DEFESA DOS ANIMAIS

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CÃES

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Incríveis histórias com os cães

JULIANA FERREIRA, DO RIO DE JANEIRO, FALA DE SEU AMOR PELOS ANIMAIS

02/04/2008

Em nossa incansável busca por essas pessoas maravilhosas que gostam de animais, estivemos procurando-as em várias partes do mundo, sempre na espreita de encontrar algo especial em alguém que pudesse aqui falar um pouquinho sobre os animais, defende-los, protegê-los, enfim... Sempre com muito cuidado, pois a pessoa a ser entrevistada aqui deve ser mesmo muito especial.

Dessa vez tivemos uma grande
surpresa, pois essa pessoa estava aqui pertinho, não precisamos entrevistá-la em outras línguas, pois é brasileira, a primeira a ser entrevistada. Referimos-nos a Juliana Ferreira uma jovem carioca. o que mais atrai, é seu coração generoso que deixa transparecer em cada palavra, em cada gesto o encanto de pessoa que é. Não bastasse isso, Juliana fala três idiomas e tem uma grande facilidade para escrever o que a torna ainda mais comunicativa.

Parece que os animais do Rio de Janeiro são os mais felizes do Brasil, porque lá eles podem contar com a Juliana. E agora também todos nossos leitores que podem apreciar estas fotos maravilhosas e conferir cada palavra de Juliana sobre nossos melhores amigos, os animais.

Que animais você tem no momento?
Já tive um setter, dois pintinhos, um passarinho e agora tenho um canarinho belga.

O que levou você a perceber de uma forma mais humana a realidade dos animais?
Gosto de animais desde criança. Sempre olhava para os cães de rua e me sentia muito mal. Se as pessoas olharem ao redor, com certeza vão perceber de forma mais humana a realidade desses animais. Não digo só cães de rua, mas de todos os animais. Hoje só não vê, quem não quer. Temos a internet, a televisão p. nos informar. O que falta, é interesse.

Como é a situação dos animais de Rua no Rio de Janeiro?
Acho que é como em todas as cidades. Alguns têm a sorte de encontrar quem lhe dê ao menos o que comer e beber, alguém que se sensibilize. Outros ficam literalmente abandonados. Não acho que há milhares de animais nessa situação, mas ainda temos muito que fazer. Bom seria se nenhum animal estivesse nessa situação.

Você faria algo drástico como fazem o pessoal do Greenpeace para salvar os animais?
Não creio que faria algo drástico, ou que me sacrificasse. Mas faria o que estivesse ao meu alcance, me esforçaria. Entristece-me muito saber que chegamos ao ponto de ter que tomar decisões drásticas p. nossos animais terem um mínimo de dignidade p. viver. Onde está o respeito ao próximo?

O que você gostaria que as pessoas fizessem pelos animais abandonados na rua?
Se existissem mais organizações como a SUIPA, com certeza a situação estaria melhor. A SUIPA se encontra super lotada, as pessoas não adotam os animais. Existe muito preconceito. Eu gostaria que esse preconceito fosse derrubado. Esse e tantos outros que servem como pretexto p. não cuidarmos melhor dos animais abandonados. Depois de derrubada essa barreira, as pessoas tomariam consciência e logo, ajudariam a melhorar a vida desses seres maravilhosos que só nos trazem alegria.

Em sua opinião o que leva as pessoas a serem indiferentes com os animais?
As pessoas costumam achar que os animais são seres irracionais, quando na verdade, os irracionais somos nós. Animal não destrata animal. Pessoas destratam animais e pessoas! O que pode ser mais irracional que isso? Pessoas matam sem motivo, brigam sem motivo. Eles que deveriam ser indiferentes a nós.

Qual é sua posição sobre a caça aos filhotes de foca no Canadá?
Estamos tendo grande divulgação sobre os problemas no clima, sobre as geleiras derretendo. O mundo está de ponta-cabeça! Os animais estão ficando sem um lugar p. viver, estão morrendo! Não basta isso? Enquanto uns tentam ajudar nosso planeta, outros destroem mais ainda. O pior é saber que a destruição é muito maior. As pessoas estão acomodadas. Fico extremamente indignada lendo esse tipo de notícia: Desmatamentos irregulares, caça aos filhotes de foca... Onde e quando vamos parar?

Qual é seu recado para pessoas que maltratam animais?
'Covardes, é isso que vocês são. ', acho que diria p. todos que cometem essa crueldade. Animais trazem alegria, não merecem ser tratados dessa forma.

Se você fosse uma artista de fama mundial que faria pelos animais?
Com certeza montaria organizações p. abrigar os animais abandonados, participaria de campanhas e tentaria ' distribuir ' um pouco mais de consciência p. o mundo, já que artistas costumam ter grande influência, principalmente sob as crianças! E acredito que ensinando ás nossas crianças agora, poderíamos ter um futuro do qual nos orgulharíamos.

Qual é sua mensagem para nossos leitores do Brasil e exterior?
Pensem antes de agir. Eles são seres humanos como nós. Se não merecemos dor, eles também não. Lute p. eles. Deus nos deu o poder da fala. Temos obrigação de defendê-los, de falar em nome de todos os animais que sofrem.
' Não há diferenças fundamentais entre homens e animais nas suas faculdades mentais. Os animais como o homem demonstram sentir dor, felicidade e sofrimento. '
Charles Darwin

TEMPORADA DE CAÇA ÀS FOCAS NO CANADÁ

28/03/2008

“Aberto à caça aos filhotes de foca no Canadá”, dizem as manchetes de hoje em todas as partes do mundo. Em outras palavras é o mesmo que dizer: “Aberto o maior ato de crueldade do ser humano contra os animais”.

Diante da indiferença da maioria da população mundial que vê no ato apenas mais um evento comercial, como colher uma fruta, fica aqui a mensagem de um cachorro; sim, de um simples cachorro de rua, que num momento teve sua foto e seu ato de heroísmo mostrado em todo o mundo. Isso ocorreu algum tempo atrás, mas certamente perdurará para sempre na mente e no coração das pessoas de bem.

O grande exemplo é que enquanto o homem mata as focas, as baleias e muitos outros animais, o referido cachorro num gesto de desespero e solidariedade diante de seu amigo atropelado, tenta arrastá-lo para fora da pista.

Aqui a descrição do fato nas palavras de Valeska, de Buenos Aires, para todos nossos leitores.(clique nas fotos e veja este herói mais de perto)

“Um cachorro foi visto no meio de uma avenida com muito trânsito cuidando de seu amigo que foi atropelado por um carro. Usando a pata, o cachorro tentava acordar seu amigo que estava morto.

Empurrava seu amigo para fora da avenida. E quando alguma pessoa tentava ajudar, ele rosnava e afugentava os que se aproximavam dele.

Apesar do tráfego pesado, o cachorro não abandonava seu amigo. As pessoas ficaram impressionadas de como um cachorro vira-lata podia ser tão leal!”

É incrível que um animalzinho inocente tenha tanto heroísmo, tanta sensibilidade e solidariedade, que diante das mesmas circunstâncias os seres humanos certamente não agiriam da mesma forma.

Que este cachorrinho seja o herói de todos os defensores dos animais, para que percebam que vale a pena lutar com todas as forças por essas criaturas que de animais só tem o nome, pois na nobreza estão acima de muita gente.
Leonardo Bezerra





VEGETARIANOS: OS MAIORES AMIGOS DOS ANIMAIS

26/03/2008



Centro Vegetariano em Portugal é referência mundial em língua portuguesa

Em nossa busca por tudo que de alguma maneira contribua para a defesa dos animais nos deparamos com um grupo especial de pessoas que na verdade são “os maiores amigos dos animais”; os vegetarianos. Por sorte, também encontramos o centro vegetariano de Portugal, o mais completo e sem dúvidas uma referência mundial em língua portuguesa.

O centro, além de oferecer variado material didático e informativo sobre o assunto, tem também uma extensa gama de produtos que abrange quase tudo; de alimentos, livros, música, às roupas. Além de seu ótimo site www.centrovegetariano.org/ fomos ai encontrar pessoas muito gentis e atenciosas. Atendendo nosso pedido a Cristina Rodrigues, responsável pelo centro fez-nos a grande gentileza de contar um pouco da história desse importante centro que sem dúvidas tem contribuído muito para a defesa animal. Eis o que nos conta Cristina direto de Portugal:

História e objectivos do Centro Vegetariano

Quem actualmente procura informação, receitas ou outros recursos sobre vegetarianismo em Português, com certeza acaba por ir ter rapidamente a www.centrovegetariano.org.

O Centro Vegetariano surgiu em 2001, com o objectivo de disponibilizar na Internet informação sobre Vegetarianismo em Português.

O primeiro e tímido passo do que é hoje o Centro Vegetariano foi tão simplesmente um apelo online: havia ideias, mas era preciso tudo o resto - quem pudesse ajudar seria bem-vindo! Em Maio de 2001 surgiram então os primeiros conteúdos, de forma ainda experimental. Apesar de serem cinco pessoas, as disponibilidades e conhecimentos não eram suficientes para arrancar em grande fôlego. Só meio ano mais tarde, em 20 de Outubro, foi enviado o primeiro boletim, que marca o nascimento "oficial" do projecto. Tinha então o portal 30 utilizadores registados.

A primeira página, meramente informativa, cedo foi complementada com outras de receitas e de literatura. Não tardou muito também o portal de classificados, onde são permitidos anúncios dos visitantes e de interesse para a comunidade.

Actualmente, o Centro Vegetariano conta com 6 páginas (página principal, receitas, literatura, classificados, fórum e galeria), um chat e uma loja online que já tem mais de 200 referências de produtos vegetarianos e cujos lucros têm sido aplicados nas despesas de funcionamento do projecto e na oferta de ração vegetariana a associações de protecção animal. A loja online nasceu em 2005 com o objectivo de tornar acessíveis, pelo preço mais baixo possível, produtos úteis para a comunidade Vegana/Vegetariana e geralmente difíceis de encontrar no mercado português.

Ao longo destes anos o Centro Vegetariano tem ainda consolidado colaborações Internacionais - a União Vegetariana Europeia, com quem mantém a lista de restaurantes, a EVANA (European Vegetarian and Animal News Alliance) e o Guia Vegano – e nacionais, nomeadamente com a associação Acção Animal.

Desde 2006, o Centro Vegetariano tem também marcado presença na Feira Alternativa, em Lisboa, onde se estabelecem contactos, angariam sócios, esclarecem dúvidas, distribuem centenas de folhetos e dão a conhecer alguns dos produtos à venda na loja online.

Um dos maiores marcos na história do Centro e do Vegetarianismo em Portugal é, sem dúvida, o estudo que, em Novembro de 2007, o Centro Vegetariano encomendou à empresa Nielsen. Este permitiu, pela primeira vez, aferir com rigor científico o número de vegetarianos existentes em Portugal. Com uma margem de erro de 2.2% para um intervalo de confiança de 95%, pode-se afirmar que nessa data existiam 30000 pessoas a seguir uma dieta vegetariana no país.

Tudo isto é o resultado de praticamente 8 anos de esforço voluntário de muitas pessoas, mas como quem corre por gosto não cansa, o Centro com certeza ainda tem muito para dar – cada vez mais e melhor, pelo conhecimento, pela educação, por um mundo melhor! Cristina Rodrigues

CANADÁ - DE TORONTO, PAOLA GILLO FALA DE SEU AMOR PELOS ANIMAIS

25/03/2008


A nossa viagem em busca dessas pessoas maravilhosas que por todo o mundo fazem a diferença na busca pela paz, no carinho e preocupação pelo bem estar dos animais, hoje dá uma paradinha no Canadá, onde tivemos a felicidade de encontrar mais um desses anjos que Deus colocou no mundo para iluminar as mentes daqueles que são indiferentes com os animais. Esse anjo, é Paola Gillo, uma garota nascida no México e hoje vivendo em Toronto portanto, uma pessoa maravilhosa. Vegetariana, fala inglês, espanhol e português, gosta de moda, de viajar e claro, adora os animais. É com muita satisfação que Jornal Defesa dos Animais apresenta aos seus leitores do Brasil e de outros países como vive e como pensa Paola.


Quando você começou a interessar-se por animais?

Desde muito pequena eu gostava muitíssimo. Sempre fui apaixonada por eles, depois de maior comecei a vê-los como os verdadeiros amigos e hoje gosto muito mais que as pessoas.

Que animais você tem?

Tenho uma cachorrinha.

Como é a situação dos animais de rua em sua cidade?

Em minha cidade não há muitos animais de rua, pois é uma cidade de primeiro mundo, mas em outras que já vivi tinham muitos e com maus tratos, tudo muito triste.

O que você pensa que as pessoas poderiam fazer para melhorar a situação deles?

Poderiam adotar animais das ruas, pois há muitos necessitando de carinho e cuidados.

Você ajuda os animais da rua? Como faz isso?

Sim, no que posso, pois sozinha não posso fazer tudo que gostaria. O que faço é dando-lhes comida e carinho, mas me encantaria levá-los todos comigo.

Seu país tem uma política boa para a defesa dos animais?
Eu penso que não, pois em poucos lugares têm proibição de “diversões” (o que em realidade são maus tratos), como rodeios, touradas, animais em circo e tudo mais.

O que você pensa dos animais que sofrem em circos, rodeios, touradas, etc. e o que se poderia fazer?


É terrível! Muitas pessoas já não sabem como ganhar dinheiro sem fazê-los sofrer, isso tudo não deveria existir, não deveria ser permitido em part e alguma.

Qual é seu sonho para todos os animais?

Que todos os animaizinhos fossem felizes, que todos pudessem ter carinho, sem esquecer de não ter mais sofrimentos como rodeios, etc.

O que você deseja dizer para nossos leitores do Brasil e de outros países que vão ler esta entrevista?

Façam o que possam para ajudá-los, por menos que possam fazer, se todos fizerem não haverá um só sofrendo, porque um dia todos se darão conta que eles estão gritando que necessitam de ajuda.

Quem quiser saber mais de Paola ou entrar em contato com ela para falar do gosto comum pelos animais pode escrever aqui para jornalanimais@gmail.com que enviaremos seus E-Mail para ela.



MÉXICO, JOVEM ESTUDANTE FALA SOBRE ANIMAIS

21/03/2008

Claudia Aldana é uma  jovem de 19 anos nascida em Hidalgo, México, morando na belíssima cidade de Tulancingo naquele país. É uma jovem alegre, risonha, extrovertida e claro, com todas essas qualidades; “adora os animais”. Assim, o nosso, Jornal Defesa dos Animais, deu um pulinho através da rede, até o México para conversar com essa jovem e amiga Claudia e levar aos nossos leitores do Brasil e de vários outros países, seu pensamento sobre os animais.

Claudia, desde quando você se interessa pelos animais?

Desde quando tinha quatro anos quando me deram uma cachorrinha.

Que animais você tem?

Agora dois cães e fazem alguns dias dois coelhinhos.

O que você faz pelos animais da rua?

Quando tenho oportunidade lhes dou comida que sobra e se estão feridos, trato de ajudar com o que está ao meu alcance.

O que pensa que as pessoas poderiam fazer pelos animais?

Ah! Muitas coisas, em primeiro lugar não abandonar suas próprias mascotes. Não fazê-los invisíveis, me refiro a ajudá-los quando precisam.

Como é a situação dos animais de rua em sua cidade?

Pois na minha rua há um ou outro animal abandonado.

Que pensa das pessoas que cuidam dos animais?

Parecem-me excelentes.

Que pensa do uso de animais em divertimentos, circos, touradas, rodeios, etc.?

É do que mais tenho nojo neste mundo, crêem que os animais existem para entreter-nos ou coisas assim. Mas não, eles são nossos amigos. Não há que maltratá-los, exibi-los, isso me parece muito cruel.

Quais são seus sonhos para todos os animais?

Que nenhum seja vítima de maus tratos ou falta de amor. Que tenham um lugar onde os queiram. Isso só para animais domesticados, os demais que sejam livres e fiquem em paz no lugar onde habitam.

Você tem alguma mensagem para os jovens brasileiros sobre os animais?

Pois que cuidem dos animais que tem sob sua proteção e se podem, ajudem os que não estão.

FARRA DO BOI, COVARDIA SEM LIMITES

16/03/2008

A farra do boi, aliás, a farra dos homens e martírio do boi, é uma dessas pragas oriundas do passado e transmitidas ao presente através da tradição.

O homem tem a tendência natural ao aperfeiçoamento em todos os campos, desde o pensamento até o modo de agir. Por exemplo; chegou à conclusão que é muito melhor usar talheres que comer usando as mãos. Só que em Santa Catarina, terra da farra do boi, parece que o homem ainda não chegou a essa conclusão simples e básica do aperfeiçoamento. Não há grande diferença entre atacar um animal simples e inofensivo e comer usando as mãos ou outros atos primitivos. São absurdos do passado quando o homem era ainda mais cruel, violento e ignorante, que teimam em continuar através dos tempos tudo legalmente usando como desculpa a tradição.

O homem se faz de cego por conveniência e faz que não entende que também a tradição, feita pelos homens, está cheia de erros. A tradição não pode ser justificativa para a crueldade. “Um bando de vândalos armados de paus e pedras correndo atrás de um animal para espancá-lo até a morte não pode ser algo de um homem civilizado desse século”. Mas é isso que acontece na farra do boi. São esquecidos o humanismo, a cidadania, a paz e bondade. As pessoas mostram realmente quem são; não passam seres muito inferiores aos animais. O pior de tudo é que passam essa idéia errada para as crianças, futuras gerações, estas imbuídas do mesmo espírito e para imitar os mais velhos, fazem também sua pequena farra do boi. No caso, substituindo o boi por pequenos animais inocentes como cães e gatos.

As pessoas de bem, que compreendem a causa animal, sentem vergonha de pertencer a essa classe chamada “humana”, verdadeiros e cruéis predadores de todas as outras espécies. Os defensores da causa animal pertencem a uma classe diferente de pessoas. Espalhados por todas as partes do mundo e engajados nos mais diferentes seguimentos da defesa animal, são as únicas esperanças para os animais, que de outra forma poderiam ser totalmente extintos.

ORIGENS DA FARRA DO BOI. A farra-do-boi, que acontece todos os anos no Balneário Barra do Sul, a 40 quilômetros de Joinville (SC), começa na Quinta-Feira da Semana Santa. Teve início na Península Ibérica, por volta do século XIV, originando-se de uma mistura da luta de animais – que era um dos lazeres da burguesia – com a corrida de touros, festa nacional espanhola. Atualmente, ainda existe a Corrida de São Firmino, na Espanha. Da forma como acontece hoje, em Santa Catarina, a farra-do-boi teve origem na Ilha Terceira, nos Açores, com o boi correndo pelas ruas, sendo enfrentado por toureiros improvisados. A tradição chegou à Santa Catarina trazida pelos primeiros seis mil açorianos que lá desembarcaram entre 1748 e 1756. A farra-do-boi consiste na corrida de bois pelas ruas, ficando as pessoas com o direito de irritarem os bois, em outras palavras, espancá-los com paus, pedras e outros objetos numa carnificina sem limites. A Lei proíbe esta manifestação folclórica, por força de uma decisão que a pôs na ilegalidade. Apesar disso, como acontece no Brasil com a maioria das Leis de proteção aos animais, essa também fica só no papel pois a farra continua acontecendo. Leonardo Bezerra.

IMAGEM DA SEMANA

09/03/2008

Na foto acima, as zebras como quaisquer outros animais, desconhecem a tradicional figura do "puxa saco". Os animais não tem preferência uns pelos outros levados por interesses materiais. Tratam-se sempre com igualdade.

O mesmo não acontece na foto de baixo. É um típico chefe de uma empresa que ao desejar fumar um cigarro, imediatamente surgem dezenas de "puxa sacos", todos devidamente rápidos e preparados numa atitude de querer agradar ao chefe, coisa de seres humanos. O pior é que quando surge algo errado no trabalho ou na vida diária, os humanos costumam dizer: "Deu zebra". Se desse "zebra" estaria muito bom. Na verdade, diante das trapalhadas e erros, e toda espécie de conflitos, violências, destruição da natureza, desrrespeito aos animais o melhor a dizer é: "deu humano".
Leonardo

CANGÁPOLIS, UM PARAISO PARA OS ANIMAIS - ENTREVISTA - "MIRTHA ORTIGOZA"

08/03/2008

Cangápolis é um desses lugares especiais, difícil de se imaginar, que às vezes aparecem só em filmes. É o sonho de criança de todos os protetores de animais; ter um lugar grande, seguro e maravilhoso para abrigar todos os animais do mundo. E claro, o sonho de todo animal. Mas para quem estiver visitando o Paraguai e resolver visitar a Ilha Aveiro, na colônia Juan de Salazar, verá que esse sonho é uma realidade. Uma realidade nascida do sonho de uma menina que há muito tempo idealizava ter um lugar para os animais.
Essa menina, agora adulta, mas ainda menina de coração é Mirtha Ortigoza, a criadora e mantenedora de “Cangápolis”, que quer dizer “cidade dos cães e gatos”. Um sonho difícil, que exige
muita dedicação é amor aos animais, mas isso é o que não falta para Mirtha, que dedica sua vida a essas criaturas indefesas e belas. Para conhecer mais desse projeto maravilhoso é que apresentamos Mirtha a todos nossos leitores em forma de uma entrevista onde ela nos conta muitas coisas sobre esse sonho que com certeza é também o sonho de todos aqueles que amam os animais.

Mirtha, desde quando você gosta dos animais?

Desde muito pequena sempre gostei de cães e de cavalos porque vivíamos numa cavalaria. Meu pai era militar de cavalaria e me transmitiu sua paixão pelo cavalo. Depois eu fiquei gostando também de outros animais. Quando criança nunca brinquei com bonecas, sempre meus filhos eram animaizinhos vivos que eu criava. Fui conhecida na época de minha infância e juventude por criar passarinhos órfãos. Gente de todos os lados me visitava para ver os passarinhos que viviam soltos que pousavam nos braços das pessoas e dos visitantes. A maioria eram “gorriones e mirlos”.

Por que se decidiu dedicar-se a eles?

Porque me dão muita pena os animais abandonados, porque não podem falar para dizer que dói isso ou aquilo, para dizer que está triste, que tem fome, que tem frio, porque sofrem em silêncio e amam a vida como nós e porque tem direito de ser felizes e ser protegidos em todos os momentos. São nossos irmãos menores como dizia São Francisco de Assis.

Quando iniciou Cangápolis?

Cangápolis quer dizer Can; cão. Ga; gato e Polis; cidade. Decidi criar uma cidade para cães e gatos. Depois começamos a receber animais silvestres feridos e de granja. Com infra-estrutura em 10 de agosto de 2003. Antes, dez anos atrás, recolhia animais e os trazia à minha casa.

Como é sua vida diária com os animais?

Full-time. Levanto-me e começo fazendo resgates, logo vou pelas veterinárias para fazer verificações médicas nos animais resgatados e depois vou ao albergue. Há muita interação com os macacos, cavalos, gatos e cães. No final do dia entrego os animais adotados em suas novas casas.

Quais são as dificuldades que encontra?

A incompreensão sobre este trabalho que considero um apostolado, por parte das pessoas comuns e das autoridades. A falta de meios que ajudem realmente a manutenção do centro. A falta de uma política para a defesa dos animais, de nossos bosques, de nossa fauna e flora, a falta de uma justiça exemplar para os que maltratam aos seus animais, a ignorância de nosso povo, produto da pobreza e da falta de um ensino nas escolas sobre a prevenção das enfermidades zoonóticas através da limpeza e não da matança dos animais.

Quais são seus planos para Cangápolis?

Fortalecer a área silvestre, converter o centro numa escola para jovens estudantes e claro, seguir tramitando a personalidade jurídica. Fortalecer nossa clínica de atendimento gratuito para os animaizinhos de moradores da zona de escassos recursos é um desafio.

Que tipo de ajuda mais necessita?

Ajuda econômica, ajuda técnica para a área silvestre, ajuda de voluntários para poder formar uma equipe que me possa suprir quando no futuro eu não estiver. Toda ajuda é bem vinda e é pouca para a diversidade de trabalhos a realizar. Mas infelizmente sem dinheiro tudo é muito mais difícil.

Onde fica Cangápolis?

Na Ilha Aveiro, colônia Juan de Salazar, uma zona rural localizada em San José de los Campos Límpios, Paraguai. Contamos com dois hectares. Quando conseguir a personalidade jurídica desse lugar doarei a Cangápolis.

Qual é sua mensagem para os leitores brasileiros?

Que nos unamos para salvar nossos bosques. Que nos unamos para ajudar aos animais maltratados. Que procuremos fazer cumprir as poucas leis de proteção dos animais que temos, porque que triste seria nosso futuro sem um rabinho movendo-se, que nos recebe ao chegarmos cansados em casa. Que triste seria o futuro sem o canto das aves! Sem os animais nos transformaremos em zumbis. JUNTOS PODEMOS EXIGIR QUE RESPEITEM OS DIREITOS DOS ANIMAIS A NÍVEL GLOBAL. QUEM SE PREOCUPA COM OS ANIMAIS QUE MORREM NOS BOMBARDEIOS DOS ZOOLÓGICOS QUANDO HÁ CONFLITOS ARMADOS? São crimes de guerra e tem que ser condenados também.


Você que ama o Brasil e espera grandes mudanças. Conheça nosso novo trabalho, você vai amar!

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Resumo da Declaração Universal dos Direitos dos Animais

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais da ONU

01 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

02 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.

03 - Nenhum animal deve ser maltratado.

04 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

05 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.

06 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

07 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

08 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra o animais.

09 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender

Os gatos mais caros do mundo

Os animais tem sentimentos...