. Se por um lado há o peso ético e a pressão de ambientalistas e defensores dos animais, por outro há os interesses comerciais relativos aos negócios mantidos com o Japão.

Ações jurídicas


A Austrália veio mesmo determinada para esta reunião com a finalidade de fazer valer seus argumentos contra a matança de baleias. Tanto é que vai doar a CBI 850 mil euros para programas de conservação e investigação sobre as baleias promovendo assim um meio para que a CBI possa dar maior atenção às ameaças que baleias e golfinhos enfrentam por parte de caçadores em potencial.

Por outro lado, diante de um fracasso da reunião, resta ainda aos países defensores os recursos jurídicos que, aliás, já deviam ter sido aplicados há muito tempo. Ou seja, ninguém pode simplesmente assinar um acordo internacional e não cumpri-lo.

As baleias pequenas

Muito bem lembrado pela WWF – World Wildlife Fund é a questão das baleias pequenas. Enquanto as grandes, pelo menos teoricamente, são protegidas pela moratória de 1986, as pequenas são caçadas sem nenhuma proteção legal. Por isso mesmo a referida entidade (WWF) apresenta na conferência um relatório sobre a situação desses animais e defende a urgente criação de medidas de proteção iguais aos já existentes para as baleias grandes.

Pequeno histórico da caça à baleia

Iniciada de forma artesanal numa época em que os homens desconheciam totalmente a palavra ética e viviam da ganância e brutalidade, onde ser duro e agressivo com os animais era sinônimo de masculinidade, assim era a caça no passado. Os barcos eram pequenos e os arpões manuais, mas veio dar início a uma tradição e comercio causando grandes males e conseqüências terríveis para o futuro.

Em 1931 quando se tentou um primeiro tratado internacional já se abatiam 40 mil baleias por ano. Os grandes da época nesse aspecto eram a Noruega, Reino Unido, Austrália e África do Sul. Felizmente, com exceção da Noruega, esses outros países despertaram para o aspecto conservacionista e de caçadores se tornaram em defensores.

Em 1946 apareceu um primeiro acordo chamado “Convenção para a Redução da Caça à Baleia”. Foi dele que nasceu depois a atual Comissão Baleeira Internacional. De início a CBI não tinha o objetivo de proteger baleias, mas sim de manter os estoques de forma a manter constante a atividade da caça.

Com a mudança de pensamento mundial e o entendimento ético da defesa dos animais e do meio ambiente é que vários países começaram a pensar diferente sobre a questão das baleias e em conseqüência o pensamento geral da CBI mudou de um regulador de estoque para o conservacionismo. Assim, a Comissão não tem poupado esforços no sentido de conservação e de criação de santuários. Incluindo aqui uma moratória de 1982 ainda em vigor e a de 1986, totalmente desrespeitada pelo Japão.

Apesar do não cumprimento da moratória pelo Japão e da Noruega simplesmente não ter assinado, não há dúvidas de que essas medidas evitaram o desaparecimento de algumas espécies como a baleia-azul que se aproximou da extinção.


Inimigos frente a frente

Além dos ambientalistas, defensores dos animais e pessoas ligados à ética sobre a questão animal, o grande inimigo da caça à baleia é o Sea Shepherd, entidade mundialmente conhecida por seus métodos totalmente inusitados como enfrentar os navios japoneses simplesmente abalroando-os com seus navios, provocando grandes prejuízos e medo em muitos casos conseguindo parar totalmente a caça.

Por isso mesmo é que o destemido mantenedor da entidade mais radical do mundo, Paul Watson desembarcou no aeroporto de Madeira para participar da Conferência. Mas assim que desceu do avião foi imediatamente detido pelas autoridades portuguesas, pois lhe pesava um processo de aventuras passadas. Por sorte, depois de quatro horas de detenção, foi liberado depois de constatado que o processo já havia expirado. Assim, o polêmico lobo do mar pode permanecer em Funchal para observação da referida conferência e terror dos japoneses.


Baleias no Brasil só para fotos

INSTITUTO BALEIA JUBARTE – ORIGEM E ATUAÇÃO

“A pequena cidade histórica de Caravelas, no extremo sul da Bahia, é o ponto no continente mais próximo do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Os primeiros visitantes da região foram os portugueses, que navegaram pelo rio Caravelas já em 1503. Desde então, outras celebridades como o naturalista inglês Charles Darwin também estiveram por lá, maravilhando-se com a rica fauna local, nela incluídas as baleias jubarte, muito mais numerosas antes da caça que quase extinguiu a espécie em águas brasileiras.

Em 1987, durante os trabalhos de implantação do Parque, foi redescoberta a presença de uma pequena população remanescente de baleias jubarte e sugeriu-se a importância de Abrolhos como principal “berçário” da espécie no Oceano Atlântico Sul Ocidental. Assim nascia o Projeto Baleia Jubarte, com a finalidade de promover a proteção e pesquisa destes mamíferos no Brasil.
Caravelas passou, assim, de importante porto baleeiro no Brasil Colônia a sede da primeira base de um projeto de conservação de jubartes no país. Em 1988 foram realizados os primeiros cruzeiros para fotografar as baleias jubarte, e as primeiras tentativas de estudar os animais a partir de uma estação em terra no arquipélago dos Abrolhos.

O Projeto foi posteriormente, em 1996, transformado em Instituto Baleia Jubarte, organização não-governamental que possui como missão “conservar as baleias jubarte e outros cetáceos do Brasil, contribuindo para harmonizar a atividade humana com a preservação do patrimônio natural para o benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.”
Leonardo Bezerra

JAPÃO VOLTA A CAÇAR BALEIAS

21/11/2008

Enquanto que no litoral sul do Brasil as baleias são bem vindas e alvo apenas de máquinas fotográficas e de milhares de olhares dos turistas admirados com sua beleza, o Japão continua insistindo na caça às baleias. Só que dessa vez parece que diante de um tremendo fracasso, para a alegria dos defensores dos animais e pessoas preocupadas com a conservação da espécie.

Mesmo assim, o principal navio da frota japonesa partiu segunda feira dia 17 de Innoshima, próximo de Hiroshima, sob um forte esquema de segurança com destino ao santuário das baleias, o Oceano Antártico. Não houve a tradicional cerimônia de despedida. Na verdade o navio tentou zarpar na surdina para evitar protestos e principalmente o pessoal do Greenpeace. Em vão, pois mesmo assim os defensores do Greenpeace apareceram com uma faixa diante do navio Nisshin Maru com os dizeres: “Caça às baleias em julgamento” e prometeram atrapalhar a caça novamente como nos anos anteriores.

Dessa vez a caça sofre uma redução de 20%, conforme a mídia especializada, isso se tudo der certo conforme o planejado. Já a indústria baleeira pretende capturar cerca de 935 baleias Mink e 50 fin praticamente o mesmo número do ano passado

A verdade é que a indústria baleeira japonesa está em crise. Não bastasse as críticas dos ambientalistas de todo o mundo o estopim verdadeiro da crise começou quando dois ativistas locais do Greenpeace, Junichi Sato e Toru Suzuki revelaram ao público que o programa japonês de caça às baleias é caro e sem sentido, e que o mercado de carne de baleia no Japão entrou em colapso. Isso desperta nos cidadãos do país, que pagam os impostos, a exigir do governo e fim desse programa que só tende a prejudicar cada vez mais a imagem do país que nunca foi das melhores.

Dessa vez parece que a crise é tão grave que nem mesmo tripulantes necessários aos navios foram encontrados com facilidade no Japão. Assim, vários deles se recusaram a viajar depois que o escândalo de contrabando de carne de baleia foi revelado pelo Greenpeace. A frota atual enfrenta dificuldades por todos os lados sendo obrigada a contratar estrangeiros já que não foi possível conseguir uma tripulação 100% japonesa. Um outro fato que tende a contribuir para o fracasso é que o cargueiro Oriental Bluebird, que faz o reabastecimento da frota, foi recentemente multado pelas autoridades panamenhas e não acompanhará os navios japoneses ao Oceano Antártico, o que causará um impacto decisivo na capacidade de transporte de carne de baleia no regresso ao Japão. Com todas essas boas notícias para os ambientalistas e defensores dos animais, só resta mesmo é dar o golpe de misericórdia nessa indústria ambiciosa e sem sentido para o mundo moderno. Além dos defensores, e de muitos países que adotam uma atitude de peso contra o Japão, o principal rival e talvez o que venha mesmo proporcionar o golpe de misericórdia é a Austrália com seu programa para mostrar de vez aos japoneses e ao mundo que essa conversa de caça para fins científicos é pura enganação sem nenhum sentido. Claro que isso todo mundo já sabe a muito tempo.

Austrália lança programa milionário de estudos de cetáceos para desafiar o Japão

Também dia 17, coincidindo com a saída do primeiro navio japonês, o governo australiano através de seu ministro do Ambiente, Peter Garrett, lançou oficialmente um programa científico milionário, seis milhões de dólares australianos (cerca de três milhões de euros), com a única finalidade de desacreditar de uma vez por todas, a idéia de que é necessário matar baleias para fins científicos, ou seja para estuda-las. Primeiro, será uma baleia tão complicada assim que com todos as dezenas de milhares delas caçadas em anos anteriores ainda não foi possível estuda-las? Segundo, Será que no mundo ainda existe alguém tão ingênuo que acredite na farsa japonesa?

De toda maneira o tal programa australiano é muito bem vindo já que pretende provar algo facílimo de provar, “que não é necessário matar baleias para estuda-las”. O programa não letal da Austrália vai utilizar acompanhamentos aéreos e métodos acústicos, recolha de amostras e colocação de chips eletrônicos para obtenção de dados científicos. Também serão usadas técnicas genéticas modernas e outros métodos. Segundo o governo daquele país, tudo isso visa a compreensão desses animais sem ter que os matar para isso.

O referido programa contará com outros países estando aberto até mesmo para o Japão, com quem provavelmente não contará. Japão e Islândia são os únicos países que caçam mais de 2000 baleias por ano valendo-se dessa mentira dos “fins científicos”. O outro caçador de baleias a Noruega, é o único país do mundo que permite a caça comercial. Pelo menos não usa de embustes e mentiras como os dois referidos anteriormente. Os demais países do mundo não usam de tais práticas e inclusive a maioria deles promovem o bem estar das baleias criando santuários ecológicos e várias maneiras de defende-las. É o caso do Brasil, berçário das baleias onde navegam tranquilamente ao lado dos barcos lotados de turistas felizes por ter um contato tão próximo com esse ser tão maravilhoso da natureza. Leonardo Bezerra.

Santuário para baleias

O Santuário de Baleias do Oceano Antártico foi criado em 1994 pela Comissão Baleeira Internacional (CBI), abrange todas as águas que cercam a Antártica e protege três quartos das populações de baleias em suas áreas de alimentação, embora não respeitado pelo Japão. Tem o objetivo de proteger as populações mais reduzidas como as baleias azul, fin, sei e a jubarte, e também a única população de baleias que não foi seriamente afetada pela caça - as baleias-minke -, que vivem na Antártica. Existem ainda outros santuários em planejamento que poderão ampliar a área de proteção do Santuário Antártico por incluir áreas de reprodução e as rotas de migração, como as que se reproduzem nas costas brasileiras protegendo todo o ciclo de vida das populações de baleias que vivem no Hemisfério Sul.

Ao contrário do Japão que pretende destruir, o Brasil se preocupa com a conservação da espécie. Eis o conta o Site do Instituto Baleia Jubarte

INSTITUTO BALEIA JUBARTE – ORIGEM E ATUAÇÃO

“A pequena cidade histórica de Caravelas, no extremo sul da Bahia, é o ponto no continente mais próximo do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Os primeiros visitantes da região foram os portugueses, que navegaram pelo rio Caravelas já em 1503. Desde então, outras celebridades como o naturalista inglês Charles Darwin também estiveram por lá, maravilhando-se com a rica fauna local, nela incluídas as baleias jubarte, muito mais numerosas antes da caça que quase extinguiu a espécie em águas brasileiras.

Em 1987, durante os trabalhos de implantação do Parque, foi redescoberta a presença de uma pequena população remanescente de baleias jubarte e sugeriu-se a importância de Abrolhos como principal “berçário” da espécie no Oceano Atlântico Sul Ocidental. Assim nascia o Projeto Baleia Jubarte, com a finalidade de promover a proteção e pesquisa destes mamíferos no Brasil. Caravelas passou, assim, de importante porto baleeiro no Brasil Colônia a sede da primeira base de um projeto de conservação de jubartes no país.

Em 1988 foram realizados os primeiros cruzeiros para fotografar as baleias jubarte, e as primeiras tentativas de estudar os animais a partir de uma estação em terra no arquipélago dos Abrolhos.

O Projeto foi posteriormente, em 1996, transformado em Instituto Baleia Jubarte, organização não-governamental que possui como missão “conservar as baleias jubarte e outros cetáceos do Brasil, contribuindo para harmonizar a atividade humana com a preservação do patrimônio natural para o benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.”

Sea Sheperd também entra na briga

Notícia que recolhemos de última hora. Se os japoneses escaparem do Greenpeace, certamente não escaparão de seu mais temido inimigo, o Sea Sheperd, a organização mais radical do mundo que não se limita a estender faixas ou atravesar na frente dos bacos japoneses, mas simplesmente partem com seus navios para cima dos navios japoneses provocando tremendas e arriscadas colisões. Eis o que diz Paul Watson, fundador da referida organização:

"O calcanhar de Aquiles dos baleeiros japoneses são os lucros. Nós vamos continuar cortar seus lucros e continuaremos a tornar a atividade baleeira mais custosa que lucrativa.

Nossa estratégia é localizar, interceptar, bloquear e assediar e, é claro, também entregar umas pequenas surpresas.

A Sea Shepherd Conservation Society viaja ao sul para representar nossas clientes – as maravilhosas baleias. O que nós fazemos, fazemos por elas. Os riscos que assumimos, fazemos por elas.

Esse é um nobre empreendimento e nossa recompensa será, como foi nos últimos três anos, a satisfação de saber que as baleias continuarão a viver ao invés de serem vítimas dos cruéis arpões.

A Sea Shepherd é única a esse respeito. Quando nossos navios entram em cena, a matança para.

Nós não temos nenhuma gravação de baleias sendo arpoadas porque quando estamos por perto eles não matam baleias – eles fogem e nós os perseguimos.

No espírito de Miyamoto Musashi, nós incrementamos a Operação Musashi com cinco abordagens e cinco atitudes como descritas no livro Gorin No Sho, O Livro dos Cinco Anéis.

Passo a passo nós viajaremos as milhares de milhas náuticas necessárias através de ventos ferozes e mares gélidos, através da densa neblina e chuva com neve, chocaremos aço com aço, onde canhões silenciarão e os gritos das baleias não serão mais ouvidos – então demonstraremos que nós, os guerreiros das baleias, somos tão determinados em servi-las como qualquer samurai tradicional e com isso, deixaremos Musashi orgulhoso". Ler mais

SEA SHEPHERD, UMA FORMA RADICAL DE DEFENDER OS ANIMAIS

23/08/2008

Quem vê um navio baleeiro japonês perseguir uma baleia durante horas até cansá-la e finalmente atirar-lhe um arpão com explosivos na ponta, sente-se impotente diante de tremenda crueldade e ao mesmo tempo com uma vontade enorme de nesse momento transformar-se num super herói e atacar sem medo o navio japonês. Para as pessoas de bom coração e os defensores dos animais isso é apenas um sonho. Mas o mesmo não acontece para o pessoal do Sea Shepherd, o mais radical e audacioso dos defensores dos animais. Eles realmente realizam o sonho de milhares de defensores dos animais de todo o mundo. Partem para cima dos navios japoneses com seus próprios navios, mesmo que isto lhes custe processos na justiça e a perda de milhares de dólares. São uma espécie de piratas do bem, vistos pela indústria baleeira como o terror dos mares. São admirados em todo o mundo e certamente odiados pela indústria. Mas enfim, são destemidos e audaciosos. São os heróis de um tempo que ainda não chegou; o tempo em que toda a humanidade estará a favor dos animais.

A história desse movimento sem paralelo em nenhum outro tempo tem início quase que por acaso em 1970 quando os então jovens Paul Watson e Robert Hunter embarcam para o Alasca com o objetivo de parar com os testes nucleares que estavam afetando aquele ecossistema. Naquele mesmo ano é criado pelos dois a ONG Greenpeace.

Apesar de ser agressiva e fazer muito sucesso, com o tempo o Greenpeace torna-se um tanto burocrática para o pensamento de Paul e Robert. Assim em 1977 ambos saem do Greenpeace para fundar uma nova ONG com uma proposta mais ativista e mais ágil com menos burocracia. Essa nova ONG, fundada pelo Capitão Paul Watson recebe o nome de Sea Shepherd Conservation Society, que em poucos anos tornaria seus voluntários conhecidos como Piratas dos Mares e passaria a ser o terror das baleeiras japonesas e de muitos outros navios da pesca ilegal.

O que não falta em seus mais de 30 anos de atuação é aventura. 11 baleeiros ilegais afundados e dezenas de barcos pesqueiros ilegais predatórios abalroados. Com esse histórico fica claro que o Capitão Paul Watson é o inimigo número um da indústria de caça à baleia. Por outro lado, é o grande herói dos ambientalistas e defensores dos animais. Não é por acaso que inúmeras vezes foi eleito como o maior ambientalista de todos os tempos por vários meios de comunicação entre os mais conceituados do mundo, chegando ao seu auge em 2000, quando entrou para a lista dos 100 maiores heróis da história.

Realizações do Sea Shepherd

Década de 70: Luta contra a matança de baleias por baleeiros piratas japoneses no Pacífico e dá início à sua campanha contra a matança das focas do Canadá.

Década de 80: Luta em defesa das baleias-piloto que estavam sendo sacrificadas nas Ilhas Faroes, e contra a captura de golfinhos em redes de pesca de atum na América Central.

Década de 90: Promove campanha de proteção as baleias cinza nos EUA. Em 1991 atual como Guarda Costeira das Ilhas Galápagos e Trinidad e Tobago. De 1999 a 2000 participa da recuperação de animais marinhos afetados pelo derramamento de óleo no litoral da França e da Turquia. Ainda na mesma época, promove na Alemanha, um boicote aos produtos provenientes das Ilhas Faroe, que continuavam matando milhares de baleias por ano.

Atualmente: Com escritórios nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Inglaterra, Holanda, França, África do Sul e Brasil o Sea Shepherd conquistou não só adeptos entre os amigos e defensores dos animais, mas também empresas, ONGs, órgãos governamentais promovendo com sucesso inúmeras atividades como arrastões de limpeza de praia, implantação de lixeiras, atividades de educação ambiental, monitoramento e fiscalização do litoral e várias outras atividades sem esquecer sua principal tarefa, impedir a caça à baleia mesmo que para isto sejam necessários meios drásticos e perigosos como o abalroamento dos navios japoneses. Mas são justamente estas atividades perigosas que mais chamam a atenção mundial para a defesa das baleias e consegue atrair a atenção de milhares de defensores já cansados de verem as conferências e outros meios pacíficos fracassarem diante do poderio japonês. Leonardo Bezerra



Interessante vídeo com um resumo das campanhas do Sea Shepherd
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AS BALEIAS ESTÃO NOVAMENTE NA MIRA DO JAPÃO

29/06/2008

Terminada na sexta feira, dia 27 de junho, a reunião da Comissão Internacional Baleeira, realizada em Santiago, Chile. Infelizmente as nações contrárias à caça da baleia não conseguiram bons resultados, sobretudo sobre o maior predador desses animais que é o Japão. Assim, nasce novamente entre os grupos de ambientalistas e defensores dos animais em todo o mundo, o “fantasma da ameaça a esses belos e inocentes animais”.

Em termos oficiais, isto é, se as nações fossem justas e cumprissem o que prometem, as baleias estariam protegidas desde 1986 quando foi assinada uma moratória comercial, inclusive pelo Japão, país irresponsável e sem palavra que foi o primeiro a escamotear a referida moratória passando a caçar as baleias indiscriminadamente com alegação de que se destinam a fins científicos. “Haja ciência”, será que em todos esses anos ainda se desconhece algo sobre as baleias? E será que são necessárias mais de mil baleias a cada temporada para fins científicos? Ou os japoneses pensam que alguém é bobo. É claro que os laboratórios científicos dos japoneses são os frigoríficos e o resultado das experiências são os dólares.

Durante a referida reunião, o Japão, não bastasse à caça científica que vem realizando a cada ano, ainda alegou que está descontente com a moratória e que deseja voltar à caça comercial. É claro que isso irritou profundamente o lado contra a caça e a tensão foi muito grande durante a semana do encontro.

Referindo-se ao assunto, Ralf Sonntag, do Fundo Internacional para o Bem-Estar dos Animais disse: "Acho que foi uma semana decepcionante para as baleias. O Japão volta pra casa sem nenhuma votação ou resolução contra si. A Islândia iniciou uma nova rodada de caça comercial da baleia pouco antes desta conferência. Portanto, eles não a estão levando a sério. Nada foi alcançado para as baleias".

Na verdade o encontro realizado com tanta esperança por parte das nações que são contra a caça, terminou sem nada de positivo no que se refere ao Japão. Este volta para casa com a permissão dada a si mesmo anos atrás de caçar 1000 baleias por ano para os tais fins científicos mais a ameaça de voltar à caça comercial a exemplo da Noruega e Islândia que as caçam a vontade desafiando o acordo de 1986.

O único pequeno ponto positivo para as nações contrárias e os defensores dos animais foi o bloqueio de um pedido feito pela Groenlândia no sentido de aumentar sua cota para este ano. Os defensores basearam sua defesa por motivo daquele país estar usando a carne de baleia comercialmente e não para subsistência conforme as concessões dadas às áreas indígenas da Groenlândia, Alasca e áreas árticas da Rússia.

As nações ocidentais poderosas muito bem poderiam ter impedido a vitória do Japão, não fosse também sua ambição pelo dinheiro, nesse caso não com interesses nas baleias, mas nas atividades comerciais que matem com o Japão. Principalmente quando o Japão é um cliente importante na compra de matérias primas do ocidente. Assim, quem paga mesmo à conta é a natureza, é a vida e o sofrimento desses milhares de animais que nem sequer tem o direito de nascer e viver livremente sem estar sujeito a garra desse terrível predador que é o homem. Leonardo Bezerra



Veja este interessante vídeo, um grito de alerta do Greenpeace e ouça de fundo a bela canção de Roberto Carlos, "As baleias".


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01 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

02 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.

03 - Nenhum animal deve ser maltratado.

04 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

05 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.

06 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

07 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

08 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra o animais.

09 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender

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