DEFESA DOS ANIMAIS

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LIVROS SOBRE ANIMAIS FAZEM O MAIOR SUCESSO EM SÃO PAULO

11/07/2009

A consciência para o amor aos animais, seus cuidados e preservação tem crescido muito nas grandes cidades do Brasil. São Paulo funciona como uma espécie de termômetro por ser a maior cidade do país. Tudo que acontece por aqui acaba se refletindo nas outras grandes cidades. Aqui pode se observar o amor que pessoas de cidades grandes têm pelos animais domésticos. Quase não há quem não tenha um cão ou gato. Por outro lado, principalmente na periferia, é grande o número de cães de rua, sem donos, que sobrevivem do que encontram nos lixos. Em meio a essa diversidade e contraste que vai desde animais muito bem cuidados com todas as regalias até aos abandonados, se observa um fenômeno praticamente recente, a procura de livros sobre animais.

Na verdade as livrarias estão cheias e os temas são variados. Desde livros ligados à defesa dos animais e seus direitos até as extraordinárias aventuras com os animais, sendo estes últimos os mais procurados.

O que tem contribuído para que esses livros façam tanto sucesso são dois fatores; filmes retratando histórias com os animais como “Marley e Eu”, campanhas e movimentos das ONGs, incluindo agora até a Prefeitura de São Paulo e também a presença cada vez maior de animais nos programas de televisão. Claro que os defensores são contra programas que ridicularizam os animais onde mostram vídeos onde esses passam por situações constrangedoras. Também são contra programas que colocam os animais para fazer malabarismos iguais aos animais de circo. Mas nem sempre isso acontece, há programas que apenas mostram a beleza dos animais e claro, os noticiários sempre estão apresentando alguma história de animais que salvam pessoas e outros fatos interessantes.


A leitura sobre os animais é uma das mais gratificantes. A maioria dos livros conta histórias reais das aventuras de seus donos com os animais. Outros livros abordam os temas de forma mais científica, mesmo assim igualmente interessantes.

Atualmente ao menos em São Paulo, esses livros podem ser encontrados na maioria das grandes livrarias como Saraiva e outras. Também podem ser pedidos pela Internet com pequeno acréscimo do frete. De toda maneira todos valem à pena. Transportam-nos para um mundo de amor, de compreensão, faz um bem enorme para a alma. Parece que encontramos na vida simples e pura dos animais algo que está faltando na vida dos humanos há muito tempo.


Livros indicados

Quando os elefantes choram: Será que os animais sentem emoções? Será que choram, sentem raiva, amor e ódio? É um livro baseado em estudos científicos que mostra em profundidade com que os animais experimentam emoções. São histórias comoventes escritas por cientistas, mas numa linguagem clara acessível a qualquer pessoa. É um marco imperdível para qualquer pessoa que tenha um animal de estimação.

Dewey, um gato entre livros: Conta a bela história de um gatinho que foi deixado na caixa de coleta de livros da biblioteca de Spencer, cidadezinha de Yowa, Estados Unidos. Acolhido pela diretora da biblioteca, o gato cresce entre os livros. Com seu carisma e beleza, torna-se atração da biblioteca, depois de toda a cidade, logo aparece na TV, atraem pessoas de todo o país e finalmente até do mundo. A história é contada por Vicki Miron, diretora da biblioteca e dona do gato. Traça a trajetória e o fascínio que o felino despertou em todos que por lá passaram durante seus 19 anos de vida. É uma história bela e comovente. Inusitada. Como um simples gato pode mudar a vida de toda uma cidade?

Marley e Eu: Um livro que foi transformado em filme de grande sucesso já apresentado nos cinemas e agora DVD. Se bem que o livro é bem melhor que o filme. Trata das aventuras e desventuras do casal John Grogan (autor do livro) e Jenny, que no inicio do casamento por não conseguirem ter filhos resolvem adotar um cão labrador. O que eles não sabem é que o terno filhote se transformaria num animal enorme com 44 kg e num verdadeiro furação, indomável e trapalhão, que derruba tudo por onde passa e viria a transformar totalmente a vida do casal. Fica na história o sentimento de amor que seus donos sentem apesar das grandes trapalhadas e confusões.

Orson Um cachorro para toda a vida: Neste belo livro Jon Katz, seu autor e especialista em cães, mostra as dificuldades que teve em criar um border collie na cidade. Animal próprio para pastoreio tratava então de pastorear ônibus, pessoas e tudo o mais que encontrava como se fossem ovelhas. Apesar das dificuldades, Jon transmite toda a compreensão e inteligência dessa raça de cães além da bela aventura o simpático Orson.

O caçador de crocodilos: Quem já viu na TV o famoso Steve Irwin abraçando-se com um enorme crocodilo tem a idéia de que ele era um caçador. Na verdade foi um dos ícones da causa da preservação da fauna em todo o mundo. Este livro conta suas aventuras, lutas com serpentes, resgate de crocodilos ferozes e toda sua especialidade em resgate de animais ameaçados de extinção. É uma biografia de Terri Irwin, sua esposa, ninguém melhor para contar as aventuras e o pensamento desse grande defensor dos animais.

Um leão chamado Christian: É uma das histórias mais emocionantes sobre animais de todos os tempos. Um vídeo de dois minutos exibido no YouTube transformou-se num dos maiores fenômenos da internet com mais de 4 milhões de visitas. Conta a história de dois jovens em Londres que compraram um filhote de leão e o criaram em seu apartamento. Embora manso como um gato, com o tempo o animal cresceu e não foi mais possível continuar com ele em casa. Assim, resolvem deixá-lo aos cuidados de uma reserva animal na África. Passado um ano, os jovens movidos pelas saudades, resolvem reencontrar Christian. São recomendados a não fazê-lo, pois o animal agora livre provavelmente não os reconheceria.

Mesmo assim vão ao encontro do amigo. O vídeo famoso mostra o momento do encontro, uma das cenas mais belas que um ser humano pode ter o privilégio de ver nesse mundo. Quando Christian os vê a distância, corre para eles e abraça-os como uma criança faria com seus pais. Uma cena comovente capaz de demonstrar que os laços de amor não tem fronteira de espécie, de tempo nem de distância. O livro contém mais de 50 fotos de toda a trajetória e é contada pelos dois jovens: Anthony Bourke e John Rendall.


Alex e Eu: Este livro conta a história do papagaio mais inteligente do mundo. Um animal que superou todas as fronteiras entre as espécies chegando a se comunicar perfeitamente com sua dona a cientista Irene Pepperberg. No livro ela conta seu relacionamento com Alex durante 31 anos, comprova que ele sabia mais de cem palavras, que era capaz de somar e entender conceitos como maior, menor, mais e menos, etc. Irene descobriu por meio de suas pesquisas que vivia com uma criatura consciente, que sabia perfeitamente o que estava fazendo. Um livro que muito contribui para mostrar porque devemos defender os animais. Que não são objetos nem vida simples como um vegetal, o que infelizmente ainda é a idéia de muita gente. Leonardo Bezerra


Veja a incrivel inteligência de Alex
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CAMPANHA MILIONÁRIA EM DEFESA DOS ANIMAIS DE SÃO PAULO

04/07/2009


Finalmente parece que chega a vez dos animais em São Paulo. Esperado há décadas pelas ONGs protetoras e pelos defensores dos animais, afinal a Prefeitura acena com uma campanha milionária para melhorar a situação dos animais domésticos e de rua de São Paulo. A consciência da defesa dos animais em todos os âmbitos tem crescido no Brasil e no mundo nos últimos anos. Alguns ativistas ligados a ética, outros por puro amor aos animais e outros por acaso, mas enfim o importante é que os animais ganham destaque no que se refere à proteção e cuidados como seres vivos e não como objetos.

Campanha

Por isso mesmo é que a Campanha tem o slogan “animais não são objetos”. Está sendo implantada pela Prefeitura e tem o objetivo de conscientizar os donos de animais sobre questões como posse com responsabilidade, cuidados, vacinas, castração, adoção e toda uma gama de temas relativos aos animais domésticos como cães e gatos. Claro que grande ênfase é dada a questão dos animais abandonados que, segundo a Campanha, contarão com a reforma do Centro de Controle de Zoonoses, descentralização do mesmo, permitindo que os animais sejam cuidados com maior conforto até sua adoção e há até mesmo a previsão da criação de um núcleo para que animais não adotados possam ficar até o fim de suas vidas.

Investimentos

São destinados R$ 9,2 milhões sendo R$ 1,3 milhões para a criação do Núcleo de Proteção e Bem-Estar para animais abandonados – R$ 700 mil para reforma e descentralização do CCZ – R$ 3,4 milhões para castrações, passando dos 41 mim para 100 mil animais – R$ 4 milhões para a Campanha publicitária em rádio, TV, jornais, internet, e folhetos.

Materiais da Campanha

O passo inicial foi dado com a criação de um site, Probem, Programa de Proteção e Bem-Estar de Cães e Gatos www.prefeitura.sp.gov.br/probem onde as pessoas podem encontrar assuntos como:

Matéria para professores
Fotos de animais para doação do CCZ
Guarda responsável (cuidados com os animais)
Achados e perdidos
Cartilha para crianças
Campanhas de vacinação

Vários outros temas também podem ser encontrados no site, como o RGA para os animais, telefone para denuncias, teste para uma pessoa saber se está preparada para adotar, etc.

Exibir mapa ampliado

Pelo visto a Campanha é mesmo para valer, alívio muito grande para os defensores e pessoas de bom coração que sofrem ao ver animais abandonados e sem nenhuma chance de adoção ou de vida. A Campanha tem como objetivo fazer com que as pessoas não abandonem seus animais e ao mesmo tempo saibam como cuidar de maneira que o animal não se torne num objeto, mas que tenha participação na vida da pessoa, como amigo e como vida. É bom lembrar que a média de vida dos cães é 12 anos e gatos ainda mais chegando aos 19 anos. Portanto, ninguém deve adotar um animal por modismo, pois isso logo passa e fica a responsabilidade, que nem sempre é cumprida. Ninguém deve comprar animais de raça, pois está incentivando a comercialização na maioria das vezes ilegal e causando sofrimento aos animais que são forçados a se reproduzir em condições precárias, unicamente para gerar dinheiro como se fosse uma fábrica de filhotes. A melhor maneira é através de doação de preferência do CCZ ou de ONGs que se acham superlotadas. Leonardo Bezerra


Vídeo de promoção da Campanha
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SUL-AFRICANA CONVIVE COM ANIMAIS SELVAGENS DENTRO DE CASA

30/06/2009

Você viveria com onze gatos, quatro guepardos, cinco leões, dois tigres e três cães? Pois isso é o que faz com muita disposição e amor a sul-africana Riana van Nieuwenhuizen, de 46 anos, da cidade de Bloemfontein, África do Sul. Apesar de parecer incrível, a convivência é totalmente pacífica em total contraste com os humanos que não conseguem ficar juntos por muito tempo. Os animais andam soltos pela casa, fazem o que querem e até sobem na mesa, pois são extremamente dóceis.

Um sonho de criança

Para realizar seu sonho Riana deixou seu emprego no Departamento de Justiça onde havia permanecido por 22 anos e resolveu ficar num rancho com os animais num projeto que visa à preservação dos guepardos. A mudança não foi de uma hora para outra; "Eu já estava envolvida ativamente com uma ONG de proteção aos animais havia dez anos, como voluntária para criar filhotes órfãos", esclarece.Seu primeiro animal foi Fiela, uma fêmea de guepardo conseguido em 2006, quando ela verificou que esses animais caminhavam rápido para a extinção restando somente 1000 deles na África do Sul. A Cheetah Experience É a ONG dirigida por Riana. Um projeto que visa à preservação dos guepardos. O objetivo e conscientizar as pessoas para preservar esses belos animais. Lá também são vistos outros animais que convivem pacificamente. As pessoas podem passar a mão neles, tirar fotos e tudo o mais como se fossem animais domésticos. Na verdade eles são mais que domésticos, fazem parte da família. Até dormem na cama com Riana.

O que faz Cheetan Experience. Eis a explicação do site da ONG

“Guepardos não representam uma ameaça para a vida humana. Quando se encontra a pé, um guepardo vai olhar longo e duro em sua direção e, depois, passar ao largo a grande velocidade. Eles podem, no entanto, ser agressivos em cativeiro, e é sempre aconselhável para lidar com eles com cuidado. Um corte no rosto com as garras longas não será facilmente esquecido.

Riana se apercebeu da insubstituível nobreza do guepardo que está seriamente ameaçado, uma vez que se aproxima da extinção, como Fiela comprou filhotes jovens e domesticados e criados para aumentar a sua educação sobre estes animais e sensibilizar para a sua situação crítica."

Como trabalha a Cheetan Experience

Turismo e encontros
Toque chita uma sessão fotográfica
Escolas e grupos
Casamentos com fotos

Oferecemos também

Um encontro para crianças onde eles podem alimentar e tocar os animais
Um jogo com área selva ginásio
Jogos, passeios ou unidades para até 120 crianças ao mesmo tempo
Arte e introdução de atividades todas as 32 espécies (cães selvagens, caracals, girafa, Warthog, springbuck e muitos mais) Ajudar a salvar o guepardo doando hoje! A taxa é cobrada para cobrir uma visita, e inclui a supervisão pessoal e de transporte de e para o local, bem como uma palestra sobre a espécie.”

Parece que Riena com todas estas atividades durante o dia e ainda jantando e dormindo ao lado desses belos animais realiza o sonho de todo defensor dos animais, principalmente os das grandes cidades que quando muito tem que se contentar com um cão ou gato. (fontes: Daily Mail e Cheetan Experience) Leonardo Bezerra


Veja no vídeo como os animais convivem em paz
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BARCO FUTURISTA EARTHRACE VAI DEFENDER BALEIAS CONTRA CAÇA

27/06/2009

Independente dos resultados alcançados pela CBI, Comissão Baleeira Internacional, reunida em Funchal, Ilha da Madeira, (22 a 26 de junho) uma coisa é certa, os ativistas em defesa dos animais saem da reunião mais que satisfeitos. O que os levou a essa alegria toda talvez não fossem os resultados burocráticos e cheios de interesses, mas sim o anúncio pelo Sea Shepherd, o mais radical defensor das baleias, de que o barco futurista e recordista de circum-navegação Earthrace irá combater os baleeiros japoneses na próxima temporada.

O Earthrace

É o barco mais moderno e rápido do mundo. Construído em 2004 na Nova Zelândia com o objetivo de bater o Recorde de circum-navegação, é um barco completamente diferente do usual. Possui um design completamente inovador e consome somente bio-diesel. Feito para superar as condições do mar de maneira completamente diferente; submergindo nas ondas maiores, evitando que a estrutura seja danificada e também perder velocidade.Com 24 metros de comprimento e pesando 23 toneladas quando cheio de combustível, o Earthrace pode navegar com uma tripulação de apenas quatro pessoas. Já foi testado em ondas de mais de 12 metros com ventos de 40 nós e bateu o Recorde de circum-navegação em 60 dias, 23 horas e 49 minutos. Com essas qualidades e sua grande velocidade, torna-se num instrumento perfeito para interpor-se entre as baleias e os arpões dos navios japoneses.

Uso do Earthrace pelo Sea Shepherd

Para quem não sabe, o Sea Shepherd, comandado pelo capitão Paul Watson, é a organização em defesa dos animais mais radical do mundo. Enquanto organizações conhecidas como radicais como o Greenpeace colam cartazes em lugares inusitados ou navegam com pequenos barcos em frente às baleeiras japonesas, o pessoal do Sea Shepherd simplesmente parte com seus navios para o abalroamento dos navios japoneses, com grande risco e causando milhões em prejuízos aos japoneses, isto sem contar a parte legal, quando as empresas de pesca japonesas tentam processar os ativistas radicais.Assim, quando foi anunciado pela referida entidade que para a próxima temporada de caça será usado o Earthrace foi mesmo uma grande surpresa e motivo de alegria para os defensores das baleias, pois pelo visto os acordos nunca são respeitados só restando aos defensores o uso da força.

Quando Paul Watson deu a notícia de que pode adquirir e juntar o Earthrace ao SS Steve Irwin, navio atual, para combater as baleeiras na próxima temporada, foi mesmo uma surpresa. Claro que a notícia foi dada do lado de fora da conferência, pois Watson não pode entrar na mesma. “Nós estaremos usando-o para interceptar e obstruir arpões” disse o capitão Paul Watson.

O Earthrace perderá sua cor alumínio e será pintado de preto, a cor do Sea Shepherd e será a mais poderosa arma já vista num movimento de defesa dos animais. Mas segundo o capitão, o barco em si não será a arma principal, mas sim as câmeras de vídeo usadas para mostrar o pouco caso que os japoneses fazem dos tratados e do mundo. O navio Steve Irwin também estará recebendo tratamento especial para reparos na forma de $500.000, pois saiu danificado em conflitos com os japoneses no inicio do ano.

Dentro da conferência

Os japoneses que vem descumprindo a moratória de 1986, caçando todos os anos mais de 800 baleias, alegando sempre a mesma desculpa de “fins científicos”, pediram a Austrália para impedir que o navio Steve Irwin deixe o porto no próximo verão antártico, mas claro que seus argumentos não serão levados em consideração. Japoneses reclamaram ainda da Nova Zelândia com referência ao Earthrace o de nada vai adiantar.

Assim, além da já acirrada opinião mundial em defesa das baleias, das inúmeras organizações defensoras se junta contra essa caça sem sentido e ilegal uma arma poderosa no sentido de cativar ainda mais a opinião mundial, a vontade férrea e a coragem do capitão Paul Watson e o futurístico Earthrace, algo que jamais se esperava que viesse a contribuir para a causa da natureza e da defesa dos animais.
(Fontes: EVANA e Brisbane Times) Leonardo Bezerra


Conheça o Earthrace

BALEIAS VOLTAM A DESPERTAR A ATENÇÃO MUNDIAL

25/06/2009


Reunidos em Funchal, capital madeirense, Portugal, de 22 a 26 de junho os representantes dos 85 países participantes da Comissão Baleeira Internacional com a finalidade de discutir a moratória de 1986 que proibia a caça à baleia com fins comerciais. Claro que apesar da assinatura do acordo de proibição na época, países como o Japão vinham burlando o acordo de maneira irresponsável alegando que sua caça era para fins científicos e não comerciais. Sendo assim, pelo visto toda a população japonesa é composta por cientistas e todos querem estudar as baleias, pois a média anual de animais caçados por aquele país era de 800 animais.

Por incrível que pareça, o Japão vem contando essa história que não convence nem a crianças há anos. Mas, pelo visto o Japão está com seus dias contados no que se refere a caça às baleias. Já na última temporada o resultado foi um fracasso para alegria dos defensores e de seus dois grandes inimigos, a Austrália e o pessoal do Sea Shepherd que não lhes deu trégua durante as atividades.

Entre os outros temas serão discutidos a distribuição das quotas de caça às populações aborígenes, conservação da espécie, métodos de caça, e claro, a torcida do Japão no sentido de que a reunião fracasse sem nenhum acordo concreto. Na verdade nesse sentido a CBI está diante de uma situação difícil, pois há muita discordância entre os participantes. Se por um lado há o peso ético e a pressão de ambientalistas e defensores dos animais, por outro há os interesses comerciais relativos aos negócios mantidos com o Japão.

Ações jurídicas


A Austrália veio mesmo determinada para esta reunião com a finalidade de fazer valer seus argumentos contra a matança de baleias. Tanto é que vai doar a CBI 850 mil euros para programas de conservação e investigação sobre as baleias promovendo assim um meio para que a CBI possa dar maior atenção às ameaças que baleias e golfinhos enfrentam por parte de caçadores em potencial.

Por outro lado, diante de um fracasso da reunião, resta ainda aos países defensores os recursos jurídicos que, aliás, já deviam ter sido aplicados há muito tempo. Ou seja, ninguém pode simplesmente assinar um acordo internacional e não cumpri-lo.

As baleias pequenas

Muito bem lembrado pela WWF – World Wildlife Fund é a questão das baleias pequenas. Enquanto as grandes, pelo menos teoricamente, são protegidas pela moratória de 1986, as pequenas são caçadas sem nenhuma proteção legal. Por isso mesmo a referida entidade (WWF) apresenta na conferência um relatório sobre a situação desses animais e defende a urgente criação de medidas de proteção iguais aos já existentes para as baleias grandes.

Pequeno histórico da caça à baleia

Iniciada de forma artesanal numa época em que os homens desconheciam totalmente a palavra ética e viviam da ganância e brutalidade, onde ser duro e agressivo com os animais era sinônimo de masculinidade, assim era a caça no passado. Os barcos eram pequenos e os arpões manuais, mas veio dar início a uma tradição e comercio causando grandes males e conseqüências terríveis para o futuro.

Em 1931 quando se tentou um primeiro tratado internacional já se abatiam 40 mil baleias por ano. Os grandes da época nesse aspecto eram a Noruega, Reino Unido, Austrália e África do Sul. Felizmente, com exceção da Noruega, esses outros países despertaram para o aspecto conservacionista e de caçadores se tornaram em defensores.

Em 1946 apareceu um primeiro acordo chamado “Convenção para a Redução da Caça à Baleia”. Foi dele que nasceu depois a atual Comissão Baleeira Internacional. De início a CBI não tinha o objetivo de proteger baleias, mas sim de manter os estoques de forma a manter constante a atividade da caça.

Com a mudança de pensamento mundial e o entendimento ético da defesa dos animais e do meio ambiente é que vários países começaram a pensar diferente sobre a questão das baleias e em conseqüência o pensamento geral da CBI mudou de um regulador de estoque para o conservacionismo. Assim, a Comissão não tem poupado esforços no sentido de conservação e de criação de santuários. Incluindo aqui uma moratória de 1982 ainda em vigor e a de 1986, totalmente desrespeitada pelo Japão.

Apesar do não cumprimento da moratória pelo Japão e da Noruega simplesmente não ter assinado, não há dúvidas de que essas medidas evitaram o desaparecimento de algumas espécies como a baleia-azul que se aproximou da extinção.


Inimigos frente a frente

Além dos ambientalistas, defensores dos animais e pessoas ligados à ética sobre a questão animal, o grande inimigo da caça à baleia é o Sea Shepherd, entidade mundialmente conhecida por seus métodos totalmente inusitados como enfrentar os navios japoneses simplesmente abalroando-os com seus navios, provocando grandes prejuízos e medo em muitos casos conseguindo parar totalmente a caça.

Por isso mesmo é que o destemido mantenedor da entidade mais radical do mundo, Paul Watson desembarcou no aeroporto de Madeira para participar da Conferência. Mas assim que desceu do avião foi imediatamente detido pelas autoridades portuguesas, pois lhe pesava um processo de aventuras passadas. Por sorte, depois de quatro horas de detenção, foi liberado depois de constatado que o processo já havia expirado. Assim, o polêmico lobo do mar pode permanecer em Funchal para observação da referida conferência e terror dos japoneses.


Baleias no Brasil só para fotos

INSTITUTO BALEIA JUBARTE – ORIGEM E ATUAÇÃO

“A pequena cidade histórica de Caravelas, no extremo sul da Bahia, é o ponto no continente mais próximo do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Os primeiros visitantes da região foram os portugueses, que navegaram pelo rio Caravelas já em 1503. Desde então, outras celebridades como o naturalista inglês Charles Darwin também estiveram por lá, maravilhando-se com a rica fauna local, nela incluídas as baleias jubarte, muito mais numerosas antes da caça que quase extinguiu a espécie em águas brasileiras.

Em 1987, durante os trabalhos de implantação do Parque, foi redescoberta a presença de uma pequena população remanescente de baleias jubarte e sugeriu-se a importância de Abrolhos como principal “berçário” da espécie no Oceano Atlântico Sul Ocidental. Assim nascia o Projeto Baleia Jubarte, com a finalidade de promover a proteção e pesquisa destes mamíferos no Brasil.
Caravelas passou, assim, de importante porto baleeiro no Brasil Colônia a sede da primeira base de um projeto de conservação de jubartes no país. Em 1988 foram realizados os primeiros cruzeiros para fotografar as baleias jubarte, e as primeiras tentativas de estudar os animais a partir de uma estação em terra no arquipélago dos Abrolhos.

O Projeto foi posteriormente, em 1996, transformado em Instituto Baleia Jubarte, organização não-governamental que possui como missão “conservar as baleias jubarte e outros cetáceos do Brasil, contribuindo para harmonizar a atividade humana com a preservação do patrimônio natural para o benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.”
Leonardo Bezerra

A SITUAÇÃO DOS CAVALOS NA CIDADE DE SÃO PAULO

20/06/2009

Nos bairros da periferia de São Paulo e outras grandes cidades é comum observar-se cavalos abandonados que perambulam tristes pelas ruas. Alguns têm mesmo o hábito de revirar os sacos de lixo à procura de alimentos mais parecendo um cão vira-latas que cavalo. A situação é muito triste. A maioria das pessoas, confortáveis e bem alimentadas o que faz normalmente é afugentá-los como se tratasse de um objeto e não de uma vida. Por sorte e para felicidade de alguns, pelo menos em São Paulo, esses pobres animais contam com a sensibilidade, o sacrifício e o amor de Cynthia Fonseca, verdadeira heroína dos tempos atuais, porém desconhecida, pois as pessoas só querem saber de cavalos quando destes podem tirar proveito. Na hora de ajudar nem pensar.

Situação dos cavalos de rua

Doentes, abandonados, quase sempre famintos. Essas são as condições em que são recolhidos das ruas de São Paulo pelo CCZ – Centro de Controle de Zoonoses sendo a média de dois por dia. Antes do trabalho de Cynthia a maioria desses animais era simplesmente morta, pois não havia como abrigar tantos cavalos. Depois de muita luta a ONG Anjos dos Cavalos, conduzida por Cynthia, conseguiu reverter à situação com a permissão para usar parte das instalações para recuperar a saúde desses animais.

Maus tratos

Por incrível que pareça, a situação dos cavalos que tem donos é ainda pior do que a daqueles que vivem abandonados. Os donos fazem os animais trabalhar todo o dia e às vezes ainda os alugam para outro carroceiro à noite. A maioria não tem a alimentação apropriada, deveria comer cerca de cinco quilos de ração e, pelo menos, meio fardo de feno por dia, coisa que não acontece. Os carroceiros ainda os espancam com chicotes muitas vezes atingindo os olhos dos animais e provocando cegueira. Outros ainda andam com as patas machucadas pelo uso de ferraduras velhas e gastas.

Como a lei proíbe a circulação de carroças nas ruas e avenidas de São Paulo, os carroceiros quando denunciados, tem seu cavalo recolhido pelo CCZ. Para sorte do cavalo, o dono só tem cinco dias úteis para reclamar o animal e mesmo assim o custo para retirada deste é de R$ 1.500,00, dinheiro que normalmente o carroceiro não paga, mesmo porque não compensa já que a compra de outro cavalo não passa de R$ 200,00. Assim, o cavalo recolhido vai passar por todo um processo de recuperação e depois a doação para alguém responsável e não mais para trabalho nas ruas.

Por isso mesmo certamente a ONG Anjos dos Cavalos deve ser o terror dos carroceiros. Muitos destes vivem da cata de papelão e outros materiais pelas ruas e vêem nesse trabalho seu único meio de subsistência. Nada de errado, se tratassem seus animais com respeito e cuidados. O grande erro é que essas pessoas não tem a menor capacidade de entendimento com relação aos animais e por isso mesmo é que não se preocupam por eles.Passos para recolha do animal

1. O CCZ recebe denúncias pelos telefones: 0/xx/11 6224-5540 ou 5567 e pelo número 156

2. A equipe de Rua do CCZ sai para recolha do animal que é levado à sede do centro por cinco dias, quando faz exame de anemia infecciosa. Se der positivo, é sacrificado. Se der negativo, é entregue a uma ONG, que irá busca um novo abrigo para o bicho

3. O novo "dono" assina um termo de compromisso, onde reconhece que não tem a posse do cavalo e, portanto, não pode vendê-lo ou trocá-lo. Deve aceitar receber visitas supervisionadas.

Projeto Anjo dos Cavalos

Idealizado por Celina Valentino, mais conhecida como a “Celina dos Cavalos e dos Leões”. No período de 1996 a setembro de 2002, quando veio a falecer, conseguiu um novo lar para cerca de 2000 cavalos. O Projeto prosseguiu depois com Cynthia Fonseca

A história de Cynthia Fonseca

Quando completou 23 anos na profissão de dentista em 2005 foi que teve inicio a heróica história de Cynthia. Passou a ser conhecida como “a mulher dos cavalos” quando passou a recolher cavalos, éguas, mulas e jumentos nos bairros da periferia. Claro que isso ia diretamente contra os donos dos animais que não entendiam o amor por esses animais nem viam sentido em querer salvá-los.

Quem também não via graça nenhuma no heroísmo de Cynthia certamente era seu marido, também dentista com que ela trabalhava. Por isso mesmo viu com alívio quando ela resolveu dedicar-se totalmente aos cavalos. Parece mesmo que Cynthia estava na profissão errada, assim passou a estudar veterinária para melhor ajudar os animais.

O início de sua preocupação por cavalos deu-se em 2002, quando a amiga de sua mãe que cuidava de identificar os cavalos nas ruas e comunicar aos CCZ, morreu. Cynthia pensou em como ficaria a situação dos cavalos daí por diante. Foi então que passou a organizar o projeto Anjo dos Cavalos idealizado por Celina Valentino, com apoio da ONG Quintal de São Francisco. Com mais de seis anos de atividades do projeto, já foram salvos mais de 3.500 cavalos, tratados e encaminhados a sítios e fazendas onde passaram a ter nova vida longe dos maus tratos. Leonardo BezerraSegundo o Projeto Anjos dos Cavalos, eis os requisitos para quem desejar adotar um cavalo em São Paulo:

Obedecendo ao disposto na legislação em vigor, as pessoas interessadas em “adotar” um animal de grande porte na cidade de São Paulo (eqüinos em sua maioria) devem atender alguns pré-requisitos exigidos por lei, tais como:

Estarem cientes que não serão proprietárias, mas sim depositárias fiéis do animal “adotado”, não podendo vendê-lo, “doá-lo”, utilizá-lo em trabalho, fazê-lo procriar com fins econômicos, sendo permitido somente montaria para uso próprio ou de seu familiares.

Os animais já saem “chipados” do CCZ-SP.
Concordarem com a “aposentadoria permanente” do animal “adotado”, independente do seu sexo, raça, tamanho, idade e condições de saúde.

Deverão possuir propriedade rural, sendo obrigatório a apresentação de escritura definitiva do imóvel em que o animal permanecerá, dentre outros documentos exigidos.


Comunicarem de imediato a coordenação do PAC – Projeto Anjo dos Cavalos qualquer problema que afete o animal (mudança de endereço, venda da propriedade, falecimento de seu depositário fiel, impossibilidade de continuar com o animal, etc.).

Fazemos uma triagem muito criteriosa dos cadastros preenchidos no CCZ-SP, pois buscamos sempre o perfil do depositário fiel mais adequado para cada animal, objetivando pleno êxito na “adoção” e a melhor opção de vida e bem-estar para cada animal.

Se você tiver interesse em “adotar” um animal, dirija-se ao CCZ-SP, preencha uma ficha cadastral e receba todas as informações necessárias (exigências legais, documentação, valores de taxas, entre outras), bem como, conheça todos os animais que esperam por um novo lar e uma vida digna em meio à Natureza.

Em cidades onde as carroças ainda são permitidas – Recomendações do DETRAN-RS

Em sua cidade, pode ter horários e locais certos para circular de carroça. Converse com as autoridades de trânsito para saber.

O cavalo não é um animal tão forte como parece. Procure cuidar bem dele, lavar as feridas se houver, e alimentá-lo bem. Não coloque carga pesada demais ou arreios duros demais. Não bata com força no animal, pois quem perde é você.

Sempre que for dobrar ou ara, faça os gestos certos para avisar quem em atrás. É importante também vacinar o cavalo contra doenças.

Na hora que o animal estiver descansando, não o deixe solto, pois poderá se jogar contra os carros e as pessoas.

Crianças tem que estudar, não trabalhar em carroça. Isso é coisa de adulto. Nunca pare em “fila dupla”, ao lado de carro estacionado.

Andar na contramão é pedir acidente. Nunca faça isso. Tem que andar sempre pela direita, junto do meio fio ou acostamento, e no mesmo sentido dos carros.

Nunca passe sinal vermelho. O sinal vermelho não é só para os carros pararem, mas também para as carroças e papeleiros. Todos tem que parar no vermelho, para não dar acidente.

Nunca deixe o animal andar pela calçada, é muito perigoso.

Use o cavalo no máximo oito horas por dia. Cavalo cansa e sente dor, por isso não dá pra exagerar no trabalho.

Evite as avenidas mais movimentadas nos horários de pico. Muitos carros e muito barulho fazem mal ao animal e você vai trancar o trânsito.

POR QUE CÃES E GATOS FOGEM DE CASA?

11/06/2009

Um dos principais receios para quem cria animais domésticos como cães e gatos é a fuga. Quando isso acontece os donos ficam desesperados e imaginando as piores tragédias com seus animais. Alguns donos não perdem tempo e saem à busca de mil maneiras, circulando pela vizinhança, perguntando, colando cartazes de procura-se em postes, fazendo faixas e até oferecendo recompensas. Quando o dono é criança a coisa é ainda pior, meche com os sentimentos de forma profunda e a criança se desespera e acaba ficando doente.

Por que cães e gatos fogem?

São muitos os motivos. No caso dos cães os principais são: não se sente muito apegado ao dono por motivos que vão da indiferença aos maus tratos por parte deste, criado acorrentado, sente falta de liberdade e principalmente por motivo de procriação no cio. Este último fator é o mais terrível.

Quando o cão foge para acompanhar alguma cadela ele se esquece totalmente do sentido de orientação e chega a ir muito longe sem se preocupar com o caminho de volta. Não há quem não tenha visto um bando de cães seguindo uma cadela pelas ruas totalmente despreocupados com o caminho que estão seguindo. Quando o cio termina normalmente estão muito longe de suas casas e sem saber como voltar.

Nos outros casos, em que o cão sai para dar um passeio por falta de liberdade, há inúmeros casos em que ele volta espontaneamente variando num período de algumas horas para alguns dias.No caso dos gatos o que os fazem fugir são dois motivos; a caça e o cio. O gato por natureza é mais caçador e curioso. Assim, gosta de procurar locais como terrenos baldios ou parques para explorar. Depois de matar sua curiosidade na maioria das vezes volta. O cio também é o grande atrativo para os gatos e chegam a ir longe, contudo esses animais tem um sentido de território melhor que os cães e costumam voltar de grandes distâncias. Também enfrentam menos perigos, pois ao contrário dos cães que andam pelas ruas, os gatos fazem trajetos incríveis sempre evitando as ruas, isto é, por cima dos telhados e muros.

Onde procurar animais que fogem?

Levados pelo instinto, os animais procuram fugir das ruas barulhentas e procuram ruas calmas e sem movimento, terrenos baldios, parques ou pequenos matagais quando existem nas proximidades. Portanto, esses são os melhores locais para procurá-los. Quando se trata do cio, no caso dos cães, eles não ligam muito para os ruídos ou perigos e permanecem em ruas movimentadas aos bandos sem dar a menor atenção ao que se passa ao redor. Os gatos são mais reservados, normalmente procuram lugares sossegados ou os telhados.

O que fazer para evitar fugas?

O primeiro passo tanto para cães quanto para gatos é a castração. Evita o mais drástico motivo de fuga que é o cio. Restam então alguns outros passos: para os cães, quando soltos no quintal, manter o portão bem fechado e evitar brechas ou buracos nos muros. Quando acorrentados, manter uma guia por onde a corrente possa deslizar e permitir o cão ter mais liberdade. Bons tratos é também muito importante para que o cão tenha vínculo com a família. Levá-los a passear de vez em quando. É bom que o cão conheça todas as redondezas, pois inclusive se um dia fugir, depois de matar a curiosidade, logo ele encontra o caminho de volta. O ideal é sair com o cão muitas vezes deixando-o acostumar-se com a rua, com o quarteirão e com o bairro, assim saberá voltar.

No caso dos gatos, como não é possível levá-los a passear nem necessário, pois o trajeto de seus passeios não é feito pelas ruas, o melhor depois da castração é dar-lhes uma boa vida sempre com um local aconchegante, boa comida e água fresca. Os gatos sempre marcam muito o local onde são criados, assim por mais longo que seja o passeio sempre voltam.Quando um gato desaparece por algumas horas ou mesmo todo o dia não há com que preocupar-se, logo ele estará de volta. Pode acontecer também do gato em suas andanças entrar em alguma casa ou comercio e quanto resolver sair encontrar as portas fechadas deixando o bichano trancado por um dia, uma noite e às vezes até dias.

Cães fujões viram cães de rua

Boa parcela dos cães de rua surge entre os que fogem de casa e não conseguem encontrar o caminho de volta ou mesmo não se interessam mais em voltar. O cão depois de algum tempo perdido, aos poucos vai se adaptando ao novo meio. Quando fica faminto, logo percebe através do faro que não é tão difícil encontrar alimentos. Rasgando alguns sacos de lixo logo encontra o que procura. Para sorte dos cães, o lixo do Brasil é um dos mais ricos do mundo. As pessoas desperdiçam muito os alimentos. Com o tempo o cão também descobre os melhores locais para dormir, aprende a atravessar as ruas, usar a faixa de pedestres e habitua-se ao convívio com outros cães na mesma situação. Há até cães de rua em boas condições que aparentam não desejar outra vida.

Cães comunitários

Entre os que fazem das ruas sua morada há uma classe bastante privilegiada, são os comunitários. Cães que de alguma forma conquistam pessoas de uma determinada rua ou quarteirão que os passam a cuidar e alimentar sem, entretanto adotá-los definitivamente. Esses tem tudo que precisam, além da grande liberdade, alimentos e mimos de muitas pessoas. Leonardo Bezerra

COMO PROTEGER ANIMAIS DOMÉSTICOS CONTRA O FRIO

06/06/2009

Com a chegada do inverno nesse mês de junho, encontramos desde o início do mês temperaturas bastante baixas nas regiões sul e sudestes. As pessoas normalmente estão preparadas para enfrentar essas temperaturas com o uso de roupas adequadas, aquecimento, etc. Os animais silvestres também possuem seus próprios meios e mecanismos de defesa apropriados. O Grande problema no que se refere ao frio são os animais domésticos. Estão adaptados ao homem e dele dependem para quase tudo, inclusive para se defender do frio. Sendo assim, certamente são os que mais sofrem nesse período, isto porque os humanos simplesmente esquecem que animais também sentem frio.

Os que mais sofrem

Quando o assunto é frio, logo nos vem à lembrança dos cães de rua e ficamos com a idéia de que sofrem muito com o frio. Mas, na verdade eles não são os campeões do sofrimento. Adaptados às ruas e, portanto conhecedores do meio onde vivem, nas noites geladas sempre encontram o local mais abrigado às vezes nos lugares mais incríveis. Também costumam se proteger dormindo juntos passando o calor de um para o outro.

Por incrível que pareça o maior sofrimento fica por conta dos animais domésticos, sobretudo os cães. Quanto aos de porte pequeno e de raça, quase não há problema pelo fato de quase sempre ficarem à noite dentro de casa. O sofrimento mesmo fica por conta dos cães de porte grande que quando pequenos são o mimo da família, mas com o tempo, acabam abandonados no quintal amarrados a uma corrente. Quando chega o frio ninguém se dá conta de que o frio também chegou ao quintal e com muito mais intensidade, pois a maioria é forrado de materiais frios como lajotas ou azulejos. Quando há uma casinha para cães, normalmente tem a porta muito larga de forma que as correntes de ar entram com facilidade não oferecendo um abrigo satisfatório. Há muitos que nem sequer dispõe de uma casinha. Dormem em um canto qualquer em cima de um pano.Os cães que mais sentem frio

O frio não é igual para todos os cães. Depende do pêlo e do tamanho do animal. Segundo os especialistas, o que mais sofre com o frio é o salsichinha, teckel ou dachshund. Ainda nessa categoria dos friorentos estão o pincher, o fox terrier, o beagle, o fox paulistinha, o chiuaua e o pit Bull.

Os cães de maior porte

Em segundo lugar no que se refere ao frio estão os de pêlo curto, mas de porte maior como o fila, o dálmata, o whippet, o boxer e o weimaraner.

De toda maneira o melhor para atender aos cães na época de frio é classificá-los em três grupos: os de pêlo curto, que sentem mais frio, os de pêlo longo e de crescimento constante como poodle e outros e os de sub-pêlo que criam uma nova pelagem extra por baixo da normal antes do inverno. Também é importante pensar no porte do animal, quanto menor e pêlo mais curto, mais frio sente.Os cães dão o recado

Quando sentem frio os cães não ficam indiferentes. A noite é comum ouvi-los uivando o chorando com latidos lamentosos para ver se despertam a caridade do dono que muitas vezes nem liga. Os que ficam dentro de casa também apresentam sintomas típicos do frio; tremedeira, desânimo, faz mais xixi e só quer ficar deitado num local aconchegante.

Roupas para cães?

Nenhum defensor dos animais defende as roupas para animais, pois lhes tira a naturalidade e liberdade além de que apresentam uma série de riscos à saúde como alergias, ácaros e bactérias, rejeição psicológica, etc. O animal em seu estado natural tem como proteção seu próprio pêlo que é sua roupa natural. Com o uso de roupinhas, normalmente atendendo mais o sentido estético do dono que a real necessidade do animal ele fica mais sujeito às doenças que sem a roupa.

O que se pode fazer para ajudar os cães

Os que dormem dentro de casa devem ficar num cômodo onde não haja correntes de ar e num local acima do chão que normalmente é gelado. Por exemplo, um forro de papelão e cobertor. Para os que dormem fora, uma casinha com a porta menor e colocada numa posição em que a porta não receba correntes de ar direto, por exemplo, com a porta virada para uma parede. É necessário que a casinha esteja bem forrada com cobertor ou manta, pois o piso de madeira ou de plástico é gelado.

Os gatos

Por natureza os gatos são os mais sortudos. Dificilmente dormem fora. Como tem um sentido de liberdade muito grande, dentro de casa escolhem sempre o melhor local. Além disso, sua pelagem se torna apropriada para o inverno. Mesmo assim, alguns sofrem com o frio principalmente as raças de pelagem curta. Nesse caso devem-se tomar cuidados especiais como cobri-los com um cobertor durante a noite.

Os animais domésticos são dependentes dos humanos e por isso mesmo são os que mais sofrem. Quantos cães dormem num quintal solitário, abandonados numa casinha gelada enquanto seus donos muito bem aquecidos dentro de casa nem sequer se lembram deles. Esquecem que o corpo de um animal não é diferente do humano. Está sujeito a dor, ao calor e ao frio. Em tudo somos iguais, menos no amor incondicional. Enquanto que o cão mesmo sendo chutado, abandonado e maltratado sempre ama seu dono e o demonstra na primeira oportunidade, o homem, assim que encontra algo mais interessante que seu cão, logo o esquece e o abandona em um canto qualquer como se fosse um objeto. Leonardo Bezerra

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Os animais são inocentes

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Resumo da Declaração Universal dos Direitos dos Animais

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais da ONU

01 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

02 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.

03 - Nenhum animal deve ser maltratado.

04 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

05 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.

06 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

07 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

08 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra o animais.

09 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender

Os gatos mais caros do mundo

Os animais tem sentimentos...