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CANGÁPOLIS, UM PARAISO PARA OS ANIMAIS - ENTREVISTA - "MIRTHA ORTIGOZA"

08/03/2008

Cangápolis é um desses lugares especiais, difícil de se imaginar, que às vezes aparecem só em filmes. É o sonho de criança de todos os protetores de animais; ter um lugar grande, seguro e maravilhoso para abrigar todos os animais do mundo. E claro, o sonho de todo animal. Mas para quem estiver visitando o Paraguai e resolver visitar a Ilha Aveiro, na colônia Juan de Salazar, verá que esse sonho é uma realidade. Uma realidade nascida do sonho de uma menina que há muito tempo idealizava ter um lugar para os animais.
Essa menina, agora adulta, mas ainda menina de coração é Mirtha Ortigoza, a criadora e mantenedora de “Cangápolis”, que quer dizer “cidade dos cães e gatos”. Um sonho difícil, que exige
muita dedicação é amor aos animais, mas isso é o que não falta para Mirtha, que dedica sua vida a essas criaturas indefesas e belas. Para conhecer mais desse projeto maravilhoso é que apresentamos Mirtha a todos nossos leitores em forma de uma entrevista onde ela nos conta muitas coisas sobre esse sonho que com certeza é também o sonho de todos aqueles que amam os animais.

Mirtha, desde quando você gosta dos animais?

Desde muito pequena sempre gostei de cães e de cavalos porque vivíamos numa cavalaria. Meu pai era militar de cavalaria e me transmitiu sua paixão pelo cavalo. Depois eu fiquei gostando também de outros animais. Quando criança nunca brinquei com bonecas, sempre meus filhos eram animaizinhos vivos que eu criava. Fui conhecida na época de minha infância e juventude por criar passarinhos órfãos. Gente de todos os lados me visitava para ver os passarinhos que viviam soltos que pousavam nos braços das pessoas e dos visitantes. A maioria eram “gorriones e mirlos”.

Por que se decidiu dedicar-se a eles?

Porque me dão muita pena os animais abandonados, porque não podem falar para dizer que dói isso ou aquilo, para dizer que está triste, que tem fome, que tem frio, porque sofrem em silêncio e amam a vida como nós e porque tem direito de ser felizes e ser protegidos em todos os momentos. São nossos irmãos menores como dizia São Francisco de Assis.

Quando iniciou Cangápolis?

Cangápolis quer dizer Can; cão. Ga; gato e Polis; cidade. Decidi criar uma cidade para cães e gatos. Depois começamos a receber animais silvestres feridos e de granja. Com infra-estrutura em 10 de agosto de 2003. Antes, dez anos atrás, recolhia animais e os trazia à minha casa.

Como é sua vida diária com os animais?

Full-time. Levanto-me e começo fazendo resgates, logo vou pelas veterinárias para fazer verificações médicas nos animais resgatados e depois vou ao albergue. Há muita interação com os macacos, cavalos, gatos e cães. No final do dia entrego os animais adotados em suas novas casas.

Quais são as dificuldades que encontra?

A incompreensão sobre este trabalho que considero um apostolado, por parte das pessoas comuns e das autoridades. A falta de meios que ajudem realmente a manutenção do centro. A falta de uma política para a defesa dos animais, de nossos bosques, de nossa fauna e flora, a falta de uma justiça exemplar para os que maltratam aos seus animais, a ignorância de nosso povo, produto da pobreza e da falta de um ensino nas escolas sobre a prevenção das enfermidades zoonóticas através da limpeza e não da matança dos animais.

Quais são seus planos para Cangápolis?

Fortalecer a área silvestre, converter o centro numa escola para jovens estudantes e claro, seguir tramitando a personalidade jurídica. Fortalecer nossa clínica de atendimento gratuito para os animaizinhos de moradores da zona de escassos recursos é um desafio.

Que tipo de ajuda mais necessita?

Ajuda econômica, ajuda técnica para a área silvestre, ajuda de voluntários para poder formar uma equipe que me possa suprir quando no futuro eu não estiver. Toda ajuda é bem vinda e é pouca para a diversidade de trabalhos a realizar. Mas infelizmente sem dinheiro tudo é muito mais difícil.

Onde fica Cangápolis?

Na Ilha Aveiro, colônia Juan de Salazar, uma zona rural localizada em San José de los Campos Límpios, Paraguai. Contamos com dois hectares. Quando conseguir a personalidade jurídica desse lugar doarei a Cangápolis.

Qual é sua mensagem para os leitores brasileiros?

Que nos unamos para salvar nossos bosques. Que nos unamos para ajudar aos animais maltratados. Que procuremos fazer cumprir as poucas leis de proteção dos animais que temos, porque que triste seria nosso futuro sem um rabinho movendo-se, que nos recebe ao chegarmos cansados em casa. Que triste seria o futuro sem o canto das aves! Sem os animais nos transformaremos em zumbis. JUNTOS PODEMOS EXIGIR QUE RESPEITEM OS DIREITOS DOS ANIMAIS A NÍVEL GLOBAL. QUEM SE PREOCUPA COM OS ANIMAIS QUE MORREM NOS BOMBARDEIOS DOS ZOOLÓGICOS QUANDO HÁ CONFLITOS ARMADOS? São crimes de guerra e tem que ser condenados também.

ENTREVISTA COM MATITA BENITEZ

04/03/2008

Matita é um desses anjos tão esperados e tão raros entre os seres humanos. É a alegria e a felicidade de muitos animais que tem a sorte de encontrá-la.
É simplesmente uma das pessoas mais maravilhosas que alguém pode ter a felicidade de encontrar. Seu gosto pelos animais já diz tudo. Nosso Jornal Defesa dos Animais tem o grande prazer de apresentar aos seus leitores como pensa e como age Matita, que desde a Ilha Aveiro, colônia Juan Salazar, Paraguai, nos fala sobre sua vida relacionada aos animais.

Desde quando você se dedica aos animais?
Sempre gostei de animais, desde os 5 ou 6 anos aproximadamente que me preocupam verdadeiramente os cães de rua, sempre pensava que se um dia ganhasse muito dinheiro ia abrir um lugar para todos eles, onde não lhes faltasse comida, água, abrigo e muito amor. Mas nessa época só dava de comer aos que encontrava pelo caminho e aos que chegavam à frente de minha casa (cães e gatos), mas nada mais, realmente não era consciente da realidade dos animais silvestres, nem dos que estavam em perigo de extinção.
No ano passado um conhecido criou uma comunidade no Orkut chamada “Los perros sin casa”, e ai foi onde tudo começou. Sugeri realizar uma reunião para organizar alguma atividade ou recolher fundos para ajudar a alguém que já estivesse trabalhando com os animais, e assim foi como cheguei ao Centro de Resgate e Reabilitação de Animais “CANGAPOLIS, aprendi tanto sobre os animais e sigo aprendendo dia a dia, e agora sim, posso dizer que reconheço totalmente a dura realidade em que vivem os animais". Não posso ficar de braços cruzados.


De quais animais você mais gosta?
Eu gosto de todos, cada um tem algo que me atrai e tem muitas características que “os humanos” deveríamos aprender. Mas os cães definitivamente são minha perdição, sua fidelidade e companheirismo são inigualáveis.

As amigas e pessoas de sua idade não acham um pouco estranho uma jovem dedicar-se aos animais?

(Sorriso) Definitivamente sim, acham estranho! A maioria de meus amigos/as se pergunta por que gasto meu tempo nesta causa e me fazem a pergunta que todos nós que estamos nessa luta escutamos: “Por que ajudo esses animais em vez de ajudar crianças de rua”? E também me fazem piadas; creio que é por ignorância ou por falta de um coração mais humano, nada mais.


Como é sua atividade em Cangapolis?
Como voluntária em Cangapolis ajudo basicamente nos resgates de animais pequenos, informando a gente, seja sobre atividades que realizamos para conseguir fundos ou sobre os resgates e os cães e gatos que esperam por um lar, e buscando sempre pessoas que estejam interessadas em ajudar dentro de suas possibilidades, seja com produtos de limpeza, vacinas, balanceado, jornais velhos, etc.

Do que mais você gosta nos animais?
Cada espécie tem características que me atraem. Em alguns como os cães, sua fidelidade, em outros me encanta ver como se organizam, especialmente os animais que andam em manadas, trabalham tão bem em equipes. Em outros me chama a atenção a graça que tem, como gostam de brincar e fazer travessuras. Nas fêmeas de qualquer espécie me impressiona o lado maternal que chegam a ter com seus filhos.

O que você pensa que as pessoas poderiam fazer pelos animais?
As pessoas poderiam fazer muito com tão pouco pelos animais.
Milhares de espécies se extinguiram e se extinguem naturalmente. Mas nos últimos 300 anos a ação do homem multiplicou por mil a taxa de extinção, por múltiplas causas. Mas se cada pessoa se preocupasse em ajudar ainda que fosse um só animal em seu bairro ou em sua cidade a realidade seria tão diferente.
Tem que terminar a comercialização de animais, seja como for, de sua carne, de sua pele ou como mascote. Eles tem o mesmo direito que nós de viver na terra, em seu habitat e com o seus. Se querem ajudá-los comecem por respeitá-los.

Como é a situação dos animais em sua cidade?
Vivem a triste realidade em que vivem os animais de outros países. Não estão alheios ao desinteresse que as pessoas têm em ajudá-los, aos maus tratos e a comercialização.

Paraguai é um dos países que mais consume carne de gado em América Latina. Isto implica que milhares desses animais são sacrificados dia a dia. Não estão alheios a isso também os porcos.

Outro problema são os carroceiros que maltratam os cavalos com pesadas cargas, sem alimentá-los, sem água e sob altas temperaturas de nosso país. Estes circulam pelas ruas entre caminhões e automóveis, a maioria morre de fome ou por acidentes na rua.

Outro assunto são os cães de rua e os gatos que cada vez mais se reproduzem e cada vez mais se faz difícil ajudar a todos. A maioria morre de fome, atropelados, de frio ou por Leishmaniasis.

Qual é seu sonho com relação aos animais?
Creio que meu sonho compartilho com todas as pessoas que amam verdadeiramente aos animais. E é tão simples fazer da terra um lugar mais justo para eles, como já havia dito, eles tem os mesmos direitos que nós a conviver com os seus em seu habitat.

O que pensa das pessoas que amam aos animais?
Que são pessoas com um coração verdadeiramente humano, que vem num cachorro, numa ave, num tigre ou num cavalo uma espécie diferente, mas que compartem conosco alguns desejos e necessidades; como o desejo de alimento, água, abrigo, companhia, liberdade de movimento e de não sentir dor. São diferentes em outro sentido, mas nem por isso são inferiores. Esse sentimento compartimos todos nós que amamos aos animais.

Você tem alguma mensagem para as jovens brasileiras ou de outras partes que vão ler esta entrevista?
É muito importante que nós jovens comecemos a conscientizar-nos e sobretudo que nos movamos para mudar a realidade, não só ajudando aos animais senão à natureza em si, ao nosso meio ambiente. O futuro de nossos filhos, sobrinhos, netos, etc. dependem disso. As ações que tenhamos hoje vão repercutir no futuro. Temos muito que fazer, mas é mais fácil começar em casa, pelo bairro ou por sua cidade, façamos respeitar os direitos dos animais e ajudemos aos que estão ao nosso alcance. Não existe nada mais gratificante que ver a um animal são e feliz, agradecendo-lhe pelos cuidados que recebeu.

IMAGEM DA SEMANA

29/02/2008

Qualquer semelhança é pura coincidência. Na primeira foto espécies diferentes no reino animal se dão muito bem. Há muitos casos em que filhotes de uma espécie são adotados por mães de outra. Os animais desconhecem o especismo, a discriminação das espécies. Na foto de baixo os humanos, não só conhecem como praticam o especismo. E vão mais além, usam de discriminação entre os de sua própria espécie. E olha que esses aí da foto até que são bem parecidos um com os outros, imaginem se um deles fosse um pouquinho diferente! Leonardo.

AFRICA DO SUL PODE VOLTAR A ABATER ELEFANTES

27/02/2008

Segundo várias agências de notícias a África do Sul suspendeu a proibição do sacrifício de elefantes, após 30 anos de impedimento. Segundo alegam as autoridades sul-africanas é que o grande crescimento da população desses animais começa a prejudicar o meio ambiente.

De acordo com Marthinus Van Schalkwyk, ministro do meio ambiente, o abate terá início em 1º de maio, se esgotados outros recursos como mudanças no campo de migração, deslocamento forçado ou o uso de contraceptivos.

Do ponto de vista dos ambientalistas e defensores dos animais trata-se de uma situação terrível, desumana e contraditória. A primeira pergunta é: “Será que durante todos esses anos de observação do crescimento da população desses animais, não havia algum meio de conte-la com uso de contraceptivos”?

O elefante é o símbolo da África do Sul e em suas reservas tem atraído milhares de turistas gerando grande fonte de divisas para o país. Apesar disso recebe de um povo ingrato e cruel à sentença de morte pelo simples fato de ter nascido. São vitimas de autoridades incapazes e carentes de inteligência que vê na matança um recurso rápido e fácil para resolver sua própria incapacidade administrativa.

“Antigamente, eles poderiam migrar em grandes espaços, mas hoje eles estão confinados por barreiras artificiais”, justifica Rob Little diretor dos programas de conservação da WWF em entrevista à agência AFP. Dessa justificativa pode-se deduzir exatamente de quem é a culpa. Claro que uma grande população de animais confinados a uma área restrita e sem nenhum controle está muito mais sujeita à reprodução, ainda mais se levando em conta o que já foi dito antes, a falta de observância e controle através de meios artificiais.

A historia aqui continua sendo a mesma de sempre, os homens erram e os animais pagam. Neste particular a natureza costuma ser mais vingativa que os animais. Sempre que o homem a agride recebe logo o troco em forma de catástrofe. Quanto aos animais, são mais dóceis e inocentes, nunca se vingam, nem mesmo o elefante com sua prodigiosa memória. Os animais costumam perdoar os homens, mas os homens nunca perdoam os animais.Leonardo Bezerra

DEFESA DOS ANIMAIS E ÉTICA

23/02/2008

A defesa dos animais está ligada diretamente a dois ramos; à sensibilidade humana, natural e variável de uma pessoa para outra e à ética ou moral. No primeiro aspecto é uma defesa puramente sentimental observada em pessoas de bom coração ou de boa índole. É uma defesa bastante simples e direta sem um engajamento mais profundo com a causa e muito restrita ao momento e ao meio ambiente. No segundo caso a idéia de defender os animais parte de um princípio da lógica e do pensamento envolvendo a ética, sendo todo um processo complexo que muitas vezes vem amadurecendo com o tempo e com o estudo.

Por isso mesmo são raras as pessoas que pensam na defesa dos animais de uma maneira mais ampla e convicta chegando à conclusão de que devem defender os animais não por dó, mas porque eles são vida, estão sujeitos a todos aqueles elementos que nós também estamos como a dor, a tristeza, o abandono, a solidão, a fome e a sede. A conclusão que esse grupo de defensores chega é que se não queremos isso para nós, como podemos aceitar que seres iguais a nós passem por tudo isso diante de nossa indiferença e descaso.
Um fator de muita relevância no que se refere à defesa dos animais é meramente quantitativo com relação à população mundial. Tudo tem relação direta com a tradição na formação do caráter das pessoas. Assim, até o momento pode-se classificá-las em três grupos; os indiferentes, os cruéis e os protetores. Sendo este último grupo o menor. Isto explica porque é tão difícil a defesa dos animais. Os protetores movem-se entre uma multidão de indiferentes e ainda enfrenta a ira dos cruéis que pensam nos animais como meros objetos geradores de lucros.
O pensamento da defesa dos animais pode ser comparado com o pensamento que havia nos séculos XVII e XVIII com relação à escravidão. As pessoas comuns não conseguiam ver o absurdo da escravidão, assim como as pessoas comuns de hoje também não conseguem ver o absurdo da escravidão animal. Nos referidos séculos só mesmo pessoas muito avançadas para seu tempo, já com um pensamento ligado na ética e na moral conseguiam vislumbrar o grande horror que era a escravidão. Certamente não eram bem vistas pela sociedade assim como hoje os defensores dos animais também não o são. Podemos chegar a uma conclusão terrível, que a escravidão não mudou. O que mudou foram os escravos. Hoje são os animais. Com a desvantagem de que são mortos, trucidados, transformados em produtos.
Felizmente há cada vez mais pessoas no mundo inteiro que não ficam numa defesa ligada na sensibilidade, mas partem para o lado da lógica valendo-se da ética e da moral que por si mesmas são insuperáveis, pois se o homem parar para pensar de uma maneira séria e verdadeira não há como não ficar do lado da ética na defesa dos animais. Tanto é que os grandes defensores usaram justamente desses princípios. Por exemplo, Tom Regan, o grande mestre dos defensores, baseia todo seu estudo profundo, mas ao mesmo tempo claro e transparente, na moral. Não há quem não se renda à defesa dos animais depois da leitura de “Tom”. Certamente para muitas pessoas suas vidas foram divididas em dois blocos; “antes e depois de ler Tom Regan”.
O grande surgimento de inúmeras entidades no mundo todo em defesa dos animais é o termômetro que mede o inicio e evolução de um novo tempo que talvez só vá chegar ao seu auge daqui a vários séculos. É o tempo da unidade e igualdade animal quando finalmente o ser humano estará livre da maior de todas as discriminações que é o especismo, e viverá em paz com todas as criaturas. Mas enquanto esse dia não chega, resta a estes poucos, chamados “defensores”, que muitas vezes são tachados de loucos, seguir em sua batalha diária em defesa dessas criaturas criadas pelo mesmo Deus, sujeitas as mesmas condições e moradores do mesmo planeta. Leonardo Bezerra.

IMAGEM DA SEMANA

Qualquer semelhança é pura coincidência. Os leões marinhos estão reunidos na maior discussão. Na verdade é o macho com suas fêmeas. Ele é o chefe; todas obedecem. Para chegar a esse posto ele teve que lutar com seus concorrentes. Nada de muito sério, mais barulho que agressão. O concorrente vendo-se vencido, retira-se calmamente. Na foto de baixo é o chefe com seus subordinados. Para o chefe chegar a esse posto teve que pisar em muita gente: " Mentiras, traições, hipocrisia, falsidade..." os velhos truques dos seres humanos em busca do sucesso. Nada de uma luta honesta e direta como faz o leão marinho. Leonardo

ANO DO RATO NA CHINA

17/02/2008


Pelo menos por este ano parece que a situação do rato está garantida na China com o início do ano do rato em 7 de fevereiro. O mesmo não acontece com os cães e outros animais domésticos que são um prato a mais na mesa dos chineses. Aliás, os chineses se encontram entre um dos povos mais indiferentes e cruéis com os animais

Quanto ao rato, está acontecendo um verdadeiro modismo na busca do mesmo como, mascote ou animal de estimação. É claro que não se trata do rato de esgoto, mas sim do hamster e ratinhos brancos. Segundo as notícias, o preço do animal triplicou com a intensa procura. Nem por isso o ratinho de laboratório escapa das brutalidades pelas quais passa na maioria das vezes nos testes da área da medicina e de produtos.

Conta uma lenda chinesa que Buda convidou todos os animais da criação para uma festa de Ano Novo. Mas somente 12 compareceram e o rato foi o primeiro. Por isso ele abre o ciclo do horóscopo chinês. Em seguida chegaram boi, tigre, coelho, dragão, serpente, cavalo, carneiro, macaco, galo, cachorro e porco. É contraditório pensar que no caso, o ratinho é o símbolo da paz, que aliás não existe entre os chineses e os animais cruelmente maltratados naquele país.

É estranho ou incomum, um povo que tanto maltrata seus animais, de repente ficar preso a um animalzinho tão pequeno e indefeso. Isto não quer dizer que a situação muda para os outros animais. Segundo os ativistas em defesa dos animais, raposas, guaxinins, martas, gatos e cães são criados em condições de extrema violência e depois de mortos suas peles exportadas para Europa e Estados Unidos. Segundo as mesmas fontes, o negócio de peles já alcançou proporções que geram milhões obrigando a União Européia (UE) a criar leis proibindo a comercialização de peles de cães e gatos dentro do território da comunidade.

Não só a questão das peles preocupa os ativistas defensores dos direitos dos animais. Há também a questão da falta de condições em que tigres e leões são sujeitos nos jardins zoológicos daquele país. Além de mantidos em espaços mínimos e privados de condições, são alimentados até pelos visitantes dos zoológicos, convidados a atirar-lhes cabras e outros animais ainda vivos. É mesmo muito contraditório ver um povo que vive maltratando seus animais nas formas mais cruéis de repente render-se a um ratinho na esperança que este lhes traga sorte.Leonardo Bezerra

Contato

16/02/2008


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Resumo da Declaração Universal dos Direitos dos Animais

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais da ONU

01 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

02 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.

03 - Nenhum animal deve ser maltratado.

04 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

05 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.

06 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

07 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

08 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra o animais.

09 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender

Os gatos mais caros do mundo

Os animais tem sentimentos...