Nosso passeio pelo mundo em busca dessas pessoas maravilhosas que amam os animais, hoje dá uma paradinha em Recife, a Veneza brasileira, uma belíssima cidade cortada por canais e muitas praias. Lá vamos encontrar a bela veterinária Danielle para combinar com a beleza da cidade e para sorte dos animais. Os veterinários, ao contrário dos médicos, amam sua profissão e seus pacientes. Não trabalham apenas por dinheiro, mas por amor aos animais. E nisso de amor, Danielle é especial, tem demonstrado desde criança um apego e carinho sem igual pelos animais. Com um sorriso contagiante e beleza cativante própria da região, Danielle fala sobre seus grandes amigos, os animais e em cada palavra sua sem querer ela deixa transparecer a pessoa maravilhosa que é. Sorte dos animais e agora também nossa aqui do resto do Brasil e dos vários países que nos acompanham, pois temos a oportunidade de conhecer melhor essa dedicada jovem. Com vocês, as palavras e o encanto de Danielle direto de Recife.

Danielle, fale inicialmente um pouquinho sobre você, sua cidade e que mais desejar:

Eu me chamo Danielle e vivo em Recife, a minha cidade é muito bonita, cercada de rios, por isso é conhecida também com a Veneza brasileira. Desde muito cedo tenho amor pelos animais, quando me perguntavam o que eu queria ser eu já sabia e respondia: quero ser médica de bichinhos. Cresci, e me formei recentemente no curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Pernambuco.

Quais os animais que você tem no momento?

No momento eu tenho três animais, um gato Persa chamado Esteffano, um cachorro da raça Poodle chamado Thor e um gatinho que adotei da rua que se chama Jájá. Pra mim eles são membros da família, converso com eles e os trato como se fossem meus filhinhos, porém sem deixar de fazê-los entender que eu sou a dona e tenho autoridade sobre eles, porque quando animais percebem que ele é quem mandam na casa começam a faze muita bagunça.

Como é a situação dos animais de rua em sua cidade?

A carrocinha existe na minha cidade sim, infelizmente, trata-se de um modo cruel de recolher cães de rua e levá-los para o “corredor da morte”. Inclusive onde moro tinha uma cadelinha que vivia na casa de um vizinho que não cuidava dela direito, certa vez a carrocinha a capturou e as pessoas da rua fizeram um mutirão e resgataram a mesma. Ela ficou sob cuidados de todos e cada morador se revezava alimentando-a e vermifugando (inclusive eu também o fiz), tentamos arranjar um lar, mas esta não se adaptou, pois tinha costume de viver solta pela rua desde filhote, e assim ela viveu conosco por oito anos, vindo a falecer vítima de um câncer esse ano.

O que você faz pelos animais?

Eu, na época de faculdade, já fui voluntária para tratar de animais que sofreram ferimentos por diversos motivos (atropelamentos, queimaduras, brigas e etc.), ficando responsável por alimentá-los, trocar os curativos e dar os remédios no horário certo diariamente até os mesmos ficarem sãos novamente. E hoje em dia quando posso, eu recolho animais que estão na rua dou alimentos, remédios para vermes e vitaminas e arranjo donos para eles.

O que você acha de divertimentos que usa os animais como circos e rodeios?

Eu não concordo com esse tipo de eventos, um circo já é então bonito com seus trapezistas, mágicos e palhaços, não precisa da presença de animais para ser divertido, e os rodeios podem muito bem atrair público com bons shows de música country, sertanejo, axé e outros ritmos.

De todos os artigos que aqui publicamos, qual lhe chamou mais a atenção?

A da gatinha Scarlett, pois tenho paixão por felinos e fiquei muito emocionada com o instinto maternal que esse bichinho teve ao arriscar a própria vida para salvar seus filhotinhos.

Por que você decidiu participar dessa entrevista?

Decidi participar dando minha opinião porque acho que todo meio de comunicação que exalta a importância dos animais e toma partido daqueles que não podem se defender é válido e merece todo nosso resp

eito, atenção e carinho.

O que você acha que poderia fazer pelos animais?

Organizaria e patrocinaria feiras para adoção de animais de rua, e também incentivaria outros amigos meus de profissão a fazer mutirões nos bairros para castração de animais assim evitando a superpopulação de bichinhos de rua que existem pelo Brasil.

Você acha que os animais são iguais aos humanos quanto à inteligência, alma e coisas assim?

Acho sim, pois já tive provas disso, pode parecer meio maluco, mais eu sempre conversei com meus animais e eles sempre me entenderam e às vezes até deram sinais de que estavam respondendo, você também pode fazer isso, basta ter sensibilidade para entender os animais.

O que você achou da história do urso Knut publicada aqui?

Achei muito interessante, pois Knut, além de ser um animal muito bonito, acabou se tornando símbolo um símbolo da proteção animal e ambiental.

Qual é sua mensagem para nossos leitores?

Se você tem espaço em casa e além de tudo, espaço no seu coração adote um bichinho de rua, mais só faça isso se tiver certeza do que quer, pois não basta apenas um prato de comida, ele também vai precisar de carinho, cuidados médicos e vacinas para ter uma vida saudável e feliz. Faça isso e terá um amigo fiel e companheiro que com certeza só trará muitas alegrias em sua vida.



Postado por Leonardo Bezerra on domingo, 25 de maio de 2008
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No zoológico de Vitória, Austrália, o pobre do leão não pode mais comer em paz. É colocado um vidro com a frente de um veículo para dentro do recinto dos leões e o alimento é jogado encima do capô do carro. Os turistas, do outro lado do vidro e a poucos centímetros da boca do leão podem vê-lo comer sem nenhum perigo. O leão é que não gosta muito dessa conversa de ser observado de perto ao comer. (Daily Mail)

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