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PROJETO DE LEI PARA INDICAÇÃO NOS RÓTULOS DOS PRODUTOS SOBRE COMPONENTES DE ORIGEM ANIMAL

24/12/2012

Informações em produtos alimentícios (Foto: Reprodução)

Mais uma vitória para os vegetarianos e veganos de São Paulo e também para os defensores dos animais. As embalagens deverão conter informações sobre se os alimentos foram testados em animais ou contem componentes animais. Isto vai inibir a venda de muitos produtos que passam desapercebidos no mercado.

Do site do Deputado Feliciano Filho

Foi aprovada em plenário na Assembleia Legislativa de São Paulo, na sessão extraordinária do dia 19/12/12, o Projeto de Lei Estadual 479/09, de autoria do deputado estadual Feliciano Filho (PEN-SP), que obriga fabricantes a informarem, no rótulo, se os produtos foram testados ou têm componentes de origem animal.

Conforme o texto do projeto, o PL 479/09 regulamenta o direito à informação, assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990), no âmbito do Estado de São Paulo, relativamente aos rótulos dos produtos e componentes dos produtos que contenham animal ou que tenham sido produzidos a partir de métodos que utilizem animal, sem prejuízo do cumprimento das demais normas aplicáveis.

O objetivo de tal lei é garantir informação completa sobre os produtos e seus componentes, bem como sobre os métodos de produção de tais produtos e componentes. Esta transparência atende aos princípios da informação e da dignidade da pessoa humana garantidos na Constituição da República.

A informação é critério determinante por ocasião da aquisição de produtos e afeta tanto os interesses dos consumidores como a confiança que estes depositam nestes produtos que circulam no mercado. “A aprovação desse projeto foi uma grande vitória pois, protetores de animais, vegetarianos e veganos, poderão escolher seus produtos com mais clareza .

Sabemos que na Europa, existem grandes feiras de exposições somente com empresas que não testam seus produtos em animais. Este Projeto cria um novo paradigma de mercado pois, muitas empresas poderão ter seus produtos recusados pelos clientes,” atesta Feliciano.
O projeto de lei aprovado em plenário será enviado ao Governador do Estado Geraldo Alckimin para a devida sanção.
Site do dep. Feliciano filho

ATIVISTA FALA DAS DIFICULDADES DE MANTER UM MOVIMENTO EM DEFESA DOS ANIMAIS NO BRASIL

17/12/2012


Em entrevista concedida ao Centro Vegetariano de Portugal Leonardo Bezerra, do Jornal Defesa dos Animais e da Rádio Defesa dos Animais fala das dificuldades de se manter um trabalho em defesa dos animais no meio escrito e de rádio no Brasil.

Por Cristina - Centro Vegetariano de Portugal

Leonardo Bezerra, de São Paulo, Brasil, é um ativista pelos direitos dos animais de longa data. Atualmente mantém o Jornal Defesa dos Animais (JDA) e a Rádio Defesa dos Animais (RDA), ambos online. O Centro Vegetariano e a EVANA foram ao seu encontro para saber mais sobre ambos os projetos.

Leonardo Bezerra
CR: O Leonardo começou o Jornal de Defesa dos Animais e a Rádio Defesa dos Animais há quanto tempo, e porquê?

LB: Iniciei o Jornal Defesa dos animais em fevereiro de 2008 e a Rádio Defesa dos Animais em 6 de março de 2011. O motivo foi um só, divulgar temas em defesa dos animais para incentivar as pessoas a um maior entendimento sobre os direitos dos animais e a importância de defendê-los, amá-los, prestar-lhes atenção e cuidados como vida que são, e não como objetos ou produtos.

CR: Quais são os principais objetivos do Jornal? 

LB:Os principais objetivos são no sentido de promover os direitos e a defesa dos animais em todos os âmbitos, sejam éticos e filosóficos ou de ordem prática, como os cuidados, resgate, doações, alimentação e saúde e tudo o mais que possa contribuir para despertar nas pessoas o amor aos animais. Assim, através de artigos, depoimentos, entrevistas, fotos e vídeos fazemos um trabalho nesse sentido.

CR: ... e da rádio?

LB: Os objetivos da rádio são os mesmos que os do jornal. Entretanto, há uma pequena diferença que é no sentido de trazer aos ouvintes, além dos temas em defesa dos animais, também as músicas mais lindas do mundo, no sentido de presentear os defensores com um brinde diário de informações e músicas belas, um pequeno refrigério, para quem vê diariamente tanta crueldade e indiferença. Assim, as músicas são no sentido de amenizar os temas que tratamos nos programas, que nem sempre são bons para os animais.

CR: Como é que tem sido a resposta do público? Tem alguma ideia do perfil dos seus leitores e ouvintes?

LB: O perfil dos leitores do jornal é o tradicional, pessoas que têm animais, protetores, defensores, ONGs, organizações, etc. Os da rádio segue no mesmo estilo, entretanto comporta também um outro tipo de público, que são as pessoas que gostam de rádio on-line, o pessoal ligado ao Spreaker, que gostam de tudo sobre rádio, independente dos temas que tratam. A Rádio Defesa dos Animais, de repente foi uma surpresa, pois é a primeira e única do mundo exclusiva para a divulgação dos temas da defesa e direitos dos animais. Entretanto, não tem recebido o reconhecimento que merece por parte dos brasileiros, o que nos deixa muito tristes. Quanto aos ouvintes ligados direto no Spreaker, a posição da rádio é sensacional, sempre entre as mais ouvidas em língua portuguesa. Se o idioma usado fosse o inglês, acredito que já estaria entre as primeiras do mundo. 
Estúdio da Rádio Defesa dos Animais em São Paulo
CR: E ao nível dos seus colaboradores e parceiros, tem sido fácil motivar voluntários para colaborar?

LB: Tem sido dificílimo, ninguém quer nada com nada. Na hora de ajudar, ou participar de alguma maneira, até mesmo dando uma entrevista, não querem saber. Na verdade, contamos nos dedos os colaboradores. Tem a Brenda, que sempre se prontificou para participar na locução e recentemente surgiu o apoio da Dalva, que prontificou-se para responder nossa correspondência. No âmbito das reportagens temos os jornalistas Juliana Castro e Lucas Leite, da Agência Notícia Animal, que através de nosso intercâmbio, nos brindam com excelentes informações para os programas diários. Há também o apoio da Dra. Raquel Redaelli do Blog Felino. Conhecemos muitas pessoas que dizem amar os animais, mas ajudar a Rádio de alguma forma, nenhuma. A situação é tão triste, que nem para deixar um recadinho lá no livro de visitas, uma palavra de apoio, ou mesmo um olá, elas fazem. Ninguém imagina o trabalho que dá a produção e apresentação dos programas diários feitos tudo por uma única pessoa. Enquanto muitos estão vendo as novelas da Globo ou o Jornal Nacional, eu estou trabalhando na produção dos programas ou gravando e isto diariamente depois de um dia cansativo de trabalho que é na área do ensino.

CR: Sabemos que a RDA tem diversas parcerias, nacionais e internacionais.  Quais são os perfis dos parceiros, e o que é que os motiva?

LB: Os perfis são variados, ONGs, blogs, sites, até partidos políticos. Os motivos, muitos no sentido de apoio ao meu trabalho, divulgação de suas organizações, participação conjunta, etc. sendo que os primeiros foram o Centro Vegetariano de Portugal e a EVANA ORG. Há também algumas parcerias no âmbito exclusivo de rádio, como a nossa parceria com a seção de língua portuguesa da Rádio Voz da Rússia e também com a Rádio França Internacional, das quais usamos algumas matérias referentes aos animais e reproduzimos alguns de seus programas relativos ao meio ambiente e temas que tenham a ver com os animais.

Dalva - Relações Públicas da RDA
CR: E ao nível de campanhas nacionais e internacionais, como a Semana Vegetariana Internacional ou o dia do Vegetarianismo, a RDA costuma aderir?

LB: Sim, participamos sempre dessas campanhas sendo que damos muito enfoque ao Dia Mundial dos Animais em 04 de outubro.

CR: Sobre o Brasil em geral, pode-se dizer que é um país amigo dos vegetarianos e dos animais? Sabe qual o número de vegetarianos no Brasil?

LB: Amigos dos animais sim, até certo ponto. As pessoas adoram os animais, mas desconhecem seus direitos e os cuidados necessários que deveriam ter com eles. Sobre vegetarianismo não tenho no momento os números atualizados, mas é um meio que cresce muito no Brasil pelo que observamos principalmente nas grandes cidades. Por outro lado, ainda existe bastante discriminação aos vegetarianos, o que é lamentável. Assim como também se gasta uma fortuna com a saúde pública com as doenças diretamente ligadas ao consumo da carne.

CR: Para os turistas estrangeiros que visitam o Brasil, é fácil comer refeições vegetarianas nos principais destinos turísticos? E no interior do Brasil?

LB: Não estou bem informado, mas acredito que nos pontos turísticos é fácil encontrar refeições neste sentido, mas no interior, acredito, que ainda prevalece de uma maneira bem forte a cultura da carne.

CR: Em termos de planos para o futuro - como é que o Leonardo vê o futuro do JDA e da RDA no curto e no longo prazo?

LB: Vai depender de dois fatores, dinheiro e tempo. Dinheiro para conseguir uma divulgação mais ampla, anunciando em meios pagos e de grande abrangência ou mesmo conseguindo um local para montar a sede da rádio. E tempo para fazer tudo isso. Acredito que tempo, em breve vou ter, agora quanto ao dinheiro ainda não estou muito certo.

CR: Para terminar, gostava de deixar alguma mensagem aos leitores?

LB: A mensagem para os brasileiros é um pouco triste. Desde que eu era ainda muito jovem, sempre fui um precursor, sempre fiz coisas que ninguém tinha feito antes, isto no âmbito do rádio. Mas desde aquele tempo percebi uma coisa, brasileiro não dá valor a brasileiro. Isto significa que qualquer coisa que vem de fora é sempre extremamente valorizada e apoiada, enquanto que as coisas que nascem aqui caem na indiferença ou são desprezadas. (É claro que há exceções, por exemplo, o Rio Grande do Sul é o estado que mais apoia a RDA.) Este é o caso do meu trabalho na RDA que é muito valorizada e apoiada por pessoas de vários países, inclusive muitos que não são de língua portuguesa enquanto que dos daqui não recebo nenhum apoio, o que é lamentável. Quanto aos ouvintes de Portugal há muito apoio. A cultura dos portugueses que entendem a causa animal é bastante forte, o problema é que o número dessas pessoas em Portugal parece ser ainda pequeno.

Uma outra mensagem é que apoiem e usem esse meio para divulgar seus próprios trabalhos. Todos estão convidados a mandar informações sobre suas ONGs, sites, blogs e tudo mais que trate da defesa dos animais. Teremos todo gosto em divulgar. Quem quiser dar entrevistas, é só entrar em contado. 

SAIBA COMO FOI O 40º CONGRESSO-FESTIVAL VEGETARIANO 2012

16/12/2012

Vegetariana da PETA em manifestação (Foto: PETA)

O 40º Congresso/Festival Vegetariano que aconteceu em São Francisco e Los Angeles nos EUA apresentou muitas novidades em termos de produtos para vegetarianos e veganos, mostrando que a cada dia que passa o mundo se aproxima mais da alimentação vegetariana, única forma de preservação e sobrevivência do planeta. Um brasileiro vegano, esteve no evento e conta como foi:

Por Alex - Guia Vegano

Alex - Guia Vegano (Foto: RDA)
Dando uma espiadinha no futuro, é assim que me senti ao comparecer ao 40oCongresso/Festival Vegetariano em San Francisco e Los Angeles nos EUA, ocorrido há algumas semanas atrás (outubro de 2012). A sensação de olhar para o futuro, nem foi por mérito do evento em si, que foi até relativamente pequeno, se comparado a outros passados que foram grandiosos como os de Jacarta (2010) e Florianópolis (2004). O que salta aos olhos são os avanços que o movimento vegetariano e vegano americano já produziu em termos de logística e disponibilidade de produtos alternativos para veganos.

Praticamente todos os principais restaurantes onívoros tem um menu à parte vegano, nos supermercados ou em mercados especializados gigantescos como o Whole Foods (rede que se espalha por todo o EUA) é possível comprar uma infinidade de alimentos industrializados veganos e as vezes orgânicos, desde imitações de carnes (hamburgueres, bifes, bolinhos, peru) a queijos realmente incríveis que não deixam nada a desejar aos originais feitos a partir de leite de vaca.

Sem dúvida esta realidade facilita em muito a vida de quem deseja mudar sua dieta, que poderá contar com alimentos prontos e relativamente baratos e com freqüência mais saudáveis que os seus contraparte feitos com cadáveres animais.

Produtos vegetarianos substituem a carne (Foto: Reprodução)
Mas porque então a população inteira ainda não se veganizou?
Bem fiz esta mesma pergunta a uma Chefe de cozinha vegana (AJ) em Los Angeles, na avaliação dela é que ainda há uma cultura muito forte no imaginário das pessoas de que carne é necessária para uma boa saúde. Somado a isso há fatores secundários, como o preço que sempre acaba sendo um pouco mais caro que os produtos feitos a partir de abate animal que são altamente subsidiados pelo governo.

Bem isto mostra que o buraco do veganismo é mais embaixo, podemos sim melhorar muito ainda, chegar no nível que EUA e Reino Unido, mas isso por si não seria o suficiente. Esta realidade, que deve estar a menos de uma década de distância para nós tupiniquins, será um grande avanço mas não é o fim em si. Muito trabalho há pela frente depois disto.

Tudo isso mostra que temos que atacar o problema na raiz, onde nasce o preconceito, onde a cultura é formada, ou seja nas escolas, temos que direcionar cada vez mais o esforço de ativismo para a educação de crianças, fazer palestrinhas e apresentações usando sempre uma linguagem própria para esta faixa etária, quem chegar nas escolas com vídeos de cenas fortes certamente será mal recebidos.

Voltando aos eventos, estes foram divididos em duas partes uma em San Francisco, dentro de uma feira vegetariana é montada todo ano no Parque Golden Gate, e outra em Los Angeles dentro de um seminário sobre saúde natural, que também é promovido todos os anos por um empreendedor local e sua família. Os novos alimentos queridinhos dos naturebas de plantão são o Brócoli e a Couve, a ambos são atribuídas propriedades milagrosas que darão vida eterna a qualquer mortal.

Os novos vilões são os óleos, e aqui não há distinção entre o óleo de soja, Azeites Virgens e a Banha, para alguns médicos ali presentes, todos são danosos, prescrevem que se alguém quer ser à prova de ataque cardíaco não deve consumir óleo ou gordura de forma alguma na comida, ao menos não deve ser adicionada, já que muitos alimentos in natura possuem gordura em si. Esta é a dieta que o Ex-presidente Bill Clinton está seguindo e parece ter dado resultados para manter seus exames de sangue dentro da normalidade sem usar remédios e com isso potencialmente ganhar alguns anos de vida no final, quem viver verá.

Da Europa chegou uma ótima novidade em termos de produto, uma pasta de dentes que contém B12, a genial idéia foi de Sebastian Zösch da Alemanha, dirigente da Sociedade Vegetariana Alemã. O produto ainda não tem previsão para chegar ao Brasil, mas certamente é solução para aqueles que se sentem incomodados em tomar um comprimido de suplementação (por achar que não é natural). Escovar os dentes, que diga-se de passagem também não é nada natural, é algo que 99% das pessoas fazem sem se questionar todos os dias, ao menos 3 vezes ao dia. A pasta não é para ser ingerida, a absorção se da pelas gengivas como foi comprovado com testes em humanos voluntários, existe uma versão com e sem o flúor, para agradar até aos naturebas mais exigentes.

Para os interessados em participar o próximo Festival Vegano Mundial da IVU deverá ser na Malásia em 2013 com possível esticadinha na Tailândia. (Guia Vegano)

GOLFINHOS DO MAR NEGRO ESPERAM OS PACIENTES

09/12/2012

Delfinoterapia (Foto: Reprodução)

Um centro de delfinoterapia foi aberto há dias em Yalta (península da Crimeia, Ucrânia). Os especialistas afirmam que as forças da natureza são capazes de ajudar o doente não menos do que medicamentos modernos. Ao habitual tratamento com o ar das montanhas e água de fontes subterrâneas acrescenta-se o contato com o mundo animal.


Da Voz da Rússia

O uso de golfinhos na reabilitação de deficientes e pessoas que sofreram traumas sérios torna-se cada vez mais popular hoje. E não se trata apenas da ação ímpar desses animais sobre a psique humana. O principal ponto positivo é a relativa universalidade do emprego na terapia complexa de doenças do sistema nervoso, assinala o diretor do Instituto Internacional de Delfinoterapia na cidade de Eupatoria (península da Crimeia) Viktor Lisenko:

“Aqui não há limitação de idade. Nosso paciente mais velho tem 86 anos. Temos um grupo muito grande: pessoas não apenas com trauma da coluna, mas também depois de acidentes de trânsito, quando é necessária reabilitação complexa. E aqui é necessário tanto hidrocinesioterapia quanto psicoterapia. Uma orientação a parte é a etapa de reabilitação de pessoas com derrames, onde também é necessário restabelecer as funções corticais, e funções de movimento e sensibilidade.”

Uma série de especialistas diz que o melhor resultado na aplicação desta terapia de restabelecimento é obtido com crianças. A sub-diretora para trabalho científico do Centro de neuropsicologia infantil, Natalia Savitskaia esclarece que a formação do organismo de uma pessoa adulta deixa menos possibilidade para restabelecimento total.

“Com os adultos tudo é mais complexo em geral. Se na criança qualquer função do organismo está na etapa de desenvolvimento ativo e formação – é natural que a capacidade de reabilitação e recuperação é muito maior. Com os adultos é mais complexo trabalhar neste sentido: se a função foi inicialmente formada e depois destruída, é mais complexo restabelecê-la.”

No entanto a diretora do centro psicológico infantil Educação e desenvolvimento Ekaterina Kachirskaia supõe que não vale a pena encarar a delfinoterapia como meio universal contra todas as doenças do sistema nervoso. Entretanto admite que não será supérflua a existência de tais centros:

"Para crianças que têm certas dificuldades no desenvolvimento ou sofrem de determinados problemas no estado físico ou psicológico são oferecidos poucos tipos de assistência. Por isso é muito bom o fato de que a delfinoterapia é proposta como método, que os pais podem usar para seu filho com espectro acústico de distúrbios."

A principal integrante da delfinoterapia é o ultrassom. Ele é empregado na medicina há mais de 40 anos. Diferentemente de muitos outros métodos, o ultrassom atua não sobre órgãos ou tecidos em separado mas sobre as células, das quais se compõe o organismo. Sendo que o ultrassom natural é mais valioso do que o mecânico, produzido por aparelhos de laboratório. E isto explica o aspecto ímpar da delfinoterapia.

A RÁDIO DEFESA DOS ANIMAIS COMEMORA DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS COM CRIANÇAS DE COLÉGIO DA ZONA NORTE DE SÃO PAULO

04/10/2012


A Rádio Defesa dos Animais, a primeira do mundo exclusiva para divulgar os temas de defesa e direitos dos animais, participa das atividades comemorativas do Dia Mundial dos Animais, com um programa especial. A produção do programa escolheu como tema a educação das crianças voltada para o entendimento e respeito a todas as criaturas.

Leonardo Bezerra

Para realizar um programa onde crianças pudessem expressar suas idéias sobre os animais, a produção fez uma parceria com as professoras do Colégio Teotônio Vilela, do Céu Paz, da zona norte de São Paulo, onde um grupo de dedicadas professoras realiza um magnífico trabalho de educação para o conhecimento, defesa e amor aos animais.

Vencidos os tramites burocráticos para que as crianças pudessem participar, chegou o momento de realizar as atividades com a gravação dos depoimentos das professoras que encabeçam o projeto e com as crianças.

O resultado foi um programa emocionante com a participação das professoras Márcia Cristina Araújo e Alexandra e várias crianças do 4º ano. Quando se ouve crianças tão puras, tão belas entenderem coisas sobre a proteção dos animais, que mesmo muitos adultos de boa formação não conseguem captar não tem quem não se emocione.

Professoras: Luciane, Alexandra e Márcia Cristina

Além do programa especial que contou também com um belo texto da Dra. Leonora Esquivel Frias, presidente da renomada ONG AnimaNaturalis, a Rádio Defesa dos Animais realizou um concurso de desenhos alusivos ao tema da defesa dos animais e do Dia Mundial dos Animais, onde muitas crianças participaram. Seus desenhos, assim, como fotos e inclusive o próprio programa, serão enviados ao World Animal Day, da Inglaterra, onde a RDA, está representando o Brasil nas comemorações desse dia.


Os desenhos puderam ser também apreciados por alunos adolescentes dos cursos profissionalizantes do SENAI da zona Sul de São Paulo, que puderam inclusive escolher os cinco ganhadores do concurso.

Alunos adolescentes da zona sul escolhem os vencedores

Dando continuação as atividades, as professoras premiarão os ganhadores com um brinde enviado pela rádio e os alunos poderão acompanhar o programa, e ver todas as fotos, textos, etc. do Jornal Defesa dos Animais, e também do blog da rádio em suas aulas de informática.

Enquanto que para muita gente o dia 4 de outubro, é apenas mais um dia de churrascada, de indiferença, de matança, de torturas em laboratórios, de preparação para touradas, de caça e de pesca, para essas crianças é um dia especial, que ficará marcado em suas vidas. “O dia em que através dos fantásticos meios da internet e através de uma rádio falaram para o mundo sobre a defesa dos animais”. 

Ouça o programa


Desenhos vencedores do concurso RDA

1º lugar - Fabiana Bruno de Farias - 4-D

2º lugar - Matheus Correia - 4-A

3º lugar - Nicoly - 4-D
4º lugar - Thalia - 4-D
5º lugar - Polliana - 4-A

DIA MUNDIAL PELO FIM DA CRUELDADE E EXPLORAÇÃO DOS ANIMAIS

21/09/2012


Acontece sábado, 22 de setembro, em várias partes do mundo e no Brasil, em várias cidades, o II Dia Mundial pelo Fim da Crueldade e Exploração Animal, da WEEAC, Worldwide Events to End Animal Cruelty.

Por Leonardo Bezerra

No Brasil o evento acontece em várias capitais e cidades do interior dos estados. Em São Paulo será na Av. Paulista, 1578, no Vão do MASP, metro Trianon, MASP, das 15 às 18 horas.

Alem de organizada apela ONG americana fundada pela Dawn Groth, sua presidente, no Brasil está sendo organizada também pela “Cadeia para quem Maltrata os Animais”, representante da WEEAC no país.

O evento é uma manifestação de natureza abolicionista promovendo e incentivando a libertação dos animais da escravidão imposta pelo homem, o que lhes causa enorme sofrimento, morte, abandono, descaso e todos os males que a humanidade pode causar a outros seres.

A manifestação representa alem do mais, os ideais da WEEAC

- Vegetarianismo/veganismo
- Fim do uso de animais como fonte de entretenimento: exposição em zoológicos, circos, uso em touradas, rodeios, etc.
- Combate à caça e à chacina de focas e baleias
- Combate a caçadas, corridas de cavalos
- Fim da experimentação animal e vivissecção
- Fim da exploração de animais como veículo de tração
- Fim do consumo de pele e couro de animais
- Conceitos de tutela responsável de animais domésticos (castração, fim do abandono, adoção e princípio básico do não sacrifício de animais
- Luta contra a discriminação de raças caninas consideradas "perigosas

Assim, é uma manifestação que bem representa os ideais de todos os defensores dos animais em seus múltiplos aspectos, sendo então muito importante o comparecimento e apoio por todas as ONGs, ativistas e defensores dos animais

A HISTÓRIA DE CAPITÃO, O CÃO QUE VIVE NO TÚMULO DE SEU DONO

20/09/2012



Foto: Reprodução - Clarin
Um cão instalou-se no cemitério  Carlos Paz  em 2007, meses após a morte de seu dono. Ele veio sozinho e se recusa a sair.

Pensanimalista

Fidelidade em cães é uma característica quase indiscutível. Capitão, um mestiço com algum pastor, é um exemplo extremo do que é isso. Há cinco anos vive no cemitério onde seu proprietário está enterrado em Carlos Paz, na província de Córdoba, na Argentina e pontualmente  cada dia às seis da noite deita-se  em seu túmulo.

A história de Miguel e Capitão, começou em meados de 2005, quando o homem, apesar da relutância de Verônica, sua esposa chegou com o cão em casa como um presente para seu filho Damian Guzman, que tem 13 anos hoje.

No ano seguinte, em 24 de março de 2006, Miguel morreu no hospital em Villa Carlos Paz. Dias mais tarde, também o cachorro saiu de casa. Ele viveu um tempo na rua, a poucos metros de distância, até que finalmente a família perdeu a noção de onde ele se encontrava.

O reencontro aconteceu por acaso, um dia Verônica e Damian tinham  ido ao cemitério. O menino imediatamente reconheceu seu animal de estimação."Ele começou a gritar que ele era o Capitão, se cachorro de estimação  e o cachorro latindo se aproximou de nós, como se estivesse chorando",disse a mulher  ao jornal Córdoba. No momento de voltar para casa, por mais que o chamassem, ele negou-se a acompanhar a família e ficou junto à tumba.

Uma semana depois, eles voltaram. O cão ainda estava lá. Ao regressarem, algo mudou. Os três voltaram andando juntos. "Ele ficou conosco por um tempo em casa, mas depois voltou para o cemitério", disse Verônica.

Hector Baccega diretor do cemitério Villa Carlos Paz relembra perfeitamente do dia em que conheceu o Capitão. "Apareceu aqui sozinho e girou ao redor do cemitério até que também foi sozinho ao túmulo de seu dono. E isso não é tudo: todos os dias, às seis horas, vai e se deita na frente do túmulo. Vagueia comigo pelo  cemitério  todos os dias, mas quando essa hora  chega, vai para o fundo  onde está o túmulo de seu mestre. "

A família diz que nunca levou o capitão até o cemitério, por isso é um mistério como ele chegou lá. Marta, que vende flores no local, disse que o viu pela primeira vez em 2007. Ele teve uma perna quebrada. Foi-lhe dado anti-inflamatório e uma tala. Nunca foi embora. "Nós vemos que ele amava o seu dono. Vai para casa, mas volta. Muitas vezes eu queria leva-lo, mas ele volta sempre para cá. "

Damian já resignado diz: "Eu queria leva-lo para casa várias vezes, mas ele volta para o cemitério. Se ele quer estar lá está bem, que fique: está cuidando do meu pai ".
Fonte: Prensanimalista


GATO-DE-PALLAS APARECE NA KHAKÁSSIA

16/09/2012

Foto: RIA Novosti

Os integrantes da expedição à Khakássia (Sul da Sibéria) foram em busca do manul. Este gato selvagem e ameaçado de extinção habita também o Cazaquistão, Quirguistão, Mongólia e China e foi incluído no Livro Vermelho desses países.


Voz da Rússia

Até recentemente considerava-se que na Khakássia não havia gatos selvagens. Entretanto as últimas fotografias e foto-armadilhas convenceram os cientistas do contrário.

Os especialistas observam há alguns anos o senhor dos montes Sayanes – o leopardo – nos parques nacionais do sul da Sibéria mas, repentinamente, viram algo que não se parecia absolutamente nada com ele. Um gato pequeno muito peludo, com patas curtas e cauda grossa. Parecia incrível mas era um manul.

Nos últimos dez anos este animal foi praticamente exterminado. De repente, essa sensação! Entretanto é muito difícil ver o manul com os próprios olhos e até mesmo encontrar vestígio dele – explica o biólogo Serguei Istomov:
"Este gato selvagem sabe não deixar sinais de sua existência. Ele nunca pisa na neve, para não deixar pegada. Ele espera, por exemplo, a passagem de cabritos monteses e segue pelos vestígios de suas patas. Além disso ele engorda muito para passar o inverno, torna-se preguiçoso e pode simplesmente ficar deitado até duas semanas."


O refúgio dos manuls são as fendas das rochas, covas, buracos em árvores caídas. Ele corre mal, não resiste à perseguição. Este gato selvagem tem muitos inimigos – os lobos e cães grandes. Tem também concorrentes nos alimentos – a raposa, muito glutona, a marta, que, tal como o manul, se alimentam de roedores e aves. A aparência e a conduta permitem-lhe permanecer sem ser visto pelos inimigos e presas – o manul não as persegue, mas arma-lhes emboscada. Os participantes da expedição também decidiram armar uma emboscada original, para atrair esse gato com uma isca – explica o diretor do parque nacional da Khakássia, Viktor Nepomniaschi:

"Para isto nos locais de seu habitat é realizado um conjunto de medidas biotécnicas. Nós inicialmente engordamos pequenos mamíferos, que servem de alimento para o manul. Quando a base de ração se concentra, o animal dá atenção a esse local e aparece ali com freqüência. Consequentemente cai na objetiva das foto-armadilhas."


Além disso, os biólogos pretendem colocar coleiras com rádio nos gatos-de-pallas para determinar os locais de habitação do animal. Se tudo der certo, os cientistas obterão informação inestimável sobre este animal.

Nos últimos tempos o manul tornou-se herói na blogosfera: ele é debatido, querem adquiri-lo como animal doméstico. Os biólogos não aconselham, não se pode domesticar o manul, é um animal selvagem. Segundo dados dos cientistas, na região dos montes Sayane o número desses gatos raros não ultrapassa duas-três dezenas.
Fonte: Voz da Rússia 

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Resumo da Declaração Universal dos Direitos dos Animais

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais da ONU

01 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

02 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.

03 - Nenhum animal deve ser maltratado.

04 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

05 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.

06 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

07 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

08 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra o animais.

09 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender

Os gatos mais caros do mundo

Os animais tem sentimentos...